terça-feira, 14 de junho de 2016

Uma Forma Esplêndida de Evangelizar



Com a graça de Deus, começaremos a partir do dia 03 de junho mais um trimestre da EBD com o tema: O Desafio da Evangelização - Obedecendo ao Ide do Senhor Jesus de Levar as Boas-Novas a Toda Criatura.  Segue o Sumário abaixo.



Sumário:
Lição 1 - O que É Evangelização
Lição 2 - Deus, o Primeiro Evangelista
Lição 3 - Igreja, Agência Evangelizadora
Lição 4 - O Trabalho e Atributos do Ganhador de Almas
Lição 5 - A Evangelização Urbana e suas Estratégias
Lição 6 - A Evangelização dos Grupos Desafiadores
Lição 7 - O Evangelho no Mundo Acadêmico e Político
Lição 8 - A Evangelização dos Grupos Religiosos
Lição 9 - A Evangelização das Crianças
Lição 10 - O Poder da Evangelização na Família
Lição 11 - A Evangelização das Pessoas com Deficiência
Lição 12 - A Evangelização Real na Era Digital
Lição 13 - A Evangelização Integral nesta Última Hora    


O que me chamou atenção hoje pela manhã quando lia uma publicação no site do irmão Eliseu Antônio Gomes foi que chegará ao Brasil, durante o período das olimpíadas, para uma grandiosa evangelização a “Arca de Noé”. Eu pensei – uau, que grande projeto evangelístico!!! – fiquei fascinada, pois tem tudo a ver com nossa lição do exato trimestre que a “Arca” chega ao Brasil.

Ao pesquisar mais um pouquinho descobri que realmente se trata de um grandioso sonho do missionário holandês Johan Huibers, empreendedor da construção civil que agora embarcou literalmente em seu sonho e está levando a Palavra de Deus a todos quanto ele alcançar.
Veja o vídeo abaixo mostrando a fabulosa obra de engenharia com a nobre missão de anunciar as Boas Novas de Salvação.



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Mensagem Rápida de Whatsapp




São tantas heresias disseminadas pelo “falso evangelho”: prosperidade  terrena,
determinismo (determine sua bênção, cura, vitória, etc...) Desconstrutivismo, falsas ideologias... Vãs filosofias .

Tudo isso disseminado principalmente pelos louvores (louvor?).

Jesus está voltando e muitos estão iludidos com o "falso evangelho" se achando salvos, mas praticando coisas piores que os ímpios.

Deus vai requerer de todos aqueles que já tiveram o conhecimento da verdade, mas mesmo assim fazem o errado e consentem os que fazem.

- Mentirosos, que embora sabendo que o “falso evangelho” não redime o homem do pecado, não liberta, não salva, mesmo assim prosseguem no erro para não criarem inimizades.

- Covardes, que não pregam a Verdade por medo de serem rejeitados, perseguidos, caluniados.

- Injustos, pois detém a justiça de Deus que é a prática do Verdadeiro Evangelho e ainda cometem injustiças contra aqueles que, por amor à Palavra de Deus e às almas, decidem viver e pregar a VERDADE!

A essas três classes de "crentes" Deus fala com clareza em sua Palavra:  perderão a salvação!
1- mentirosos
2- covardes
3- injustos


1- Mas, ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a MENTIRA. (Apocalipse 22:15)

2- Mas os COVARDES, os incrédulos, os depravados, os assassinos, os que cometem imoralidade sexual, os que praticam feitiçaria, os idólatras e todos os mentirosos — o lugar deles será no lago de fogo que arde com enxofre. Esta é a segunda morte. (Apocalipse 21:8)

3- Porque vos digo que, se a vossa JUSTIÇA não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus. (Mateus 5:20).

Arrependei-vos! Jesus está voltando!!!

Simone Tavares - EBD Monte Sinai.
Campina Grande - PB.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Erudição e piedade: uma entrevista com o pastor Antonio Gilberto

Excelente entrevista que o Blog Teologia Pentecostal fez com o amado Pastor Antônio Gilberto.
Foto tirada no 8° Congresso Nacional de Escola Dominical ocorrido de 12 a 15 de Março de 2015 em São Paulo - SP. Na foto: Marta, eu e Pastor Antônio Gilberto.
É um privilégio para nós congressistas ouvir e aprender com este grande homem de Deus. Que o Pai Misericordioso multiplique seus anos de vida entre nós e que todos eles sejam atuando sempre na direção do Espírito Santo para o nosso crescimento no Senhor.


