segunda-feira, 2 de junho de 2014

Contribuições da Educação Cristã Pentecostal na Transformação da Sociedade

A paz do Senhor a todos!


Eis uma excelente matéria sobre o nascimento da EBD na Europa e sua chegada aqui no Brasil. O artigo trata ainda sobre como a Assembleia de Deus brasileira aderiu a esse método evangelístico eficaz de ganhar almas e educá-las no processo da caminhada cristã.

Nosso sincero agradecimento a todos que fazem a Casa Publicadora das Assembleias de Deus no Brasil. Deus continue abençoando sempre!

A foto acima foi tirada no 5º Congresso Nacional de EBD em Salvador -BA em 2007 na ocasião em que o Pr. Vitorino Silva louvava a Deus. Lembro-me que foi um dos momentos mais marcantes para mim daquele congresso, pois a plateia inteira de servos do Senhor que lotava o teatro do Centro de Convenções de Salvador glorificava a Deus ao ouvir a belíssima mensagem bíblica cantada na voz marcante de Vitorino Silva. Tremendo!


por Ronaldo Rodrigues de Souza


Contribuições da Educação Cristã Pentecostal na Transformação da Sociedade



Resumo 
Para estabelecermos uma Escola Dominical que faça sentido na igreja e em nossa sociedade, precisamos de projetos e investimentos. É preciso dar suporte às Igrejas para que as lideranças continuem investindo na Educação Cristã. Somente por intermédio da Verdade absoluta das Escrituras Sagradas a Igreja poderá avançar e confrontar as verdades relativas dos dias atuais.  


INTRODUÇÃO
Às vezes, o ser humano costuma abrir mão do que Deus tem-lhe concedido. Ao olharmos para a introdução do povo de Israel à terra de Canaã, vemos o Senhor alertando Israel sobre o perigo do esquecimento. E o perigo se tornou realidade. A nação se esqueceu das bênçãos de Deus. Esqueceu que Ele operara de forma maravilhosa, retirando-os do Egito e caminhando com eles durante quarenta anos no deserto, orientando, guiando, cuidando do povo e, por fim, plantando-o na terra de Canaã. A Bíblia diz que se levantou outra geração que não conhecia o Senhor nosso Deus e essa geração deixou de  preservar os princípios que conduziram Israel até Canaã. Essa geração desprezou as bênçãos do Senhor e, por isso, perdeu a proteção divina. Então, Deus permitiu que povos viessem  e dominassem o povo de Israel.
As pessoas têm o hábito de, com o passar do tempo, se esquecer das coisas. Às vezes, esquecemos até porque chegamos onde hoje estamos. Sempre costumo lembrar-me de quando era um garoto de calças curtas, num povoado no interior de São Paulo. Sempre lembro-me disso para não esquecer que se estou na posição que ocupo hoje, é porque o Senhor é quem fez isso em minha vida. E eu permanecerei nessa posição enquanto mantiver esse mesmo espírito de humildade, para que o Senhor Deus continue com a sua mão estendida sobre mim.

O PERIGO DO ESQUECIMENTO
Como dado mais recente sobre o perigo do esquecimento, temos a Europa, que foi berço de grandes avivamentos. Ela foi varrida por Deus, que levantou ali homens poderosos na Palavra, pregadores fervorosos, usados naquele continente por meio de avivamentos espirituais. A transformação daquela sociedade fez com que a Europa chegasse ao ponto que está hoje, um continente próspero, abençoado e rico. Porém, se nós formos hoje à Europa, o que menos vamos encontrar lá são os princípios da Palavra de Deus. Hoje, o europeu é um homem ateu, materialista, quer eliminar a religião da sociedade. A Europa é o local que mais se aproxima daquilo que alguns estudiosos chamam de uma sociedade pós-cristã.
Pós-cristã é uma sociedade que foi cristã, que tinha seus princípios firmados na Palavra de Deus, porém se esqueceu e varreu o cristianismo de suas vidas, de suas escolas, de suas universidades, com literatura contrária à obra de Deus.
A Escola Dominical nasceu na Europa. Porém, hoje, ela despreza tudo o que o Senhor Deus fez por aquele continente. E ao falar sobre a Europa, gostaria de enfatizar acerca do início da Escola Dominical. Vamos relembrar o que aconteceu no ano de 1780, na Inglaterra, na cidade de Gloucester.

O SURGIMENTO DA ESCOLA DOMINICAL NA INGLATERRA
Naquela época, a Europa estava começando o que chamamos de Revolução Industrial, momento em que começavam a descobrir as grandes invenções, com o aparecimento de máquinas. Muitas atividades, que eram essencialmente manuais, passaram a ser feitas de forma mecânica. O homem, muito voltado para a agricultura, começou a registrar um êxodo muito grande para grandes centros, onde essas indústrias estavam sendo estabelecidas.
Gloucester foi uma dessas cidades. Ela começou a ficar cheia de homens em busca de emprego, fugindo do campo, querendo uma vida mais confortável, emprego e salário melhor. Porém, como sempre acontece, o volume de pessoas era superior à quantidade de empregos oferecida naquela cidade. Então, instalou-se a marginalidade, a violência, a bebida. A consequência foi o aumento do número de criminosos, que lotavam os cárceres.
Nesse momento, surge a figura de Robert Raikes, um servo de Deus. O pai dele possuía um jornal e, ali, Raikes sentiu de Deus a necessidade de começar um trabalho nas prisões. Ele passou a pregar aos encarcerados, mas percebeu que o seu trabalho não estava dando resultado. Havia aparente mudança, mas, em seguida, essas pessoas retornavam a cometer os mesmos crimes. Raikes percebeu que precisava fazer uma revolução social e espiritual, naquela cidade. Notou que era necessário algo além do paliativo. Ele deveria dar foco à origem dos problemas, para que aquela sociedade pudesse ser beneficiada.
No mesmo local, havia uma grande quantidade de crianças pelas ruas, porque seus pais não cuidavam das mesmas e nem sequer de si mesmos. Eram crianças carentes, sem nenhum tipo de assistência, nem em casa e tampouco assistência educacional por parte do governo. Robert Raikes, na visão de Deus, estabeleceu um projeto para arrancar aquelas crianças daquela situação. Passou a fazer reuniões para transmitir o ensinamento que deveria ser compromisso do governo. Começou a ensinar matérias básicas como matemática, cidadania, rudimentos sociais e, juntamente com isso, estabeleceu também o ensino da Palavra de Deus.
Ele implementou um projeto de experimento durante o período de três anos, e então conheceu o resultado. A consequência desse trabalho foi a transformação total  e radical, e não somente da vida daquelas crianças. O seu trabalho envolvia reuniões em alguns locais, pois as igrejas daquela época  não aceitaram inicialmente o trabalho que ele estava fazendo. Rejeitaram, porque ele realizava suas atividades no domingo e isso provocou críticas. Mas Raikes não esmoreceu. O servo do Senhor envolvia as famílias em suas atividades. Portanto, desde o início a ED está  atrelada à família, ao lar. Em pouco tempo, Raikes teve um êxito muito grande e publicou o resultado desse trabalho.
No começo, ele lia versículos  bíblicos. Depois, num segundo passo, passou a ler os versículos bíblicos com as crianças, que começaram a recitá-los. Após a leitura e a recitação, seguiu-se a decoração dos mesmos e, por fim, a interpretação dos versículos bíblicos às crianças. Dá para perceber que, desde o início, a ED sempre teve métodos.
Hoje, as conferências e congressos de ED são realizados para mostrar que, para o seu êxito, a ED deve funcionar sob regras estabelecidas. Raikes aplicou metodologia e buscou conhecer os resultados após a aplicação do projeto pelo período de três anos, ou seja, não foi um mês. Às vezes, queremos ver o resultado no mês seguinte. Porém, durante três anos, Raikes se dedicou e orou ao Senhor para que  o seu trabalho pudesse alcançar essa  magnitude, que começou a ganhar forma no século 19. A ED começou a tomar conta de toda a Inglaterra e de toda a Europa. A iniciativa de um único homem, que ousou colocar-se em uma brecha, provocou a solução. Deus confirmou o trabalho de Robert Raikes.
Hoje, temos  a maior ED do mundo, a maior agência de ensino da Palavra de Deus, por causa  de um único homem que se colocou  diante do Senhor para realizar essa obra. Ele a fez com persistência, com dedicação, com responsabilidade, e o Senhor Deus, que olha e vê tudo, estendeu a mão sobre aquele homem e aquelas vidas. Raikes se tornou o homem mais popular  de toda a Inglaterra. Passou a ser o homem mais conhecido daquele país, porque ousou ensinar a Palavra de Deus àquelas crianças.

