quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Erudição e piedade: uma entrevista com o pastor Antonio Gilberto

Excelente entrevista que o Blog Teologia Pentecostal fez com o amado Pastor Antônio Gilberto.
Foto tirada no 8° Congresso Nacional de Escola Dominical ocorrido de 12 a 15 de Março de 2015 em São Paulo - SP. Na foto: Marta, eu e Pastor Antônio Gilberto.
É um privilégio para nós congressistas ouvir e aprender com este grande homem de Deus. Que o Pai Misericordioso multiplique seus anos de vida entre nós e que todos eles sejam atuando sempre na direção do Espírito Santo para o nosso crescimento no Senhor.


 Por Gutierres Fernandes Siqueira
O Blog Teologia Pentecostal teve o privilégio de entrevistar o pastor e teólogo Antonio Gilberto da Silva. É consensual entre os assembleianos que o pastor Gilberto é a maior referência teológica da denominação. Neste ano Antonio Gilberto completa 86 anos. Ele é mestre em teologia, bacharel em psicologia, pedagogia e letras. É também mestre em educação pela Biola University, nos Estados Unidos. É membro da diretoria da Global University (GU), um complexo universitário das Assembleias de Deus norte-americana (AG). É também consultor doutrinário e teológico da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) desde 1997. Ainda atua como membro da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB). Foi membro do Conselho Mundial de Evangelismo do Congresso Mundial de Lausanne (Suíça). Ele também trabalhou na edição da Bíblia de Estudo Pentecostal (BEP), que foi publicada em dezenas de idiomas e está publicada em inglês como The Full Life Study Bible pela editora Zondervan. É autor de diversos livros como: Manual da Escola Dominical (também publicado em espanhol), Crescimento em Cristo, A Prática do Evangelismo Pessoal, A Bíblia Através dos Séculos, O Fruto do Espírito (derivado de um trabalho maior em inglês), Verdades Pentecostais e editou a Teologia Sistemática Pentecostal. Todas as obras foram publicadas pela CPAD. É autor de diversas Lições Bíblicas e é também membro da Academia Evangélica de Letras (AEL). Formou o CAPED, um curso de aperfeiçoamento de professor de Escola Dominical e atuou como professor de escolas teológicas das Assembleias de Deus no Brasil, Estados Unidos e Europa.
Apesar do vasto currículo acadêmico o que mais chama atenção no pastor Gilberto é a forma simples e piedosa de falar. Um exemplo para a atual geração. Vejamos essa entrevista agora.
01) Vários professores de teologia, especialmente conservadores, manifestam preocupação com o avanço do liberalismo teológico na sua versão pós-moderna entre os pentecostais. Há, inclusive, pentecostais levantando bandeiras da Teologia da Liberação, uma teologia que parecia até morta na década de 1990. O senhor enxerga tal fenômeno como relevante, ou seja, como motivo real de preocupação? Se sim, quais são as causas desse crescimento e como podemos responder ao fenômeno?
Sim, há um crescimento. E uma das causa é: a multiplicação do conhecimento secular. Eu não estou criticando, mas vemos apenas uma multiplicação do conhecimento secular sem o conhecimento divino, espiritual. Ficam acadêmicos maravilhosos- e eu não estou criticando, pois seria um absurdo criticar a academia-, porém o conhecimento secular sem conhecimento espiritual é uma falta. O conhecimento bíblico (ou espiritual) vem através do Espírito Santo.
E hoje não existe sabedoria secular. E ainda há sabedoria bíblica pelo Espírito Santo. O conhecimento bíblico sem sabedoria bíblica gera fanatismos e exageros. E sabedoria espiritual sem conhecimento bíblico gera estagnação, pois a matéria prima da sabedoria é o conhecimento. É só pegar Romanos 11 e 1 Coríntios 12 e veremos a diferença e a complementaridade entre conhecimento e sabedoria.