 Por Gutierres Fernandes Siqueira
O Blog Teologia Pentecostal teve o privilégio de entrevistar o pastor e teólogo Antonio Gilberto da Silva. É consensual entre os assembleianos que o pastor Gilberto é a maior referência teológica da denominação. Neste ano Antonio Gilberto completa 86 anos. Ele é mestre em teologia, bacharel em psicologia, pedagogia e letras. É também mestre em educação pela Biola University, nos Estados Unidos. É membro da diretoria da Global University (GU), um complexo universitário das Assembleias de Deus norte-americana (AG). É também consultor doutrinário e teológico da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) desde 1997. Ainda atua como membro da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB). Foi membro do Conselho Mundial de Evangelismo do Congresso Mundial de Lausanne (Suíça). Ele também trabalhou na edição da Bíblia de Estudo Pentecostal (BEP), que foi publicada em dezenas de idiomas e está publicada em inglês como The Full Life Study Bible pela editora Zondervan. É autor de diversos livros como: Manual da Escola Dominical (também publicado em espanhol), Crescimento em Cristo, A Prática do Evangelismo Pessoal, A Bíblia Através dos Séculos, O Fruto do Espírito (derivado de um trabalho maior em inglês), Verdades Pentecostais e editou a Teologia Sistemática Pentecostal. Todas as obras foram publicadas pela CPAD. É autor de diversas Lições Bíblicas e é também membro da Academia Evangélica de Letras (AEL). Formou o CAPED, um curso de aperfeiçoamento de professor de Escola Dominical e atuou como professor de escolas teológicas das Assembleias de Deus no Brasil, Estados Unidos e Europa.
Apesar do vasto currículo acadêmico o que mais chama atenção no pastor Gilberto é a forma simples e piedosa de falar. Um exemplo para a atual geração. Vejamos essa entrevista agora.
01) Vários professores de teologia, especialmente conservadores, manifestam preocupação com o avanço do liberalismo teológico na sua versão pós-moderna entre os pentecostais. Há, inclusive, pentecostais levantando bandeiras da Teologia da Liberação, uma teologia que parecia até morta na década de 1990. O senhor enxerga tal fenômeno como relevante, ou seja, como motivo real de preocupação? Se sim, quais são as causas desse crescimento e como podemos responder ao fenômeno?
Sim, há um crescimento. E uma das causa é: a multiplicação do conhecimento secular. Eu não estou criticando, mas vemos apenas uma multiplicação do conhecimento secular sem o conhecimento divino, espiritual. Ficam acadêmicos maravilhosos- e eu não estou criticando, pois seria um absurdo criticar a academia-, porém o conhecimento secular sem conhecimento espiritual é uma falta. O conhecimento bíblico (ou espiritual) vem através do Espírito Santo.
E hoje não existe sabedoria secular. E ainda há sabedoria bíblica pelo Espírito Santo. O conhecimento bíblico sem sabedoria bíblica gera fanatismos e exageros. E sabedoria espiritual sem conhecimento bíblico gera estagnação, pois a matéria prima da sabedoria é o conhecimento. É só pegar Romanos 11 e 1 Coríntios 12 e veremos a diferença e a complementaridade entre conhecimento e sabedoria.
Então, a razão dessa distorção na teologia contemporânea é a multiplicação do conhecimento sem sabedoria. Como ilustração vamos lembrar Daniel 12.4 onde está escrito: “e a ciência se multiplicará”. E aí Daniel para. Ele não diz: “e a sabedoria se multiplicará”. E é isso que está acontecendo, pois há um avanço do conhecimento sem o avanço da sabedoria. Eu não estou criticando, volto a dizer. E nesse texto, cabe explicar, a palavra ciência pode ser traduzida em português como “conhecimento”. O sentido aqui não é avanço tecnológico, mas conhecimento como teoria.
Hoje vivemos um tempo onde nem mesmo o Batismo no Espírito Santo está sendo cultivando. Deus quer nos encher da plenitude do Espírito, mas Ele não viola nossa liberdade. Portanto, cabe a nos voltarmos a buscar essa sabedoria do alto a fim de não causarmos distorções advindas do conhecimento isolado.
E falando sobre Teologia da Libertação deixe-me recordar uma história, uma experiência pessoal. Fui professor do Instituto Bíblico Pentecostal (IBP) por 22 anos. E naquele período eu ministrava aulas de heresiologia. Na ocasião eu escrevi um texto criticando o marxismo-leninismo. Isso ainda era a década de 1960. Anos depois, no final da década de 1980, fui convidado por uma universidade europeia a escrever o material didático daquela escola. E numa das semanas eu estava de folga e aproveitei para passear. Na ocasião eu estava em Bruxelas (Bélgica) e vi uma agência de viagens da União Soviética (URSS). Eu ali entrei e disse: “Boa tarde. Sou brasileiro e quero fazer uma pergunta: como faço para ir a Moscou e quanto tempo é de viagem?”. O funcionário solicitou minha identidade e pediu para eu aguardar um tempo. Na volta o rapaz, que era muito educado, me disse: “sua entrada em Moscou está proibida”. E eu perguntei o motivo, até um tanto surpreso e espantado. E ele me disse: no ano X o senhor escreveu um artigo contra o marxismo-leninismo. E eu perguntei: “e se eu fosse mesmo assim”. E ele me respondeu: “o senhor iria preso”. E eu novamente perguntei: “e iria ser mandado para embaixada do Brasil?”. E ele: “Não, o senhor seria mandado para a Sibéria”. Como é que um artigo meu era conhecido por uma agência da União Soviética na Bélgica? E olha, nem existia a internet naquela época como conhecemos hoje. Eu nunca me esqueci dessa experiência com o estado policial. 
02) A igreja Assembleia de Deus norte-americana (AG) tem produzido acadêmicos que influenciaram e, ainda, influenciam o evangelicalismo como um todo. Ou seja, são teólogos que não falam apenas para pentecostais. Nomes como Gordon D. Fee e Craig S. Keener são tidos como exegetas de referência mesmo para aqueles que nunca pisaram numa igreja pentecostal. O senhor é também um nome muito respeitado no Brasil como teólogo profissional, mas comparado com o tamanho da Assembleia de Deus brasileira, ainda são poucos os nomes pentecostais de influência nos demais círculos protestantes. Qual o motivo? Falta apoio da própria denominação? Ou será uma visão mais preconceituosa dos evangélicos tradicionais para com os acadêmicos pentecostais no Brasil?