A ESCOLA DOMINICAL  NO BRASIL
A Escola Dominical veio da parte de Deus, e ela chegou ao Brasil em 1855. Os missionários congregacionais Robert e Sara Kalley deram início à ED na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro, com uma única classe e algumas crianças. Esse movimento se alastrou por toda a nossa nação, chegando até as Assembleias de Deus.
Apostila 7⁰ Congresso CPADOs missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren, já no início de suas atividades, lançaram o jornal Boa Semente e, nos primeiros anos desse periódico, publicaram um encarte com estudos bíblicos, denominados “estudos dominicais”. Eram estudos para serem utilizados nos domingos nas igrejas. Foi um princípio, uma semente que deu lugar à revista de ED – as Lições Bíblicas. Esse trabalho cresceu e as Assembleias de Deus adotaram essa metodologia. E, hoje, em todas as igrejas, temos essa bênção, que tem sido um instrumento nas mãos de Deus.
Inicialmente, a ED no Brasil, através das ADs, alcançou somente os adultos. Depois tivemos o trabalho infantil. As nossas revistas infantis são um trabalho que vêm gradativamente se expandindo. Em toda essa obra não podemos deixar de mencionar o pastor Antonio Gilberto, homem conhecido como mestre que o Senhor Deus levantou, em nosso Brasil, colocando em seu coração a área do ensino.
Pastor Antonio Gilberto, para que os irmãos tenham ideia, foi convidado várias vezes para presidir e pastorear igrejas grandes, mas ele mesmo  me confidenciou que orava ao Senhor e sentia sua chamada para o ensino da Palavra de Deus. Louvamos a Deus porque o pastor Antonio Gilberto tem sido fiel e obediente à visão celestial que Deus tem lhe dado. Ele tem feito um grande  trabalho. Em 1974, dentre outras frentes, criou o Curso de Aperfeiçoamento para Professores de Escola Dominical (Caped), um instrumento para a formação de professores de ED. Muitos ministros do Evangelho foram chamados por Deus por meio da ministração de Caped’s.
Gostaria de relatar uma experiência que tivemos na CPAD, nos últimos anos, concernente à ED: tivemos uma mudança radical e abençoada, da parte de Deus, com relação à quantidade de alunos frequentando a Escola Dominical. Temos buscado dois princípios na ED: queremos a qualidade, para que os crentes cresçam em qualidade; e buscamos quantidade. Queremos mais pessoas frequentando a ED. Para isso realizamos um trabalho que tem dado grande resultado. Lançamos o Biênio da ED, período em que a CPAD dedicou-se em fazer um trabalho mais aperfeiçoado, com dedicação e foco direcionado à Escola Dominical. Dedicamos-nos a esse projeto durante dois anos com intensidade. A Casa envolveu com todos os seus setores e colhemos grandes resultados.
Estabelecemos algumas prioridades. A primeira delas foi a conscientização do pastor em relação à Escola Dominical. Elaboramos também uma literatura específica para auxiliar, dentro de um projeto maior, o professor de Escola Dominical.

INVESTIMENTO E CRESCIMENTO 
Realizamos, no Rio de Janeiro, o primeiro encontro nacional de superintendentes de Escola Dominical. Inicialmente, tivemos a preocupação de não termos respostas, mas, para nossa surpresa, registramos a presença de pastores e superintendentes de todo o Brasil. Os interessados tinham o mesmo pensamento e propósito da Casa Publicadora: o de melhorar a Escola Dominical. Esse evento desdobrou-se e chegamos ao primeiro Congresso de Escola Dominical, realizado também no Rio. Tivemos aquele trabalho maravilhoso, poderoso pela manifestação divina, com ensinos preciosos da Palavra de Deus. Os preletores foram usados poderosamente e houve uma grande repercussão, porque cada um saiu para sua cidade, para o seu Estado, dando testemunho do que havia ocorrido no congresso.
De lá para cá, já realizamos sete congressos nacionais e vinte e duas conferências regionais de Escola Dominical, e ainda damos continuidade à realização de Capeds. Tudo isso porque colocamos um foco, uma direção, estabelecemos um projeto e estamos nos dedicando a ele. Falar com o pastor, trabalhar com ele, e falar com o professor de ED, porque, na classe, dentro de uma estrutura de Escola Dominical, o professor é a figura mais importante. É onde pesa a maior responsabilidade. É ele que vai fazer com que o aluno retorne no domingo seguinte para a ED. Treinamos o professor, trabalhamos com ele, e realizamos um forte lançamento de literatura que realmente auxilia o professor de ED. 
Hoje, a CPAD tem um currículo completo de ED, que tem sido distribuído por toda a América Latina.
Investindo na ED, vimos multiplicar o número de alunos na ED. Poderíamos  ficar do jeito que estávamos? Onde é que estavam esses alunos? Estavam dentro de nossas igrejas, estavam participando  dos nossos cultos, porém não participavam de nossa EScola Dominical.
Nesses trabalhos de conferência e congressos, toda a equipe da Casa, com cerca de 30 pessoas, sai da CPAD e abre os ouvidos para saber o que o professor está querendo, precisando, o que não está entendendo, o que está criando dificuldade e em que a Casa pode auxiliá-los. Por isso, hoje milhares de alunos em vez de estarem em casa, estão na igreja com a Bíblia aberta e uma revista de Escola Dominical, ouvindo o professor com preciosos ensinamentos da Palavra de Deus, que vão sustentá-lo a ser uma criatura usada pelo Senhor, um instrumento nas mãos Dele.
Temos relatos surpreendentes. São centenas de testemunhos que recebemos. Igrejas que foram abençoadas, revolucionadas e transformadas através do ensino da Palavra de Deus.
Há dez anos, recebíamos solicitação de patrocínio para diferentes eventos, mas não recebíamos nenhuma solicitação de patrocínio para eventos na área de Escola Dominical. Hoje, a maior solicitação que temos é para eventos relacionados à ED. São igrejas promovendo seminários, congressos e conferências de ED. Ficamos alegres, porque sabemos que todo avivamento da parte de Deus é iniciado pelo ensino da Palavra.