Então, a razão dessa distorção na teologia contemporânea é a multiplicação do conhecimento sem sabedoria. Como ilustração vamos lembrar Daniel 12.4 onde está escrito: “e a ciência se multiplicará”. E aí Daniel para. Ele não diz: “e a sabedoria se multiplicará”. E é isso que está acontecendo, pois há um avanço do conhecimento sem o avanço da sabedoria. Eu não estou criticando, volto a dizer. E nesse texto, cabe explicar, a palavra ciência pode ser traduzida em português como “conhecimento”. O sentido aqui não é avanço tecnológico, mas conhecimento como teoria.
Hoje vivemos um tempo onde nem mesmo o Batismo no Espírito Santo está sendo cultivando. Deus quer nos encher da plenitude do Espírito, mas Ele não viola nossa liberdade. Portanto, cabe a nos voltarmos a buscar essa sabedoria do alto a fim de não causarmos distorções advindas do conhecimento isolado.
E falando sobre Teologia da Libertação deixe-me recordar uma história, uma experiência pessoal. Fui professor do Instituto Bíblico Pentecostal (IBP) por 22 anos. E naquele período eu ministrava aulas de heresiologia. Na ocasião eu escrevi um texto criticando o marxismo-leninismo. Isso ainda era a década de 1960. Anos depois, no final da década de 1980, fui convidado por uma universidade europeia a escrever o material didático daquela escola. E numa das semanas eu estava de folga e aproveitei para passear. Na ocasião eu estava em Bruxelas (Bélgica) e vi uma agência de viagens da União Soviética (URSS). Eu ali entrei e disse: “Boa tarde. Sou brasileiro e quero fazer uma pergunta: como faço para ir a Moscou e quanto tempo é de viagem?”. O funcionário solicitou minha identidade e pediu para eu aguardar um tempo. Na volta o rapaz, que era muito educado, me disse: “sua entrada em Moscou está proibida”. E eu perguntei o motivo, até um tanto surpreso e espantado. E ele me disse: no ano X o senhor escreveu um artigo contra o marxismo-leninismo. E eu perguntei: “e se eu fosse mesmo assim”. E ele me respondeu: “o senhor iria preso”. E eu novamente perguntei: “e iria ser mandado para embaixada do Brasil?”. E ele: “Não, o senhor seria mandado para a Sibéria”. Como é que um artigo meu era conhecido por uma agência da União Soviética na Bélgica? E olha, nem existia a internet naquela época como conhecemos hoje. Eu nunca me esqueci dessa experiência com o estado policial. 
02) A igreja Assembleia de Deus norte-americana (AG) tem produzido acadêmicos que influenciaram e, ainda, influenciam o evangelicalismo como um todo. Ou seja, são teólogos que não falam apenas para pentecostais. Nomes como Gordon D. Fee e Craig S. Keener são tidos como exegetas de referência mesmo para aqueles que nunca pisaram numa igreja pentecostal. O senhor é também um nome muito respeitado no Brasil como teólogo profissional, mas comparado com o tamanho da Assembleia de Deus brasileira, ainda são poucos os nomes pentecostais de influência nos demais círculos protestantes. Qual o motivo? Falta apoio da própria denominação? Ou será uma visão mais preconceituosa dos evangélicos tradicionais para com os acadêmicos pentecostais no Brasil?
Eu conheço o Dr. Gordon Fee pessoalmente e isso que você fala é uma verdade. Agora, eu diria que o nosso problema no Brasil é falta de patrocínio. Eu viajo bastante e vejo isso em toda parte: a falta da disposição em apoiar os ensinadores. As igrejas não apoiam, as convenções não apoiam, os empresários cristãos não patrocinam. E quem vai pagar a conta? Estudar custa caro, muito caro. Resultado disso: temos talentos maravilhosos por aí que são desperdiçados. Eu mesmo recebo um volume enorme de escritos, pela misericórdia de Deus, na Casa Publicadora onde atuo como consultor doutrinário e teológico, e até do exterior, mas não há patrocínio da igreja pentecostal no Brasil a esses talentos.
E outra causa: o desestímulo. Muitos jovens e até velhos recebem o chamado divino para o ensino e a gente nota a falta de estímulo. Muitos nas igrejas dizem aos ensinadores que larguem tal tarefa. E dizem: - vamos buscar a Deus e deixemos isso pra lá, etc. Eu já vi casos até de pessoas chamadas ao ensino totalmente reclusas em suas igrejas. E aí vemos como a nossa igreja sofre nessa área. 