Eu conheço o Dr. Gordon Fee pessoalmente e isso que você fala é uma verdade. Agora, eu diria que o nosso problema no Brasil é falta de patrocínio. Eu viajo bastante e vejo isso em toda parte: a falta da disposição em apoiar os ensinadores. As igrejas não apoiam, as convenções não apoiam, os empresários cristãos não patrocinam. E quem vai pagar a conta? Estudar custa caro, muito caro. Resultado disso: temos talentos maravilhosos por aí que são desperdiçados. Eu mesmo recebo um volume enorme de escritos, pela misericórdia de Deus, na Casa Publicadora onde atuo como consultor doutrinário e teológico, e até do exterior, mas não há patrocínio da igreja pentecostal no Brasil a esses talentos.
E outra causa: o desestímulo. Muitos jovens e até velhos recebem o chamado divino para o ensino e a gente nota a falta de estímulo. Muitos nas igrejas dizem aos ensinadores que larguem tal tarefa. E dizem: - vamos buscar a Deus e deixemos isso pra lá, etc. Eu já vi casos até de pessoas chamadas ao ensino totalmente reclusas em suas igrejas. E aí vemos como a nossa igreja sofre nessa área. 
03) Nos últimos meses cresceu entre os assembleianos a velha (e boa) disputa soteriológica do protestantismo. De um lado, um grupo defende o revigoramento do arminianismo. Do outro lado, um grupo menor, mas não menos relevante, tem defendido o calvinismo. Ambos, e com muita razão, têm combatido o semipelagianismo que contamina muitos dos nossos púlpitos nas Assembleias de Deus. Como o senhor se posiciona nessa polêmica? 
Ótima pergunta. Essa questão é problema de equilíbrio. Sabemos que a Bíblia do princípio ao fim diz: “não vos desvieis, nem para a direita, nem para a esquerda”. A Bíblia nunca diz o contrário: “não vos desvieis, nem para a esquerda, nem para a direita”. E essa ordem não é por acaso. Por que digo isso? Eu já estudei na Europa e pesquisei bastante na Inglaterra, Escandinávia e na Alemanha e vi de perto a influência do calvinismo e, na minha visão, Calvino exagerou.  Coitado, ele não está aqui para se defender, mas Calvino exagerou, especialmente na questão da predestinação. E irmão Gilberto, a predestinação não está na Bíblia? Claro que está. Eu mesmo já escrevi um trabalho (paper) da predestinação à luz da Bíblia. A predestinação do calvinismo é um erro de interpretação, pois a predestinação bíblica é para quem já é salvo e eleição bíblica está em Cristo. Ora, o ensinamento de que uma “vez salvo para sempre” é antibíblico. A Bíblia trabalha com a ideia de apostasia. Mas, é claro, eles trabalham com tantos argumentos que nos cativa. Eu convivo muito bem com os irmãos presbiterianos, mas não posso concordar com esse desvio do equilíbrio bíblico.
O arminianismo está na Bíblia. Mas há também um desequilíbrio à direita, ou seja, um desequilíbrio para o lado certo. Há muitas coisas boas, mas existe também uma tendência ao exagero. Irmão Gilberto, qual é o exagero? Ora, o excesso de autonomia do indivíduo. E o neopentecostalismo nasce nesse contexto. O humano é tão autônomo que dá até ordens em Deus. Onde está na Bíblia essa ideia de “nova unção”, “movimento da fé”, “bênção de Toronto” etc.? Ou seja, são seres excessivamente livres ao ponto de determinar o modo de operar de Deus.
Eu já ouvi coisas que fiquei até gelado. Certa vez em um evento eu ouvi um pregador de origem pentecostal dizer: “Irmãos, precisamos desenvolver a nossa fé. A fé inata. A fé que temos desde bebês. Ponha a sua fé em ação, pois sua fé é inata. Ordene, pois inclusive você pode dar ordens para Deus. Ordenar a Deus é colocar a fé que está em você para fora”. Ora, isso é um erro grave. Um erro que me deixou gelado. A Bíblia não ensina esse conceito de fé inata. A fé sempre vem de fora, de Deus. A fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Romanos 10.17) e pelo papel do Espírito Santo que produz fé. Isso é um arminianismo exagerado.
Evitemos os exageros. Fiquemos no centro. E para ilustrar lembro a passagem de Lucas 6. 6-11.  Jesus estava ensinando, e não pregando, e o auditório estava lá preso com as palavras de Cristo. E um homem estava presente com a mão ressequida igual a um palito. E o homem levantou-se após a ordem de Jesus. E Jesus deu uma segunda ordem: “fique em pé”, disse Jesus. Ou seja, uma coisa é se levantar diante do desânimo de viver uma vida sem poder trabalhar, pois na época de Jesus o que mais contava era o trabalho braçal, e outra é continuar em pé, que é justamente o mostrar ânimo e firmeza. E houve uma terceira ordem: para ele ficar no meio. Ora, quem sabe esse homem era um desequilibrado à direita ou à esquerda. Jesus manda o jovem voltar ao meio. E a última ordem foi para ele estender a mão. Essa história como metáfora ilustra a necessidade de ficarmos no centro. Ou seja, desviar à direita é exagerar do lado certo. E desviar à esquerda é o desvio do revoltado. O equilíbrio é o ponto para evitar o erro.
04) Quando se fala de pentecostalismo qual (is) é (são) o (s) livro (s), além da Bíblia, que o senhor considera como essencial para entender esse Movimento? E aí pergunto tanto em língua inglesa como em português.
Eu recomendo os livros do Dr. Stanley M. Horton. Outro livro que recomendo é o “Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais” (CPAD) editado pelo Rev. Thomas E. Trask. É muito bom.  Eu também sugiro o livro “Verdades Pentecostais” (CPAD), de minha autoria. Eu estou, inclusive, ampliando essa obra. Ela já era um resumo de uma obra maior sobre o assunto e, agora, continuo a ampliar o restante não publicado. E essa obra nasceu até como uma resposta às distorções do Movimento da Fé. E estou com três livros no forno que talvez sejam publicados neste ano. Uma das obras será sobre a família cristã e um outro sobre os paradoxos da Bíblia. 
05) O seu livro “O Fruto do Espírito” (CPAD) foi primeiramente publicado em inglês em 1984. O livro até hoje é referência sobre o assunto. Como foi o processo de escrita dessa obra? E por que esse assunto é relevante para o cristão pentecostal?
Na verdade não é a tradução de um livro, mas apenas parte de um trabalho didático de mais de 800 páginas que escrevi para uma universidade assembleiana dos Estados Unidos. O original é um comentário de Gálatas 5.22. O que temos aqui é apenas um resumo, uma parte.
O fruto do Espírito é um assunto essencial para o cristão. Por exemplo, entre os gomos do fruto temos a bondade e a benignidade. E alguém pode perguntar: qual é a diferença? Vamos ao grego. A benignidade no grego é a disposição eterna de fazer o bem. Deus sempre está sempre disposto a fazer o bem e nunca o mal. Assim é o cristão benigno. É um impulso, uma disposição para o bem. Já a bondade é a prática do bem. 
06) Como foi trabalhar com Donald Stamps na edição da Bíblia de Estudo Pentecostal (BEP)? E como era sua relação de amizade com Stanley M. Horton que faleceu recentemente?