CONCLUSÃO
A Escola Dominical é um instrumento de êxito, aprovado e confirmado pelo Senhor há mais de 200 anos. Se ela fosse um projeto humano, já teria terminado. Cremos que o Senhor Deus está pavimentando a nossa igreja para trazer um grande e poderoso avivamento, como uma arrancada. E a ED faz parte dessa pavimentação, pois ela não é outra coisa, senão a Igreja estudando a Palavra de Deus.


Ronaldo Rodrigues de Souza é o Diretor Executivo da Casa Publicadora das Assembleias de Deus.



Referências Bibliográficas 
COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. O Cristão na Cultura de Hoje: Desenvolvendo uma visão de mundo autenticamente cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 
GANGEL, Kenneth O; HENDRICKS, Howard G. Manual de Ensino para o Educador Cristão: Compreendendo a natureza, as bases e o alcance do verdadeiro ensino cristão. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
LEBAR, Lois E. Educação que é Cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

FONTE: Viva Bons Momentos

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Dons de Poder

A paz do Senhor, queridos.
Com mais um excelente subsídio bibliográfico do estimado Pastor Ciro Sanches Zibordi, deixo-vos a aula de número quatro;

Dons espirituais como manifestações — ao contrário dos dons ministeriais — não são residentes, e sim esporádicos, momentâneos. Eles, que estão à disposição de todos os crentes batizados com o Espírito Santo, podem ser agrupados, para estudo, em três categorias.


A primeira categoria é a dos dons de elocução ou verbais: profecia, variedade de línguas e interpretação das línguas. Por meio da profecia, o crente usado pelo Espírito transmite uma mensagem divina, momentânea e sobrenatural, para a igreja (1 Co 14.4,5,22). Pela variedade de línguas, o salvo apresenta à igreja uma mensagem divina, sobrenatural, em línguas que ele jamais estudou ou aprendeu. Tal mensagem precisa de interpretação, a menos que o Senhor queira falar com pessoas em suas próprias línguas, como ocorreu no dia de Pentecostes (At 2.7-13). E, mediante a interpretação das línguas, os salvos são capacitados, sobrenaturalmente, a interpretarem as tais línguas desconhecidas — isto é, estranhas a quem as pronuncia.


Não se deve confundir as línguas como evidência inicial do batismo com o Espírito Santo com o dom de variedade de línguas. No Novo Testamento, as línguas dadas pelo Espírito Santo são apresentadas com quatro finalidades distintas. Primeiro, como evidência inicial do batismo com o Espírito Santo (At 2.1-8; 10.44-46; 19.6; 9.18; 1 Co 14.18). Segundo, as línguas são dadas pelo Consolador para edificação do próprio crente que as pronuncia (1 Co 14.4). Terceiro, elas são úteis para a oração em espírito ou “pelo Espírito [gr. pneumati]” (1 Co 14.2,14-16; Ef 6.18; Rm 8.26). E, quarto, há línguas que contêm uma mensagem profética, isto é, o dom de variedade de línguas. Quando alguém é usado pelo Espírito com esse dom, dirige-se à igreja em línguas estranhas (1 Co 12.29,30). Contudo, se não houver interpretação, o tal deve se calar (1 Co 14.5,13,27,28).

Na segunda categoria de dons como manifestações momentâneas estão os dons de inspiração ou de saber. A palavra da sabedoria não consiste em sabedoria, em si, mas em um modo sábio de falar. Trata-se de uma capacidade sobrenatural dada pelo Espírito em várias circunstâncias. Apalavra da ciência é um dom ligado ao ministério do ensino, uma capacidade sobrenatural que leva o crente a conhecer as profundezas e os mistérios de Deus (cf. 1 Co 2.9,10). O discernimento dos espíritos, por sua vez, é a capacidade sobrenatural para discernir a natureza, o caráter e a origem dos espíritos (1 Jo 4.1). O termo original denota pluralidade: “discernimentos”. 

É importante observar que a palavra da sabedoria não resulta de qualquer esforço humano; trata-se de um dom de Deus, uma manifestação de sabedoria sobrenatural, pelo Espírito. Na prática, é uma habilidade pela qual se aplica o conhecimento, sendo necessário para o governo da igreja, o pastoreio, a administração, a liderança, etc. (1 Co 2.4-7; Gn 41.38,39; Êx 4.12,15; Dt 34.9; 1 Rs 3.8; 4.29,30; At 4.13; 6.6,10; 1 Co 2.13; Lc 12.11,12). Já a palavra da ciência é um dom pelo qual se manifesta a ciência (ou o conhecimento) sobrenatural, pelo Espírito Santo, possibilitando o conhecimento de fatos, de causas, de ensinamentos, etc. (Êx 31.3; Dn 1.4; 1 Rs 7.14; At 20.23). Quanto ao discernimento de espíritos, trata-se de um dom de saber, de maneira sobrenatural, pelo Espírito, por meio do qual a igreja é protegida de todo engano do Inimigo e dos homens (At 16.7 com 1 Ts 2.16,17; 1 Tm 4.1; Tt 1.10).

Por meio dos aludidos dons de saber, pode-se discernir: a fonte de inspiração, que pode ser divina (At 15.32; 1 Co 14.3), humana (Ez 13.2,3) ou diabólica (1 Rs 22.19-24; Jr 23.13; At 16.17,18; Ap 2.20-24); os espíritos, dos quais provêm falsas doutrinas e fenômenos que geram confusão (1 Jo 4.1; At 16.16-18; 2 Co 11.4; Gl 1.8; 1 Tm 4.1; 2 Ts 2.9); confissões falsas (At 5.1-11); trapaças (2 Rs 5.26,27); intenções (At 8.18-24), etc.

A terceira categoria é a dos dons de poder: fé, operação de maravilhas e dons de curar. Pelo dom da fé, o crente é capacitado, sobrenaturalmente, a crer em Deus. Já a operação de maravilhas é a capacidade sobrenatural para a realização de atos que vão além da capacidade humana. Por meio dos dons de curar, o Senhor cura enfermos e doentes. Os dons de poder são operações extraordinárias realizadas pelo Espírito Santo. O Senhor cura e faz prodígios, hoje, pois não mudou (Hb 13.8).

Somente o Espírito de Deus faz milagres, de fato (Êx 3.20; 7.3,4; Jl 2.30; Hb 2.4), e com as seguintes finalidades: autenticar, confirmar e comprovar a pregação do evangelho (Mc 16.15-20; Dt 29.3; Hc 2.4); manifestar a glória do Senhor e levar o povo a crer mais e mais em Jesus, dando cumprimento à Palavra profética (Jo 2.11; Mt 8.17; Êx 8.16-19; Jo 9.1-25; At 3.1-16; 9.36-43; 13.6-12; 14.8-13); desfazer as obras do Diabo (1 Jo 3.8; Lc 13.16; At 10.38); e honrar os verdadeiros servos de Deus (Nm 16.28-32; 1 Rs 17.22; 18.38; 2 Rs 6.5).

Fonte: Blog do Ciro


Material didático:

 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Lição 2 - O Propósito dos Dons Espirituais




Com uma série de subsídios do estimado Pastor Ciro Sanches Zibordi, eis a aula de número dois.

Aconselho o amado leitor e aluno a acompanhar a sequência da aula do material didático em paralelo aos subsídios, cujos links estão abaixo:



domingo, 6 de abril de 2014

Lição 1 - E Deu Dons aos Homens





Com o comentário do renomado Pastor Elinaldo Renovato, inicia-se o segundo trimestre da Escola Bíblica Dominical das Assembléias de Deus no Brasil, cujo tema é: Dons Espirituais e Ministeriais - Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário.