03) Nos últimos meses cresceu entre os assembleianos a velha (e boa) disputa soteriológica do protestantismo. De um lado, um grupo defende o revigoramento do arminianismo. Do outro lado, um grupo menor, mas não menos relevante, tem defendido o calvinismo. Ambos, e com muita razão, têm combatido o semipelagianismo que contamina muitos dos nossos púlpitos nas Assembleias de Deus. Como o senhor se posiciona nessa polêmica? 
Ótima pergunta. Essa questão é problema de equilíbrio. Sabemos que a Bíblia do princípio ao fim diz: “não vos desvieis, nem para a direita, nem para a esquerda”. A Bíblia nunca diz o contrário: “não vos desvieis, nem para a esquerda, nem para a direita”. E essa ordem não é por acaso. Por que digo isso? Eu já estudei na Europa e pesquisei bastante na Inglaterra, Escandinávia e na Alemanha e vi de perto a influência do calvinismo e, na minha visão, Calvino exagerou.  Coitado, ele não está aqui para se defender, mas Calvino exagerou, especialmente na questão da predestinação. E irmão Gilberto, a predestinação não está na Bíblia? Claro que está. Eu mesmo já escrevi um trabalho (paper) da predestinação à luz da Bíblia. A predestinação do calvinismo é um erro de interpretação, pois a predestinação bíblica é para quem já é salvo e eleição bíblica está em Cristo. Ora, o ensinamento de que uma “vez salvo para sempre” é antibíblico. A Bíblia trabalha com a ideia de apostasia. Mas, é claro, eles trabalham com tantos argumentos que nos cativa. Eu convivo muito bem com os irmãos presbiterianos, mas não posso concordar com esse desvio do equilíbrio bíblico.
O arminianismo está na Bíblia. Mas há também um desequilíbrio à direita, ou seja, um desequilíbrio para o lado certo. Há muitas coisas boas, mas existe também uma tendência ao exagero. Irmão Gilberto, qual é o exagero? Ora, o excesso de autonomia do indivíduo. E o neopentecostalismo nasce nesse contexto. O humano é tão autônomo que dá até ordens em Deus. Onde está na Bíblia essa ideia de “nova unção”, “movimento da fé”, “bênção de Toronto” etc.? Ou seja, são seres excessivamente livres ao ponto de determinar o modo de operar de Deus.
Eu já ouvi coisas que fiquei até gelado. Certa vez em um evento eu ouvi um pregador de origem pentecostal dizer: “Irmãos, precisamos desenvolver a nossa fé. A fé inata. A fé que temos desde bebês. Ponha a sua fé em ação, pois sua fé é inata. Ordene, pois inclusive você pode dar ordens para Deus. Ordenar a Deus é colocar a fé que está em você para fora”. Ora, isso é um erro grave. Um erro que me deixou gelado. A Bíblia não ensina esse conceito de fé inata. A fé sempre vem de fora, de Deus. A fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Romanos 10.17) e pelo papel do Espírito Santo que produz fé. Isso é um arminianismo exagerado.
Evitemos os exageros. Fiquemos no centro. E para ilustrar lembro a passagem de Lucas 6. 6-11.  Jesus estava ensinando, e não pregando, e o auditório estava lá preso com as palavras de Cristo. E um homem estava presente com a mão ressequida igual a um palito. E o homem levantou-se após a ordem de Jesus. E Jesus deu uma segunda ordem: “fique em pé”, disse Jesus. Ou seja, uma coisa é se levantar diante do desânimo de viver uma vida sem poder trabalhar, pois na época de Jesus o que mais contava era o trabalho braçal, e outra é continuar em pé, que é justamente o mostrar ânimo e firmeza. E houve uma terceira ordem: para ele ficar no meio. Ora, quem sabe esse homem era um desequilibrado à direita ou à esquerda. Jesus manda o jovem voltar ao meio. E a última ordem foi para ele estender a mão. Essa história como metáfora ilustra a necessidade de ficarmos no centro. Ou seja, desviar à direita é exagerar do lado certo. E desviar à esquerda é o desvio do revoltado. O equilíbrio é o ponto para evitar o erro.
04) Quando se fala de pentecostalismo qual (is) é (são) o (s) livro (s), além da Bíblia, que o senhor considera como essencial para entender esse Movimento? E aí pergunto tanto em língua inglesa como em português.