Na metade da década de 1970 chegou ao Brasil um missionário chamado Donald Stamps. Ele foi morar em Campinas (SP). E na época eu estava morando em Campinas para trabalhar na EETAD (Escola de Educação Teológica das Assembleias de Deus). E ficamos amigos. Eu orientava Stamps no aprendizado do português e, também, o ajudei a conhecer pelo país a liderança pentecostal. Todo missionário, segundo as normas do Concílio norte-americano, precisava tomar essa atitudes. E certa vez, durante essas viagens, o irmão Stamps me falou: “Irmão Gilberto, estou percebendo que no Brasil há uma deficiência da liderança pentecostal com o conhecimento básico das nossas crenças”. E ele me disse que já tinha conseguido patrocínio com os norte-americanos para compor uma Bíblia de Estudo. E ele me pediu ajuda, especialmente com a tradução das notas, mas na ocasião não pude aceitar esse desafio.
Stamps levou a ideia do projeto ao seu chefe no setor de missões da Assembleia de Deus norte-americana. E ele disse: “Stamps, esse projeto não pode ficar restrito ao Brasil”. A ideia do projeto era justamente trabalhar uma Bíblia onde o assunto central era o trabalho do Espírito Santo com notas simples e práticas. E foi uma Bíblia feita com muita preocupação com o original grego e hebraico. Eu falava a Stamps sobre as regras da Sociedade Bíblica para que as notas não soassem infantis ao destoar com os originais. Quem ajudou Stamps com a tradução foi o Rev. Gordon Chown.
Quando Stamps acabou de escrever as notas do Novo Testamento ele começou as notas do Antigo Testamento. O projeto durou anos. No final, após sete dias da última nota escrita para o livro de Malaquias, Stamps morreu vítima de um câncer. Na ocasião eu estava nos Estados Unidos. Tive, após essa perda inestimável, a missão de continuar o projeto da Bíblia de Estudo. Pedi autorização do pastor José Wellington e ele me deu apoio para continuar o projeto. No total, o projeto durou 10 anos. E hoje a BEP está em 28 idiomas e é uma bíblia de estudo mundial que nasceu no Brasil.
O nome “pentecostal” não é por causa da Igreja Assembleia de Deus, mas sim porque o tema das notas gira em torno da pessoa e obra do Espírito Santo. No inglês é full life, mas não ficaria bem em português uma tradução literal para “vida plena”. Foi fruto de muitas horas de estudo e pela visão do irmão Stamps.
E sobre Stanley M. Horton eu felizmente o conhecia bem. Era um irmão querido. Alguns meses antes da morte dele consegui visita-lo em sua casa em Missouri (EUA). A Assembleia de Deus norte-americana mantém uma vila para pastores aposentadores e fui até lá. Ele ficou muito alegre com minha visita. 
07) Muitos pentecostais, inclusive pastores, continuam a propagar movimentos estranhos como “unção do riso”, “cair no Espírito”, “nova unção”, “atos proféticos” etc. No sentido de aconselhamento, se o leitor dessa entrevista congrega numa igreja assim qual deve ser a atitude dele? 
Em primeiro lugar, eu só aconselharia se eu conhecesse a pessoa ou se eu fosse solicitado a fazê-lo. É necessário cuidado para não ferir sensibilidades. Mas esses movimentos são frutos de falta de erudição e é difícil combatê-los, pois as pessoas acreditam nisso como uma verdade. Ora, “nova unção” não existe na Bíblia, o “cair no espírito” não está na Bíblia. O termo até existe, mas não no sentido de cair em massa no culto. O caminho correto nesses casos é fazer o que Jesus mandou, ou seja, discipular. Mas sabemos que discipular dá trabalho. Uma das maiores dificuldades das Assembleias de Deus no Brasil é o discipulado, mas falo do discipulado bíblico. Muitas vezes as pessoas estão até em salas de discipulado, mas não estão aprendendo a “seguir a Cristo”, ou seja, a serem pessoas que perseveram até o fim. O termo no original é muito forte, pois o verbo “seguir” está como em 1 João 2.6, ou seja, é alguém que anda “também” como Jesus andou. Muitas aulas de discipulado não passam até de entretenimento, música e alguma oração, mas nada de ensinamento. É necessário um despertamento na área de discipulado. Além disso, é preciso passar pelo batismo nas águas conhecendo bem a doutrina do batismo para que esse ato não seja mero mergulho. Outro passo importante no discipulado é buscar a plenitude do Espírito, é buscar sempre o conhecimento das Escrituras e, também, é necessário um apego no congregar. O nosso discipulado precisa urgentemente de despertamento. 
08) O senhor foi um dos primeiros pastores assembleianos a ter a coragem de diferenciar “doutrina” de “usos e costumes”. Infelizmente, ainda há igrejas assembleianas que ensinam que determinado costume santifica o crente, como se a santificação fosse um processo de fora para dentro. Com equilíbrio que lhe é característico, como o senhor aconselharia um crente que congrega numa igreja legalista?
Eu tenho uma obra não publicada sobre isso. É uma obra sobre doutrina bíblica e costumes humanos. É necessário voltarmos para Tito 2.10, pois ali vemos bem o termo “doutrina” muito bem definido. Porém, doutrina é teoria. A doutrina precisa transparecer em um bom costume. Todavia, é necessário todo cuidado para não transmitir a ideia que o costume seja salvífico. Costume não salva ninguém. A salvação está em Cristo. O costume deve apenas refletir a boa doutrina. 
9) Na sua opinião, qual é o maior desafio do pentecostalismo no século XXI?
O maior desafio é centrar-se na Palavra de Deus sem pender para os extremos da direita ou da esquerda. A esquerda é o lado do erro. A direita o é lado do acerto extremado. Devemos evitar ambos. Em Joel 2.28 está escrito: “Derramarei o meu Espírito”. Aqui o artigo é enfático e diferente de Atos, pois lá está escrito “do meu Espírito” (2.17). E o que isso significa? O artigo enfático no hebraico significa algo permanente, em profusão, e é real. Em Atos o “do” não enfático já denota uma profusão parcial. Portanto, o que temos em Atos é apenas em parte. Entendo nisso que haverá no final dos tempos um grande avivamento complementando a promessa de Deus para o profeta Joel. É um avivamento soberano, não produzido pelos homens, mas onde todos serão tomados por essa maravilha de Deus. Eu sou defensor dessa ideia a partir de uma leitura original.  Um avivamento maior virá e, eu até entendo, que influenciará a Igreja Católica positivamente. Será como um rio que toma tudo e destrói o que está na frente como quem varre com violência, mas no sentido positivo. A minha mensagem é positiva. 