A primeira lição trás a definição do que vem a ser dom, sua diversidade e a explicação de que estes foram e são ainda hoje concedidos pela graça de Deus aos homens, através do Espírito Santo, objetivando a edificação da Igreja do Senhor.

Há uma necessidade urgente em se estudar os dons espirituais no presente momento, pois a distorção doutrinária está cada vez mais evidente, tanto por parte dos que creem em sua contemporaneidade (em nosso caso, os pentecostais), quanto por parte dos que creem que os dons cessaram no primeiro século da igreja (os cessacionistas). Perseveremos em estudar com afinco, humildade e temor as lições deste trimestre, que Deus em sua infinita misericórdia esclarecerá os corações desejosos por obedecê-Lo.

Usei como subsídio para a ministração da minha primeira aula o artigo publicado no blog do PastorAltair Germano, excelente por sinal. Destaco um dos trechos:

“Jack Deere é enfático ao tratar sobre as tradições e os dons do Espírito Santo ao escrever que:

Se você trancasse um crente recém-convertido em uma sala, com uma Bíblia, e lhe dissesse para estudar o que as Escrituras dizem sobre curas e milagres, ele jamais sairia daquela sala como um cessacionista. Sei disso por experiência própria. Esse (o cessacionismo) não é um sistema doutrinário que se adota espontaneamente. Foi preciso que me ensinassem que os dons do Espírito haviam passado. [...] Estou absolutamente convencido de que as Escrituras não ensinam que os dons do Espírito passaram com a morte dos apóstolos. Não é o ensino bíblico que tem levado pessoas a desacreditarem no ministério miraculoso contemporâneo. [...] É comum acusar-se os pentecostais de edificarem sua teologia sobre a experiência pessoal. Entretanto, os cessacionistas, em última análise, edificam sua teologia a respeito dos dons miraculosos sobre sua falta de experiência.

Aí está o material didático da primeira aula: 

sábado, 29 de março de 2014

A provisão de Deus




Paz e graça a todos!

Após um período sem publicar neste espaço venho me justificar e contar-lhes as novidades. Mas antes, quero deixar registrado meu pedido de desculpas a alguns internautas por não ter mediado seus comentários, que tão gentilmente me enviaram querendo saber o motivo pelo qual o blog estava parado. Agradeço-lhes o carinho e atenção. A razão de não ter publicado seus comentários se deu pelo fato deles trazerem também perguntas sobre conteúdos que não são tratados neste blog. Agradeço em especial aos amigos que me incentivam na caminhada e pelo apoio oferecido.

Bom, quero esclarecer que a proposta deste blog é compartilhar minhas aulas de Escola Dominical ministradas na Assembleia de Deus onde congrego; mais especificamente sobre as aulas propostas na revista de EBD para adultos da CPAD, até o presente momento.

Tudo teve início quando eu cursava o último período do curso de Computação na Universidade Estadual da Paraíba em 2009, na ocasião, em uma das disciplinas, a professora nos apresentou o gênero textual Blog. Foi paixão à primeira vista! Ela pediu que tudo quanto fizéssemos nas nossas monografias fosse postado em um blog criado por nós para esta finalidade. Criei meu primeiro blog e me impressionei com o potencial desta ferramenta. Logo senti a necessidade de criar outro blog que fosse dar continuidade após minha formatura. E em muitos dos meus anseios, decidi criar um blog para tratar de algo que já fazia desde 2002 e que tinha periodicidade: minhas aulas de EBD. Fazia as apresentações no Power Point para dar aula toda semana e pensei que poderia postá-las na Internet para que, por ventura, quando uma aluna faltasse pudesse ter o conteúdo para acompanhar em casa. Além, é claro, de disponibilizar o conteúdo de boa qualidade que são tratados nas revistas da CPAD para o público em geral como material evangelístico. Pronto, me animei toda!

Porém, duas variáveis não foram levadas em consideração por mim naquele momento: infraestrutura da igreja para uso de recursos audiovisuais e tempo. As aulas de EBD para adultos da nossa congregação, infelizmente, estão sendo ministradas no templo em três salas improvisadas separadas unicamente pela distância de três a quatro metros uma das outras. A luminosidade do local, bem como a localização das salas impede o uso de recurso visual. Graças a Deus que as salas de crianças e adolescentes são bem estruturadas. Então, Pela impossibilidade de usar recursos tecnológicos para ministrar minhas aulas, deixava de planeja-las diretamente em slides e as fazia de maneira tradicional mesmo. Como meu tempo estava bastante restrito, com uma carga horária muito elevada de aulas e projetos como concluinte de Engenharia Civil, eu achei por bem parar por um tempo com o blog, sob pena de não oferecer um material, no mínimo, didático e elucidativo.

Embora a igreja não nos ofereça condições para fazer uso das novas tecnologias nas aulas de EBD e meu tempo tivesse ficado muito escasso, no entanto, nunca deixei de frequentar a Escola Dominial e nem de ministrar minhas aulas, ainda que de modo tradicional, mas sempre com a presença do Professor Espírito Santo que dispensa qualquer recurso limitado. E graças a Deus por isso! Precisei faltar muitas vezes, é verdade, porém o apoio e compreensão dos homens e mulheres dispostos a servirem a Deus com piedade e dedicação naquele lugar foram cruciais para minha permanência na execução da tarefa que o Senhor me incumbiu e que tanto amo. Eis aqui: Pastor Luciano, Pastor Francisco, Diácono Roberto (superintendente) e irmã Patrícia, Diácono Romildo (superintendente), Pastor Flávio e irmã Branca, irmã Alcicleide, Pastor Orlando e irmã Laura.

Pastor Luciano foi o grande incentivador da minha ida ao último Congresso de EBD no Rio de Janeiro. Jamais esquecerei o seu apoio e cuidado dedicados a mim naquela ocasião. Pastor Francisco me deu muitas aulas práticas de humildade, pois embora sendo presbítero da igreja e dividido a turma comigo em 2012, sempre dizia que a professora era eu e que estava ali para aprender comigo e me substituir quando eu precisasse faltar; nunca esquecerei o seu cuidado, atenção e humildade. O superintendente, carinhosamente chamado de irmão Beto por todos, é uma benção na igreja.  É muito atuante e desempenha com maestria seu papel de diácono. É querido por todos e ao lado de sua esposa Patrícia, professora de crianças, me ajuda em tudo que eu possa precisar para desempenhar bem meu papel de professora, e não só a mim, mas a qualquer um que precisar. O diácono Romildo, superintendente também, de igual modo, tem sido bênção na EBD apoiando a cada obreiro com zelo e temor. O Pastor Flávio juntamente com sua esposa, irmã Branca, foram também grandes incentivadores do meu trabalho. A irmã Alcicleide dividiu a sala comigo durante o ano de 2013 como professora iniciante, mas me surpreendeu muito no desenvolver da função, provando mais uma vez que na obra de Deus nós nos disponibilizamos a fazer e Ele é quem capacita.  Quando eu precisei faltar ela estava sempre a postos para assumir a sala com muito zelo e cuidado. O Pastor Orlando, por sua vez, foi um pastor que me ensinou muito, especialmente pelo discernimento espiritual que mostrou ter sobre o conteúdo por ele ensinado, tornando-se para mim uma referência de conhecimento teológico e dedicação à obra de Deus. Sua esposa, irmã Laura, foi de fato uma mãe para mim em cuidado e afeto, uma exemplar esposa de pastor, piedosa e generosa.