Eu recomendo os livros do Dr. Stanley M. Horton. Outro livro que recomendo é o “Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais” (CPAD) editado pelo Rev. Thomas E. Trask. É muito bom.  Eu também sugiro o livro “Verdades Pentecostais” (CPAD), de minha autoria. Eu estou, inclusive, ampliando essa obra. Ela já era um resumo de uma obra maior sobre o assunto e, agora, continuo a ampliar o restante não publicado. E essa obra nasceu até como uma resposta às distorções do Movimento da Fé. E estou com três livros no forno que talvez sejam publicados neste ano. Uma das obras será sobre a família cristã e um outro sobre os paradoxos da Bíblia. 
05) O seu livro “O Fruto do Espírito” (CPAD) foi primeiramente publicado em inglês em 1984. O livro até hoje é referência sobre o assunto. Como foi o processo de escrita dessa obra? E por que esse assunto é relevante para o cristão pentecostal?
Na verdade não é a tradução de um livro, mas apenas parte de um trabalho didático de mais de 800 páginas que escrevi para uma universidade assembleiana dos Estados Unidos. O original é um comentário de Gálatas 5.22. O que temos aqui é apenas um resumo, uma parte.
O fruto do Espírito é um assunto essencial para o cristão. Por exemplo, entre os gomos do fruto temos a bondade e a benignidade. E alguém pode perguntar: qual é a diferença? Vamos ao grego. A benignidade no grego é a disposição eterna de fazer o bem. Deus sempre está sempre disposto a fazer o bem e nunca o mal. Assim é o cristão benigno. É um impulso, uma disposição para o bem. Já a bondade é a prática do bem. 
06) Como foi trabalhar com Donald Stamps na edição da Bíblia de Estudo Pentecostal (BEP)? E como era sua relação de amizade com Stanley M. Horton que faleceu recentemente?
Na metade da década de 1970 chegou ao Brasil um missionário chamado Donald Stamps. Ele foi morar em Campinas (SP). E na época eu estava morando em Campinas para trabalhar na EETAD (Escola de Educação Teológica das Assembleias de Deus). E ficamos amigos. Eu orientava Stamps no aprendizado do português e, também, o ajudei a conhecer pelo país a liderança pentecostal. Todo missionário, segundo as normas do Concílio norte-americano, precisava tomar essa atitudes. E certa vez, durante essas viagens, o irmão Stamps me falou: “Irmão Gilberto, estou percebendo que no Brasil há uma deficiência da liderança pentecostal com o conhecimento básico das nossas crenças”. E ele me disse que já tinha conseguido patrocínio com os norte-americanos para compor uma Bíblia de Estudo. E ele me pediu ajuda, especialmente com a tradução das notas, mas na ocasião não pude aceitar esse desafio.
Stamps levou a ideia do projeto ao seu chefe no setor de missões da Assembleia de Deus norte-americana. E ele disse: “Stamps, esse projeto não pode ficar restrito ao Brasil”. A ideia do projeto era justamente trabalhar uma Bíblia onde o assunto central era o trabalho do Espírito Santo com notas simples e práticas. E foi uma Bíblia feita com muita preocupação com o original grego e hebraico. Eu falava a Stamps sobre as regras da Sociedade Bíblica para que as notas não soassem infantis ao destoar com os originais. Quem ajudou Stamps com a tradução foi o Rev. Gordon Chown.
Quando Stamps acabou de escrever as notas do Novo Testamento ele começou as notas do Antigo Testamento. O projeto durou anos. No final, após sete dias da última nota escrita para o livro de Malaquias, Stamps morreu vítima de um câncer. Na ocasião eu estava nos Estados Unidos. Tive, após essa perda inestimável, a missão de continuar o projeto da Bíblia de Estudo. Pedi autorização do pastor José Wellington e ele me deu apoio para continuar o projeto. No total, o projeto durou 10 anos. E hoje a BEP está em 28 idiomas e é uma bíblia de estudo mundial que nasceu no Brasil.
O nome “pentecostal” não é por causa da Igreja Assembleia de Deus, mas sim porque o tema das notas gira em torno da pessoa e obra do Espírito Santo. No inglês é full life, mas não ficaria bem em português uma tradução literal para “vida plena”. Foi fruto de muitas horas de estudo e pela visão do irmão Stamps.