Fonte: http://www.teologiapentecostal.com/2015/03/erudicao-e-piedade-uma-entrevista-com-o.html 

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Nova Rede Social totalmente brasileira

Paz e graça a todos!

Queridos leitores e amigos, estou publicando este post para convidar-lhes a participar da mais nova Rede Social totalmente brasileira: METALLISSON.COM lançada há pouco mais de um mês em seu formato BETA.

Criada por um amigo do curso de Computação UEPB, Allisson da Silva, esta rede tem um grande diferencial das demais: ela possui um sistema de comando de voz que auxiliará pessoas que possuam restrições quanto a digitação, além de permitir o compartilhamento de praticamente todo tipo de arquivo: doc(x), xls(s), ppt(x), pdf, zip, rar, odt, ods, odp, txt, jpg, jpeg, gif, png... o que possibilitará toda comunidade acadêmica a facilidade na troca de informação. E tudo isso com um grande controle de privacidade.

O comando de voz é feito por um "bonequinho" chamado de TOY. Conversando com ele, você poderá executar funções do tipo:

  • Digitação
  • Pesquisa
  • Navegação
  • Abrir perfis
  • Entre outras coisas.

É uma ferramenta poderosa, e de fato um grande diferencial para pessoas portadoras de necessidades especiais.

Allisson está criando um tutorial completo para dar suporte aos atores sociais. Aguardem!!!

Vamos lá pessoal, criem seus perfis e vamos dar uma forcinha a um companheiro da terrinha, né?
Allisson é um rapaz muito inteligente e esforçado, concluiu com excelência o curso de Computação UEPB e é uma pessoa muito simples, inclusive. Merece todo nosso respeito e atenção.
E o mais importante: tudo isso é para a glória de Deus!!! Allisson é um cristão! Um músico do Senhor da Igreja Evangélica Congregacional do Calvário em Campina Grande, Paraíba.

Agradeço a todos a atenção e nos encontramos por á, ok?
Que Deus em Cristo vos abençoe!!!





domingo, 16 de novembro de 2014

8° Congresso Nacional de EBD

A paz do Senhor, queridos leitores.

Mais um congresso nacional de EBD está chegando e dessa vez será na capital paulista. Oportunidade de aprender mais, rever os amigos feitos de toda parte do país e visitar a belíssima capital do trabalho, São Paulo. Vamos lá, queridos, façam suas inscrições e aproveitem o congresso juntamente com a nossa caravana de Campina Grande - PB.