Ah, não posso esquecer-me das minhas alunas, servas de Deus, algumas anciãs, inclusive, que deixam suas casas no domingo pela manhã e com grande esforço se propõem, juntamente comigo, a aprender um pouco mais sobre Deus e Sua obra salvadora. A elas meu sincero agradecimento!

Portanto, queridos irmãos e leitores amigos, Deus me deu a bênção de concluir em 2009 o curso de Licenciatura em Computação pela UEPB e em 2013 o curso de Bacharelado em Engenharia Civil pela UFCG, bem como o ingresso no mestrado na área de Recursos Hídricos do curso de Engenharia Civil da mesma instituição. Estou muito feliz e realizada em poder constatar, com convicção, de que Deus providencia o necessário para se viver uma vida piedosa e justa a todo aquele que o coloca como Senhor de sua vida.

Não tenho palavras para expressar a Deus minha gratidão pela a graça salvadora que vem se consolidando dia após dia nos mínimos detalhes da minha vida. A Ele toda honra, glória e louvor para todo sempre, amém!

O homem só se realiza no Criador (Pr. Orlando Leopoldino)

As palavras dos sábios são como aguilhões, e como pregos, bem fixados pelos mestres das assembléias, que nos foram dadas pelo único Pastor. E, demais disto, filho meu, atenta: não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne. De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.
(Eclesiastes 12:11-14)

quarta-feira, 27 de junho de 2012


Paz a todos!
Gente, o que estava faltando no Encontro para a Consciência Cristã: I ENBLOGUE! Vejam!


Com realização entre os dias 06 e 12 de fevereiro de 2013, acontecerá em Campina Grande-PB a 15ª edição da Consciência Cristã, que terá como tema central a passagem escrita em Romanos 12.2a- "E não vos Conformeis com este Mundo".

Durante o Encontro acontecerão vários eventos paralelos que proporcionarão aos participantes uma programação ampla e diversificada. Em parceria com a UBE- União de Blogueiros Evangélicos- a VINACC anuncia que um destes eventos paralelos será o I ENBLOGUE- Encontro Nacional de Blogueiros Evangélicos, que receberá os seguintes preletores: Pr. Renato Vargens (ICNA/RJ), Drª. Norma Braga (IPB/CE), Pr. Carlos Roberto da Silva (AD/SP), Pr. Altair Germano (AD/PE), Valmir Nascimento (AD/MT) e Vinicius Pimentel (Voltemos ao Evangelho/SP).

Veja as temáticas que serão abordadas no I ENBLOGUE:
 
* “Entendendo a Blogosfera Cristã: A Gênese da blogosfera cristã: como tudo começou; A importância de existir uma blogosfera cristã; Como aumentar e melhorar a blogosfera cristã; A necessidade de qualificação dos blogueiros cristãos; Como potencializar a influência da blogosfera cristã?”

* “Blogosfera cristã: Ontem, Hoje e Amanhã: Princípios norteadores que devem reger a blogosfera cristã; A blogosfera cristã e o futuro da igreja brasileira; Qual a influência da blogosfera para a Teologia Cristã (Apologética e Cosmovisão). Blogosfera cristã: Focar o mundo, a igreja ou ambos?

* “Blogosfera cristã: Ontem, Hoje e Amanhã: Princípios norteadores que devem reger a blogosfera cristã; A blogosfera cristã e o futuro da igreja brasileira; Qual a influência da blogosfera para a Teologia Cristã (Apologética e Cosmovisão). Blogosfera cristã: Focar o mundo, a igreja ou ambos?

* “Do blog para a editora: como fazer posts se transformarem em livro: cases de sucesso”.

Dentro da programação do I ENBLOGUE acontecerá também a Mesa de debates  “A realidade dos blogs e a nova liderança intelectual”. Qual de fato é o poder da blogosfera evangélica? E por que os líderes evangélicos devem investir ou apoiar blogs reconhecidamente evangélicos? - que terá a participação de Valmir Nascimento, Altair Germano, Carlos Roberto da Silva, Renato Vargens, Vinicius Pimentel e Norma Braga.
Outra novidade já divulgada pelos organizadores do Encontro, será, em parceria da VINACC com a UBE, o lançamento de mais uma obra da Editora VCP -Visão Cristocêntrica Publicações- O livro “Manual do Blogueiro Cristão”. 
A supervisão do I ENBLOGUE será do Dr. Uziel Santana Dos Santos, e a coordenação de Wallace Sousa- um dos diretores da UBE.

*Para participar do I ENBLOGUE será necessário inscrever-se.


terça-feira, 1 de maio de 2012

7º Congresso Nacional de Escola Dominical

Graça e paz, queridos!

Desde já convoco a todos a interceder e inscrever-se neste grande evento para professores de EBD de todo país. Tenho certeza que será uma bênção igualmente as duas últimas edições, onde fui impactada pela dimensão que é o evento: palestrantes, estrutura, temas abordados, hinos entoados... Em fim, espero que cada professor e obreiro de EBD possa tirar o máximo proveito deste encontro, bem como maravilhar-se com uma das mais belas capitais brasileira que é o Rio de Janeiro... eu aproveitarei, se Deus quiser!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

As Bênçãos de Israel e o que cabe à Igreja

Queridos irmãos, a paz do Senhor!

Segue abaixo o esboço da aula referente a 5º lição do primeiro trimestre de 2012, cujo tema é: A Verdadeira Prosperidade – A vida Cristã Abundante.
Um tema bastante propício para o momento histórico que vivenciamos, não é mesmo?!

Aos teólogos da prosperidade, o que dizer desta passagem:

São ministros de Cristo? (falo como fora de mim) eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes.
Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um.
Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo;
Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos;
Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez.
Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas.
(2 Coríntios 11:23-28).

Vamos em frente; ainda tem mais oito lições para estudarmos referente a prosperidade!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Meios de graça


Por: Norma Braga

Mesmo quando não estamos totalmente conscientes das implicações de nossas escolhas, nós escolhemos, e muitas vezes escolhemos mal. Essa é uma das extensões possíveis do texto bíblico que diz: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento” (Oseias 4.6). Essa palavra é ordenada por Deus e proferida por Oseias a um povo que, tal como a esposa adúltera do profeta, pecava continuamente contra seu Senhor, prostituindo-se com deuses estranhos e maquinando o mal, mesmo depois de ter sido libertado da escravidão no Egito e de ter testemunhado tantos milagres e providências em seu favor. É uma palavra dura, dirigida tanto ao povo quanto aos sacerdotes, que estavam tão “prostituídos” como o povo. E que “conhecimento” é esse? Não é geral, mas específico: “Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus [grifo meu], também eu me esquecerei de teus filhos” (Oseias 4.7). A lei — os limites de Deus para a formação de um povo não só livre, mas santo — era posta de lado. Não mais honravam a Deus acima de todas as coisas, como ordenado no primeiro mandamento, mas diluíam seu amor e sua adoração em farras e procedimentos “toma-lá-dá-cá”, no melhor estilo pagão, para receber o que desejavam. Por exemplo, realizavam um ritual de fertilidade nos campos que incluía orgias e depois creditavam a esses rituais a colheita abundante, exatamente como a esposa de Oseias recebia do marido seus víveres e presentes, mas atribuía essas dádivas a seus “amantes” (Oseias 2.5-8). Desconheciam tanto ao Deus de seus pais (todo-poderoso, bondoso e disposto a perdoar) quanto a sua lei (cuja obediência em amor é a única resposta humana adequada a esse Deus).