E sobre Stanley M. Horton eu felizmente o conhecia bem. Era um irmão querido. Alguns meses antes da morte dele consegui visita-lo em sua casa em Missouri (EUA). A Assembleia de Deus norte-americana mantém uma vila para pastores aposentadores e fui até lá. Ele ficou muito alegre com minha visita. 
07) Muitos pentecostais, inclusive pastores, continuam a propagar movimentos estranhos como “unção do riso”, “cair no Espírito”, “nova unção”, “atos proféticos” etc. No sentido de aconselhamento, se o leitor dessa entrevista congrega numa igreja assim qual deve ser a atitude dele? 
Em primeiro lugar, eu só aconselharia se eu conhecesse a pessoa ou se eu fosse solicitado a fazê-lo. É necessário cuidado para não ferir sensibilidades. Mas esses movimentos são frutos de falta de erudição e é difícil combatê-los, pois as pessoas acreditam nisso como uma verdade. Ora, “nova unção” não existe na Bíblia, o “cair no espírito” não está na Bíblia. O termo até existe, mas não no sentido de cair em massa no culto. O caminho correto nesses casos é fazer o que Jesus mandou, ou seja, discipular. Mas sabemos que discipular dá trabalho. Uma das maiores dificuldades das Assembleias de Deus no Brasil é o discipulado, mas falo do discipulado bíblico. Muitas vezes as pessoas estão até em salas de discipulado, mas não estão aprendendo a “seguir a Cristo”, ou seja, a serem pessoas que perseveram até o fim. O termo no original é muito forte, pois o verbo “seguir” está como em 1 João 2.6, ou seja, é alguém que anda “também” como Jesus andou. Muitas aulas de discipulado não passam até de entretenimento, música e alguma oração, mas nada de ensinamento. É necessário um despertamento na área de discipulado. Além disso, é preciso passar pelo batismo nas águas conhecendo bem a doutrina do batismo para que esse ato não seja mero mergulho. Outro passo importante no discipulado é buscar a plenitude do Espírito, é buscar sempre o conhecimento das Escrituras e, também, é necessário um apego no congregar. O nosso discipulado precisa urgentemente de despertamento. 
08) O senhor foi um dos primeiros pastores assembleianos a ter a coragem de diferenciar “doutrina” de “usos e costumes”. Infelizmente, ainda há igrejas assembleianas que ensinam que determinado costume santifica o crente, como se a santificação fosse um processo de fora para dentro. Com equilíbrio que lhe é característico, como o senhor aconselharia um crente que congrega numa igreja legalista?
Eu tenho uma obra não publicada sobre isso. É uma obra sobre doutrina bíblica e costumes humanos. É necessário voltarmos para Tito 2.10, pois ali vemos bem o termo “doutrina” muito bem definido. Porém, doutrina é teoria. A doutrina precisa transparecer em um bom costume. Todavia, é necessário todo cuidado para não transmitir a ideia que o costume seja salvífico. Costume não salva ninguém. A salvação está em Cristo. O costume deve apenas refletir a boa doutrina. 
9) Na sua opinião, qual é o maior desafio do pentecostalismo no século XXI?
O maior desafio é centrar-se na Palavra de Deus sem pender para os extremos da direita ou da esquerda. A esquerda é o lado do erro. A direita o é lado do acerto extremado. Devemos evitar ambos. Em Joel 2.28 está escrito: “Derramarei o meu Espírito”. Aqui o artigo é enfático e diferente de Atos, pois lá está escrito “do meu Espírito” (2.17). E o que isso significa? O artigo enfático no hebraico significa algo permanente, em profusão, e é real. Em Atos o “do” não enfático já denota uma profusão parcial. Portanto, o que temos em Atos é apenas em parte. Entendo nisso que haverá no final dos tempos um grande avivamento complementando a promessa de Deus para o profeta Joel. É um avivamento soberano, não produzido pelos homens, mas onde todos serão tomados por essa maravilha de Deus. Eu sou defensor dessa ideia a partir de uma leitura original.  Um avivamento maior virá e, eu até entendo, que influenciará a Igreja Católica positivamente. Será como um rio que toma tudo e destrói o que está na frente como quem varre com violência, mas no sentido positivo. A minha mensagem é positiva. 