Entre os dias 12 e 15 de Março de 2015 ocorrerá o 8º Congresso Nacional de Escola Dominical da CPAD. Este é considerado o maior evento educacional cristão voltado para a Escola Dominical no Brasil e acontecerá no novo templo da Assembleia de Deus Ministério do Belém em São Paulo sob o tema: “Instruindo para toda a boa obra” (2 Tm 3.17).
“Nesta oitava edição, os participantes vão contar com o mesmo zelo na ministração da doutrina bíblica e de matérias de reciclagem para professores e superintendentes de ED, através de preletores munidos de importantes informações, destacando o conhecimento e a aprendizagem a fim de alcançar os objetivos propostos.” Declarou o ir. Ronaldo Rodrigues, diretor Executivo da CPAD. Dentre os preletores confirmados estão o Pr. Antônio Gilberto, Pr. Alexandre Coelho, Pr. Claudionor de Andrade, Pr. César Moisés e, os internacionais, Pr. Stan Toller, Drª Michelle Anthony e  Profª Marlene LeFever.
8º CONGRESSO NACIONAL DE ESCOLA DOMINICAL
“Instruindo para toda a boa obra” 2 Tm 3.17
12 a 15 de Março de 2015
São Paulo/SP 
Plenárias - Seminários - Workshops  
Local do Evento : Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Ministério do Belém
Rua Conselheiro Cotegipe, 273 – Bairro Belém


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Contribuições da Educação Cristã Pentecostal na Transformação da Sociedade

A paz do Senhor a todos!


Eis uma excelente matéria sobre o nascimento da EBD na Europa e sua chegada aqui no Brasil. O artigo trata ainda sobre como a Assembleia de Deus brasileira aderiu a esse método evangelístico eficaz de ganhar almas e educá-las no processo da caminhada cristã.

Nosso sincero agradecimento a todos que fazem a Casa Publicadora das Assembleias de Deus no Brasil. Deus continue abençoando sempre!

A foto acima foi tirada no 5º Congresso Nacional de EBD em Salvador -BA em 2007 na ocasião em que o Pr. Vitorino Silva louvava a Deus. Lembro-me que foi um dos momentos mais marcantes para mim daquele congresso, pois a plateia inteira de servos do Senhor que lotava o teatro do Centro de Convenções de Salvador glorificava a Deus ao ouvir a belíssima mensagem bíblica cantada na voz marcante de Vitorino Silva. Tremendo!


por Ronaldo Rodrigues de Souza


Contribuições da Educação Cristã Pentecostal na Transformação da Sociedade



Resumo 
Para estabelecermos uma Escola Dominical que faça sentido na igreja e em nossa sociedade, precisamos de projetos e investimentos. É preciso dar suporte às Igrejas para que as lideranças continuem investindo na Educação Cristã. Somente por intermédio da Verdade absoluta das Escrituras Sagradas a Igreja poderá avançar e confrontar as verdades relativas dos dias atuais.  


INTRODUÇÃO
Às vezes, o ser humano costuma abrir mão do que Deus tem-lhe concedido. Ao olharmos para a introdução do povo de Israel à terra de Canaã, vemos o Senhor alertando Israel sobre o perigo do esquecimento. E o perigo se tornou realidade. A nação se esqueceu das bênçãos de Deus. Esqueceu que Ele operara de forma maravilhosa, retirando-os do Egito e caminhando com eles durante quarenta anos no deserto, orientando, guiando, cuidando do povo e, por fim, plantando-o na terra de Canaã. A Bíblia diz que se levantou outra geração que não conhecia o Senhor nosso Deus e essa geração deixou de  preservar os princípios que conduziram Israel até Canaã. Essa geração desprezou as bênçãos do Senhor e, por isso, perdeu a proteção divina. Então, Deus permitiu que povos viessem  e dominassem o povo de Israel.
As pessoas têm o hábito de, com o passar do tempo, se esquecer das coisas. Às vezes, esquecemos até porque chegamos onde hoje estamos. Sempre costumo lembrar-me de quando era um garoto de calças curtas, num povoado no interior de São Paulo. Sempre lembro-me disso para não esquecer que se estou na posição que ocupo hoje, é porque o Senhor é quem fez isso em minha vida. E eu permanecerei nessa posição enquanto mantiver esse mesmo espírito de humildade, para que o Senhor Deus continue com a sua mão estendida sobre mim.

O PERIGO DO ESQUECIMENTO
Como dado mais recente sobre o perigo do esquecimento, temos a Europa, que foi berço de grandes avivamentos. Ela foi varrida por Deus, que levantou ali homens poderosos na Palavra, pregadores fervorosos, usados naquele continente por meio de avivamentos espirituais. A transformação daquela sociedade fez com que a Europa chegasse ao ponto que está hoje, um continente próspero, abençoado e rico. Porém, se nós formos hoje à Europa, o que menos vamos encontrar lá são os princípios da Palavra de Deus. Hoje, o europeu é um homem ateu, materialista, quer eliminar a religião da sociedade. A Europa é o local que mais se aproxima daquilo que alguns estudiosos chamam de uma sociedade pós-cristã.
Pós-cristã é uma sociedade que foi cristã, que tinha seus princípios firmados na Palavra de Deus, porém se esqueceu e varreu o cristianismo de suas vidas, de suas escolas, de suas universidades, com literatura contrária à obra de Deus.
A Escola Dominical nasceu na Europa. Porém, hoje, ela despreza tudo o que o Senhor Deus fez por aquele continente. E ao falar sobre a Europa, gostaria de enfatizar acerca do início da Escola Dominical. Vamos relembrar o que aconteceu no ano de 1780, na Inglaterra, na cidade de Gloucester.