“Ah, eu nunca vou chegar a esse ponto”, você pode pensar. Cuidado: “esquecer” geralmente não é um ato abrupto, “esquece-se e pronto”. O estágio desesperador do povo e dos sacerdotes na época de Oseias é feito de pequenas inconsciências que se acumulam. Sim, o cristão pode se afastar tanto dos meios de graça disponibilizados por Deus que passa a desconhecer Seu caráter e Sua vontade quase que inteiramente. Desses meios de graça, sem dúvida um dos mais poderosos é o contato frequente com a Palavra: leitura da Bíblia, estudo de comentários, pregação fiel por ministros fiéis (se sua igreja não tem uma pregação sólida, talvez seja o momento de deixá-la). Se o cristão não souber a vontade de Deus expressa em Sua Palavra, como poderá fazer boas escolhas, que não o levarão a lamentar-se pelo restante de sua vida? De onde tirará (como de um tesouro) os valores que embasarão suas decisões? Como se orientará em um mundo que mais confunde que esclarece? “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará” (Efésios 5.14). O ressuscitado espiritualmente por Cristo não pode continuar agindo como morto-vivo.

Assim, muitos confundem a salvação pela graça com uma passividade do tipo “eu fico sentado aqui e Deus me abençoa”. Mas viver a fé não é isso. O amor inclui a adoração, que é ativa: Deus disponibiliza os meios de graça e nós O buscamos por esses meios, simplesmente porque O amamos. Imagine uma esposa que nunca demonstra seu amor para com o marido: esse é o cristão que não faz uso dos meios de graça. A esposa não deixa de amar de repente, mas cumpre um pequeno ato de abandono a cada dia: atos externos e internos. Usa de desculpas (excesso de tarefas, cansaço, necessidade de lazer) para deixar de lado as devocionais, faltar à igreja e estudar menos a Palavra. Intimamente, justifica a si mesma pelos pecados cometidos (em vez de reconhecê-los e pedir perdão por eles), e logo nem mais pensa nesses repetidos pecados. Nem ora, nem vigia, mas vive como que levada pelas ondas do mar, ao sabor dos acontecimentos, vulnerável a todas as tentações. É assim que, desprovidos da “armadura de Deus” (Efésios 6.13 ss.), somos inundados sem defesa alguma pelos princípios e preceitos mundanos sobre a vida, o mundo, o sentido das coisas. Então, esquecidos do Deus zeloso e doador de todas as bênçãos, optamos por recorrer a “outros deuses” quando precisamos de algo, preenchendo nosso vazio com aquilo que sabemos não vir de Deus. Logo o esquecimento pode ser completo e o resultado inevitável será o abandono total do único caminho de vida verdadeira.

Idolatria é inconsciência: é preferir tomar decisões com base no desconhecimento de Deus, em vez de buscar ativamente tal conhecimento. É preciso ter consciência da inconsciência, arrepender-se e buscar viver dentro do maravilhoso padrão de Deus, nossa proteção e nossa santidade. O apóstolo Paulo se dirige aos tomados pela inconsciência (que nos espreita a cada dia) quando diz: “Vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, pois os dias são maus. Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor” (Efésios 5.15-17). Não sejamos como o personagem da parábola que meu sogro gosta de contar em suas pregações: tendo recebido de graça um bilhete de navio para uma ilha maravilhosa, passou todo o longo trajeto escondido em sua cabine, comendo os sanduíches de mortadela que tinha levado, porque achava que não estavam incluídas no presente as lautas refeições que eram servidas no salão. No final da viagem, descobre que tudo aquilo estava à sua disposição o tempo todo.

O “bilhete” que nosso Deus nos dá não inclui somente a salvação. O caminho com Deus é feito de múltiplas e maravilhosas alegrias, não só materiais, afetivas, vocacionais etc., mas sobretudo espirituais. Uma igreja íntegra, um pastor firme, irmãos com quem podemos contar e orar, e principalmente os tesouros inesgotáveis da Palavra. Como negligenciar tudo isso? “Ah! Todos vós que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares. Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá” (Isaías 55.1-3).

Fonte: http://normabraga.blogspot.com/2011/06/meios-de-graca.html?spref=fb

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Sinais e Maravilhas na Igreja

Graça e paz a todos!

É com muita alegria e gratidão a Deus que posto mais esta aula.
Tenho comigo um costume de sempre que estudamos algo na EBD procurar vivê-lo, praticá-lo. E com esta lição não foi diferente, glória a Jesus!

Eu sou intolerante à lactose (proteína do leite) e não podia ingerir nada que contivesse leite ou fosse derivado dele, sob pena de forte reação alérgica.
Sexta-feira dia 28/01, fui ao shopping e me deu a maior vontade de tomar um milk shake de morango, ou seja, leite puro! Comentei com a amiga que estava comigo que de forma alguma poderia tomar leite, ainda mais 500 ml (risos), mas era um desejo forte. Então, eu só me lembro que fiz o pedido e quando eu peguei a bebida disse assim com o copo (copãoooo!) nas mãos: “Ó Senhor peço-te que este copo de milk shake não me faça mal”. É só o que lembro. Passaram-se as horas da reação e nada! Um dia, dois dias, três dias... uma semana completa e NADA! Como eu sou fã número um de leite, passei a semana toda tomando mais leite, comendo queijo e etc. e... NADA!
Logo, para honra e glória do Senhor Jesus Cristo, estou CURADA de uma enfermidade que há tempos me fazia infeliz! Por este motivo posto esta aula com uma semana depois, convicta de mais um milagre que o Senhor realiza na minha vida!

Material didático:



quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O poder irresistível da comunhão na igreja

Cada vez mais devemos amar e honrar esse ministério que o Senhor Jesus nos outorgou: a educação cristã.
Não haverá uma igreja sadia e poderosa se não houver a unidade entre irmãos e isso só é possível se todos gozarem da mesma doutrina fundamental do Cristianismo e para isto o papel do professor é de grande importância. É bem verdade que haverá sempre divergências teológicas, mas seu alicerce precisa está bem fundamentado na Rocha que é Cristo, senão todo o edifício não resistirá e irà à ruína.

Material didático:

RENÚNCIA

Por: Pr. Carlos Roberto Silva

Renúncia, é quando se abre mão da própria vontade, em favor da vontade do Eterno.

Renúncia, é quando desviamos nosso olhar daquilo que queremos, porque já sabemos que Deus não quer.
Renúncia, é quando mesmo gostando de algo, consideramos esterco, exatamente porque o Senhor não gosta.
Renúncia, é quando decidimos desagradar a todos, ainda que seja pai, mãe ou irmãos, pelo sincero desejo de agradar o Altíssimo.
Renúncia, é quando viramos as costas para o garantido fácil, porém de fonte duvidosa, acreditando pela fé no impossível, mas procedente da provisão divina.
Renúncia, é quando cremos que mesmo Deus podendo fazer, pode decidir não fazê-lo, simplesmente porque nos ama e quer o melhor para as nossas vidas, e ainda assim glorificamos o seu santo nome, sem murmurações.
Renúncia, é trocarmos as iguarias de Faraó no Egito, pelo maná no deserto, na esperança de uma terra ainda prometida por Jeová.
Renúncia é abrir mão do conforto da própria terra e parentela, e partir para uma terra ainda a ser mostrada pelo Senhor.

"Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas, todavia, eu me alegrarei no SENHOR, exultarei no Deus da minha salvação." Habacuque 3: 17 e 18

"Então, disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me." Mateus 16:24

FONTE: http://pointrhema.blogspot.com/2011/01/renuncia.html?spref=fb

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Os 4 degraus da queda de Pedro

Por: Pr Marcelo Oliveira

Antes de Pedro tornar-se um apóstolo cheio do Espírito Santo, um pregador ungido e um líder eficaz, revelou sua fraqueza e chegou ao ponto de negar a Jesus. Pedro caiu, suas lágrimas foram amargas, mas sua restauração foi completa. A queda de Pedro passou por alguns estágios. A seguir, mostraremos os 4 degraus de sua queda.


1. Autoconfiança (Lc 22.33)
Quando Jesus alertou Pedro acerca do plano de Satanás de peneirá-lo como trigo, Pedro respondeu que estava pronto a ir com Ele tanto para a prisão como para a morte. Pedro subestimou a ação do inimigo e superestimou a si mesmo. Ele pôs exagerada confiança no seu próprio “eu”, e aí começou sua derrocada espiritual. Este foi o primeiro degrau de sua queda.
Estamos vivendo o apogeu da psicologia de autoajuda. As livrarias estão abarrotadas de obras que nos ensinam a confiar em nós mesmos. O cristianismo diz exatamente o contrário. Somos fracos e limitados. Não podemos andar escorados no bordão da autoconfiança. Precisamos mais da ajuda do alto do que a autoajuda.

2. Indolência (Lc 22.45)
O mesmo Pedro que prometeu fidelidade a Cristo e a disposição de ir com ele para a prisão e a morte, agora está cativo do sono no jardim do Getsemani no auge da batalha. Faltou-lhe a percepção da gravidade do momento. Faltou-lhe vigilância espiritual. Estava entregue ao sono em vez de guerrear com Cristo contra as hostes do mal. A fraqueza espiritual de Pedro fê-lo dormir e, ao dormir, fracassou no teste da vigilância espiritual.
As palavras de Pedro eram de confiança, mas suas atitudes, trôpegas. Promessas desprovidas de poder evaporam na hora da crise. O sono substituiu a autoconfiança. O fracasso se estabeleceu no palco da arrogância.


3. Precipitação (Lc 22.50)
Quando os soldados romanos, liderados por Judas Iscariotes e pelos principais sacerdotes, prenderam a Jesus, Pedro sacou sua espada e cortou a orelha do sumo sacerdote. Sua valentia era carnal. Porque dormiu e não orou, entrou na batalha errada, com as armas erradas e a motivação errada. Pedro deu mais um passo na direção da queda. Ele deslizou mais um degrau rumo ao chão. Nossa luta não é contra carne e sangue. Precisamos lutar não com armas carnais, mas sim com armas espirituais.
Precisamos entrar nessa guerra com os olhos no céu e os joelhos no chão. Precisamos despojar-nos da autoconfiança para recebermos o socorro que vem do alto.


4. Seguia a Jesus de longe (Lc 22.54)
Depois que Cristo foi levado para a casa do sumo sacerdote, Pedro mergulhou nas sombras da noite e seguia a Jesus de longe. Sua coragem desvaneceu. Sua valentia tornou-se covardia. Seu compromisso de ir com Jesus para a prisão e a morte foi quebrado. Sua fidelidade incondicional ao Filho de Deus começou a enfraquecer. Não queria perder Jesus de vista, mas também não estava disposto a assumir os riscos de sua ligação com Ele.
Ainda hoje há muitos crentes seguindo Jesus de longe. Ainda guardam certo temor de Deus, mas ao mesmo tempo anestesiam a consciência vivendo em práticas erradas. Dizem-se seguidores de Cristo, mas seus pés estão fincados nas sendas sinuosas que desviam do caminho da verdade. Dizem amar a Deus, mas suas atitudes e obras provam o contrário. Estão na igreja, mas ao mesmo tempo, estão no mundo. Freqüentam os cultos, mas o coração está longe do Senhor.
Ao olharmos para a vida de Pedro, estamos diante do espelho. Muitas vezes somos como Pedro. Mostramos autoconfiança, não oramos, somos precipitados e, seguimos Jesus de longe. Todavia, não podemos perder o foco. O Eterno não desiste de nós, assim como não desistiu de Pedro. Como diz o lindo cântico: “Eu quero voltar ao primeiro amor”! Que seja assim, para a glória Dele. Amém!

Fonte: http://www.davarelohim.com.br/

O Derramamento do Espírito Santo no Pentecostes

Paz e graça, amados!


"Porque na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias" (At 1.5).

Mais uma lição de nosso trimestre de EBD que trata de um assunto muito relevante para a igreja do Senhor dos nossos dias: o batismo com o Espírito Santo.

Muitos editores de blog já falaram sobre o tema com profundidade e responsabilidade; os amados alunos e leitores podem verificar no meu perfil uma série de blogs que sigo e procurar em seus conteúdos o assunto em questão, bastando para isso digitar, por exemplo, “Batismo com Espírito Santo” em PESQUISAR, uma ferramenta do próprio Google que está em praticamente todos os blogs.


Material didático:

domingo, 9 de janeiro de 2011

A Ascensão de Cristo e a Promessa de Sua Vinda

Graça e paz queridos irmãos!

Iniciamos mais um ano e com ele mais um trimestre de nossa Escola Bíblica Dominical.
Louvamos a Deus por mais um ano que Ele nos concede de trabalharmos em prol do Reino nesta área que amo muito: Educação Cristã, pois não somos apenas só mais um educador, mas sim um mordomo de Deus capacitado por Ele para fazer Teologia enquanto ensinamos as Sagradas Escrituras.


Material didático:

sábado, 4 de dezembro de 2010

Evangelização: uma tarefa de consequências eternas

Por: Pr. Marcelo Oliveira

“Não dizeis vós faltarem quatro meses para a colheita? Mas eu vos digo: Levantai os olhos e vede os campos já prontos para a colheita” (Jo 4.35)


O propósito de Deus é o evangelho todo, pregado por toda a igreja, em todo o mundo, a cada criatura. A visão de Deus é o mundo todo, o método de Deus é a igreja toda, e o tempo de Deus é agora. A evangelização é uma tarefa imperativa, intransferível e impostergável. A evangelização é uma tarefa inacabada e de conseqüências eternas. Em Jo 4.31-35, Jesus nos dá três princípios sobre a evangelização como uma tarefa de conseqüências eternas.

1. Precisamos ter visão (Jo 4.35)

“… Levantai os olhos e vede os campos já prontos para a colheita”.

Precisamos ter visão de que o homem sem Cristo está perdido. Desde o ateu ao religioso, do doutor ao analfabeto, dos homens das grandes metrópoles ao homem do campo. Precisamos ter visão de que as falsas religiões proliferam celeremente como um rastilho de pólvora. Nos últimos 50 anos, o islamismo cresceu 500%; o hinduísmo, 161%; o budismo, 147%; e o cristianismo, só 47%.