O SURGIMENTO DA ESCOLA DOMINICAL NA INGLATERRA
Naquela época, a Europa estava começando o que chamamos de Revolução Industrial, momento em que começavam a descobrir as grandes invenções, com o aparecimento de máquinas. Muitas atividades, que eram essencialmente manuais, passaram a ser feitas de forma mecânica. O homem, muito voltado para a agricultura, começou a registrar um êxodo muito grande para grandes centros, onde essas indústrias estavam sendo estabelecidas.
Gloucester foi uma dessas cidades. Ela começou a ficar cheia de homens em busca de emprego, fugindo do campo, querendo uma vida mais confortável, emprego e salário melhor. Porém, como sempre acontece, o volume de pessoas era superior à quantidade de empregos oferecida naquela cidade. Então, instalou-se a marginalidade, a violência, a bebida. A consequência foi o aumento do número de criminosos, que lotavam os cárceres.
Nesse momento, surge a figura de Robert Raikes, um servo de Deus. O pai dele possuía um jornal e, ali, Raikes sentiu de Deus a necessidade de começar um trabalho nas prisões. Ele passou a pregar aos encarcerados, mas percebeu que o seu trabalho não estava dando resultado. Havia aparente mudança, mas, em seguida, essas pessoas retornavam a cometer os mesmos crimes. Raikes percebeu que precisava fazer uma revolução social e espiritual, naquela cidade. Notou que era necessário algo além do paliativo. Ele deveria dar foco à origem dos problemas, para que aquela sociedade pudesse ser beneficiada.
No mesmo local, havia uma grande quantidade de crianças pelas ruas, porque seus pais não cuidavam das mesmas e nem sequer de si mesmos. Eram crianças carentes, sem nenhum tipo de assistência, nem em casa e tampouco assistência educacional por parte do governo. Robert Raikes, na visão de Deus, estabeleceu um projeto para arrancar aquelas crianças daquela situação. Passou a fazer reuniões para transmitir o ensinamento que deveria ser compromisso do governo. Começou a ensinar matérias básicas como matemática, cidadania, rudimentos sociais e, juntamente com isso, estabeleceu também o ensino da Palavra de Deus.
Ele implementou um projeto de experimento durante o período de três anos, e então conheceu o resultado. A consequência desse trabalho foi a transformação total  e radical, e não somente da vida daquelas crianças. O seu trabalho envolvia reuniões em alguns locais, pois as igrejas daquela época  não aceitaram inicialmente o trabalho que ele estava fazendo. Rejeitaram, porque ele realizava suas atividades no domingo e isso provocou críticas. Mas Raikes não esmoreceu. O servo do Senhor envolvia as famílias em suas atividades. Portanto, desde o início a ED está  atrelada à família, ao lar. Em pouco tempo, Raikes teve um êxito muito grande e publicou o resultado desse trabalho.
No começo, ele lia versículos  bíblicos. Depois, num segundo passo, passou a ler os versículos bíblicos com as crianças, que começaram a recitá-los. Após a leitura e a recitação, seguiu-se a decoração dos mesmos e, por fim, a interpretação dos versículos bíblicos às crianças. Dá para perceber que, desde o início, a ED sempre teve métodos.
Hoje, as conferências e congressos de ED são realizados para mostrar que, para o seu êxito, a ED deve funcionar sob regras estabelecidas. Raikes aplicou metodologia e buscou conhecer os resultados após a aplicação do projeto pelo período de três anos, ou seja, não foi um mês. Às vezes, queremos ver o resultado no mês seguinte. Porém, durante três anos, Raikes se dedicou e orou ao Senhor para que  o seu trabalho pudesse alcançar essa  magnitude, que começou a ganhar forma no século 19. A ED começou a tomar conta de toda a Inglaterra e de toda a Europa. A iniciativa de um único homem, que ousou colocar-se em uma brecha, provocou a solução. Deus confirmou o trabalho de Robert Raikes.
Hoje, temos  a maior ED do mundo, a maior agência de ensino da Palavra de Deus, por causa  de um único homem que se colocou  diante do Senhor para realizar essa obra. Ele a fez com persistência, com dedicação, com responsabilidade, e o Senhor Deus, que olha e vê tudo, estendeu a mão sobre aquele homem e aquelas vidas. Raikes se tornou o homem mais popular  de toda a Inglaterra. Passou a ser o homem mais conhecido daquele país, porque ousou ensinar a Palavra de Deus àquelas crianças.

A ESCOLA DOMINICAL  NO BRASIL
A Escola Dominical veio da parte de Deus, e ela chegou ao Brasil em 1855. Os missionários congregacionais Robert e Sara Kalley deram início à ED na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro, com uma única classe e algumas crianças. Esse movimento se alastrou por toda a nossa nação, chegando até as Assembleias de Deus.
Apostila 7⁰ Congresso CPADOs missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren, já no início de suas atividades, lançaram o jornal Boa Semente e, nos primeiros anos desse periódico, publicaram um encarte com estudos bíblicos, denominados “estudos dominicais”. Eram estudos para serem utilizados nos domingos nas igrejas. Foi um princípio, uma semente que deu lugar à revista de ED – as Lições Bíblicas. Esse trabalho cresceu e as Assembleias de Deus adotaram essa metodologia. E, hoje, em todas as igrejas, temos essa bênção, que tem sido um instrumento nas mãos de Deus.
Inicialmente, a ED no Brasil, através das ADs, alcançou somente os adultos. Depois tivemos o trabalho infantil. As nossas revistas infantis são um trabalho que vêm gradativamente se expandindo. Em toda essa obra não podemos deixar de mencionar o pastor Antonio Gilberto, homem conhecido como mestre que o Senhor Deus levantou, em nosso Brasil, colocando em seu coração a área do ensino.
Pastor Antonio Gilberto, para que os irmãos tenham ideia, foi convidado várias vezes para presidir e pastorear igrejas grandes, mas ele mesmo  me confidenciou que orava ao Senhor e sentia sua chamada para o ensino da Palavra de Deus. Louvamos a Deus porque o pastor Antonio Gilberto tem sido fiel e obediente à visão celestial que Deus tem lhe dado. Ele tem feito um grande  trabalho. Em 1974, dentre outras frentes, criou o Curso de Aperfeiçoamento para Professores de Escola Dominical (Caped), um instrumento para a formação de professores de ED. Muitos ministros do Evangelho foram chamados por Deus por meio da ministração de Caped’s.
Gostaria de relatar uma experiência que tivemos na CPAD, nos últimos anos, concernente à ED: tivemos uma mudança radical e abençoada, da parte de Deus, com relação à quantidade de alunos frequentando a Escola Dominical. Temos buscado dois princípios na ED: queremos a qualidade, para que os crentes cresçam em qualidade; e buscamos quantidade. Queremos mais pessoas frequentando a ED. Para isso realizamos um trabalho que tem dado grande resultado. Lançamos o Biênio da ED, período em que a CPAD dedicou-se em fazer um trabalho mais aperfeiçoado, com dedicação e foco direcionado à Escola Dominical. Dedicamos-nos a esse projeto durante dois anos com intensidade. A Casa envolveu com todos os seus setores e colhemos grandes resultados.
Estabelecemos algumas prioridades. A primeira delas foi a conscientização do pastor em relação à Escola Dominical. Elaboramos também uma literatura específica para auxiliar, dentro de um projeto maior, o professor de Escola Dominical.

INVESTIMENTO E CRESCIMENTO 
Realizamos, no Rio de Janeiro, o primeiro encontro nacional de superintendentes de Escola Dominical. Inicialmente, tivemos a preocupação de não termos respostas, mas, para nossa surpresa, registramos a presença de pastores e superintendentes de todo o Brasil. Os interessados tinham o mesmo pensamento e propósito da Casa Publicadora: o de melhorar a Escola Dominical. Esse evento desdobrou-se e chegamos ao primeiro Congresso de Escola Dominical, realizado também no Rio. Tivemos aquele trabalho maravilhoso, poderoso pela manifestação divina, com ensinos preciosos da Palavra de Deus. Os preletores foram usados poderosamente e houve uma grande repercussão, porque cada um saiu para sua cidade, para o seu Estado, dando testemunho do que havia ocorrido no congresso.
De lá para cá, já realizamos sete congressos nacionais e vinte e duas conferências regionais de Escola Dominical, e ainda damos continuidade à realização de Capeds. Tudo isso porque colocamos um foco, uma direção, estabelecemos um projeto e estamos nos dedicando a ele. Falar com o pastor, trabalhar com ele, e falar com o professor de ED, porque, na classe, dentro de uma estrutura de Escola Dominical, o professor é a figura mais importante. É onde pesa a maior responsabilidade. É ele que vai fazer com que o aluno retorne no domingo seguinte para a ED. Treinamos o professor, trabalhamos com ele, e realizamos um forte lançamento de literatura que realmente auxilia o professor de ED. 
Hoje, a CPAD tem um currículo completo de ED, que tem sido distribuído por toda a América Latina.
Investindo na ED, vimos multiplicar o número de alunos na ED. Poderíamos  ficar do jeito que estávamos? Onde é que estavam esses alunos? Estavam dentro de nossas igrejas, estavam participando  dos nossos cultos, porém não participavam de nossa EScola Dominical.
Nesses trabalhos de conferência e congressos, toda a equipe da Casa, com cerca de 30 pessoas, sai da CPAD e abre os ouvidos para saber o que o professor está querendo, precisando, o que não está entendendo, o que está criando dificuldade e em que a Casa pode auxiliá-los. Por isso, hoje milhares de alunos em vez de estarem em casa, estão na igreja com a Bíblia aberta e uma revista de Escola Dominical, ouvindo o professor com preciosos ensinamentos da Palavra de Deus, que vão sustentá-lo a ser uma criatura usada pelo Senhor, um instrumento nas mãos Dele.
Temos relatos surpreendentes. São centenas de testemunhos que recebemos. Igrejas que foram abençoadas, revolucionadas e transformadas através do ensino da Palavra de Deus.
Há dez anos, recebíamos solicitação de patrocínio para diferentes eventos, mas não recebíamos nenhuma solicitação de patrocínio para eventos na área de Escola Dominical. Hoje, a maior solicitação que temos é para eventos relacionados à ED. São igrejas promovendo seminários, congressos e conferências de ED. Ficamos alegres, porque sabemos que todo avivamento da parte de Deus é iniciado pelo ensino da Palavra.

CONCLUSÃO
A Escola Dominical é um instrumento de êxito, aprovado e confirmado pelo Senhor há mais de 200 anos. Se ela fosse um projeto humano, já teria terminado. Cremos que o Senhor Deus está pavimentando a nossa igreja para trazer um grande e poderoso avivamento, como uma arrancada. E a ED faz parte dessa pavimentação, pois ela não é outra coisa, senão a Igreja estudando a Palavra de Deus.


Ronaldo Rodrigues de Souza é o Diretor Executivo da Casa Publicadora das Assembleias de Deus.



Referências Bibliográficas 
COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. O Cristão na Cultura de Hoje: Desenvolvendo uma visão de mundo autenticamente cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 
GANGEL, Kenneth O; HENDRICKS, Howard G. Manual de Ensino para o Educador Cristão: Compreendendo a natureza, as bases e o alcance do verdadeiro ensino cristão. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
LEBAR, Lois E. Educação que é Cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

FONTE: Viva Bons Momentos