Precisamos ter a visão de que oportunidades não aproveitadas hoje podem se tornar portas fechadas amanhã. Precisamos ter visão de que na mesma medida de que a igreja evangélica patina no cumprimento da sua missão, cresce de forma assustadora um evangelho híbrido, heterodoxo e sincrético, que distorce a verdade e sonega ao povo o Pão da Vida. Precisamos ter a visão de que a ignorância não é um caminho alternativo para o céu, uma vez que aqueles que sem lei pecam, sem lei perecerão (Rm 2.12).

A mulher samaritana abandonou seu cântaro e correu à cidade para proclamar que havia encontrado o Messias. A cidade foi impactada com sua palavra. Quando a multidão veio ao encontro de Jesus, Ele disse para seus discípulos: “Levantai os olhos e vede os campos já prontos para a colheita” (Jo 4.35)

2. Precisamos ter urgência (Jo 4.34)

“Disse-lhes Jesus: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e completar a sua obra”. Jesus estava com fome, mas tinha algo mais urgente para fazer do que se alimentar. Seu propósito era dar a água da vida à mulher samaritana. Precisamos ter a mesma urgência de Jesus.

O que nos impede de evangelizar não é tanto falta de método, mas falta de paixão. Precisamos clamar como Raquel: “Dá-nos filhos, senão morrerei” (Gn 30.1). Precisamos chorar como John Knox: “Dá-me a Escócia para Jesus, senão eu morro”. Precisamos clamar como Paulo: “… E ai de mim, se não anunciar o evangelho!” (1Co 9.16).

Muitas vezes, ouvimos a Palavra de Deus, freqüentamos a EBD anos e mais anos, fazemos treinamento e até participamos de congressos, todavia, não atravessamos a rua para falar de Jesus ao nosso vizinho. É tempo de falarmos de Cristo, e isso com um profundo senso de urgência.

3. Precisamos ter compromisso (Jo 4.35)

“… os campos já estão prontos para a colheita”. Um campo maduro para a ceifa exige do agricultor o compromisso de uma ação imediata. A evangelização é uma ordem, e não uma opção. È um mandamento, e não uma recomendação.

A evangelização só pode ser feita pela igreja. Nenhuma outra instituição na terra pode cumprir essa tarefa. A igreja é o método de Deus. Se a igreja falhar, Deus não tem outro método. Se o ímpio morrer na sua impiedade, Deus cobrará de nós o seu sangue.

A evangelização não pode esperar. Ela é impostergável. Se não ganharmos para Cristo esta geração, nesta geração, teremos fracassado vertiginosamente.

Pense Nisso: “Uma igreja que não evangeliza, precisa ser evangelizada” Pr Marcelo Oliveira.

Bibliografia: Lopes, Hernandes Dias. Mensagens Selecionadas. Ed. Hagnos
Carson, D.A. O comentário de João. Shedd publicações
Hendriksen, William. João. Ed. Cultura Cristã

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Não confunda hinos ispirativos com canções de autoajuda e que exprimem sentimento de vingança

Assim começa o Salmo 20: “O SENHOR te ouça no dia da angústia; o nome do Deus de Jacó te proteja” (v.1). Não vemos aqui propriamente um hino de louvor a Deus, mas uma mensagem para o rei. Mesmo assim, a grandeza do Senhor é o que mais se destaca nesse salmo.

No Salmo 37, a letra da composição também é um estímulo para o justo: “Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniquidade. Porque cedo serão ceifados como a erva e murcharão como a verdura” (vv.1,2). No entanto, nota-se, nos quarenta versículos desse salmo, que a ênfase recai na Ajuda do Alto para os servos do Senhor.

A Harpa Cristã — hinário oficial das Assembleias de Deus, editado pela CPAD —, a despeito de não ser perfeita, segue o estilo contido nos Salmos. A maioria das suas composições é de louvor a Deus, mas também possui hinos com mensagens inspirativas para os servos de Deus. Assim começa, por exemplo, o hino 4: “Não desanimes, Deus proverá; Deus velará por ti; sob suas asas te acolherá; Deus velará por ti”.

Não é de hoje que existem hinos cuja letra é uma mensagem animadora, confortante para o crente, em vez de conterem palavras de louvor dirigidas diretamente a Deus. A despeito disso, boa parte dos Salmos bíblicos começam com ordens expressas, como “Louvai” e “Cantai”. Se tomarmos como base esse livro veterotestamentário, a maioria dos nossos hinos deveria ser de enaltecimento ao nome do Senhor, posto que apenas uma pequena parte dos Salmos é de composições com mensagens de exortação, de estímulo para o justo.

Bem, como vimos, não há problema algum em uma parte dos hinos evangélicos conterem mensagens inspirativas, em que se menciona o cuidado de Deus para com os seus servos fiéis. Mas o que é preocupante é o fato de, hoje, a maioria (quase todas) das composições evangélicas não pertencer à modalidade louvor e adoração.

Além disso, é preciso fazer uma distinção entre os hinos inspirativos e as canções de autoajuda ou que contêm sentimento de vingança. Estas, aliás, apesar de serem as que fazem mais sucesso no meio evangélico, não podem sequer ser consideradas hinos cristocêntricos, e sim canções antropocêntricas, posto que a sua ênfase recai nas necessidades e na vitória do ser humano, em detrimento da grandeza de Deus e da obra redentora.

Já citei aqui o caso do hit Faz um milagre em mim — que enfatiza mais as supostas virtudes de Zaqueu (como subir em um sicômoro para chamar a atenção de Jesus, intenção esta que não consta da Bíblia) —, o qual é um sucesso no meio evangélico, mas não pode ser considerado um hino de louvor a Deus, tampouco uma mensagem que enfatiza a grandeza do Senhor, primacialmente.

O mesmo ocorre com a canção Sabor de Mel, cujos vídeos no YouTube já atingem a casa dos milhões. Ela até começa bem, mencionando o agir de Deus na vida do crente fiel. Entretanto, ao longo da composição, não se vê menção clara e prioritária aos atributos do Senhor. Pelo contrário, o que se sobressai são bordões de autoajuda e que contêm sentimento de vingança.

É claro que há também erros de construção frasal na aludida canção, mas não vou mencionar isso para que os leitores não se desviem do foco. Observe como o sentimento de vingança se evidencia neste trecho: “Quem te viu passar na prova e não te ajudou, quando ver você na benção vão se arrepender; vai estar entre a platéia, e você no palco...” Esse tipo de sentimento, que leva o cristão a querer mostrar aos outros que ele é vencedor, e os seus inimigos derrotados, não combina com a vida cristã. Seria bom que todos os compositores lessem as palavras de Jesus registradas em Mateus 5-7.

Ainda sobre o hit Sabor de Mel, o refrão, à luz do contexto da composição, dá a ideia de que o crente está, como um jogador de futebol que conquista um campeonato, comemorando de modo provocativo, como que alfinetando os derrotados: “Mas minha vitória hoje tem sabor de mel, tem sabor de mel, tem sabor de mel. A minha vitória hoje tem sabor de mel”. Ou seja, é como se o servo de Deus tivesse a necessidade de mostrar a todos que ele venceu, e os seus inimigos perderam. Isso, definitivamente, não combina com a vida cristã.

Que Deus cuida do justo não há dúvidas. Mas não cabe a nós a vingança nem o sentimento de vingança. Em Romanos 12.19,20 está escrito: “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira [de Deus], porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o SENHOR. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça”.

Por: Pr. Ciro Sanches Zibordi