Fonte: http://www.teologiapentecostal.com/2015/03/erudicao-e-piedade-uma-entrevista-com-o.html 

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Nova Rede Social totalmente brasileira

Paz e graça a todos!

Queridos leitores e amigos, estou publicando este post para convidar-lhes a participar da mais nova Rede Social totalmente brasileira: METALLISSON.COM lançada há pouco mais de um mês em seu formato BETA.

Criada por um amigo do curso de Computação UEPB, Allisson da Silva, esta rede tem um grande diferencial das demais: ela possui um sistema de comando de voz que auxiliará pessoas que possuam restrições quanto a digitação, além de permitir o compartilhamento de praticamente todo tipo de arquivo: doc(x), xls(s), ppt(x), pdf, zip, rar, odt, ods, odp, txt, jpg, jpeg, gif, png... o que possibilitará toda comunidade acadêmica a facilidade na troca de informação. E tudo isso com um grande controle de privacidade.

O comando de voz é feito por um "bonequinho" chamado de TOY. Conversando com ele, você poderá executar funções do tipo:

  • Digitação
  • Pesquisa
  • Navegação
  • Abrir perfis
  • Entre outras coisas.

É uma ferramenta poderosa, e de fato um grande diferencial para pessoas portadoras de necessidades especiais.

Allisson está criando um tutorial completo para dar suporte aos atores sociais. Aguardem!!!

Vamos lá pessoal, criem seus perfis e vamos dar uma forcinha a um companheiro da terrinha, né?
Allisson é um rapaz muito inteligente e esforçado, concluiu com excelência o curso de Computação UEPB e é uma pessoa muito simples, inclusive. Merece todo nosso respeito e atenção.
E o mais importante: tudo isso é para a glória de Deus!!! Allisson é um cristão! Um músico do Senhor da Igreja Evangélica Congregacional do Calvário em Campina Grande, Paraíba.

Agradeço a todos a atenção e nos encontramos por á, ok?
Que Deus em Cristo vos abençoe!!!





domingo, 16 de novembro de 2014

8° Congresso Nacional de EBD

A paz do Senhor, queridos leitores.

Mais um congresso nacional de EBD está chegando e dessa vez será na capital paulista. Oportunidade de aprender mais, rever os amigos feitos de toda parte do país e visitar a belíssima capital do trabalho, São Paulo. Vamos lá, queridos, façam suas inscrições e aproveitem o congresso juntamente com a nossa caravana de Campina Grande - PB.


Entre os dias 12 e 15 de Março de 2015 ocorrerá o 8º Congresso Nacional de Escola Dominical da CPAD. Este é considerado o maior evento educacional cristão voltado para a Escola Dominical no Brasil e acontecerá no novo templo da Assembleia de Deus Ministério do Belém em São Paulo sob o tema: “Instruindo para toda a boa obra” (2 Tm 3.17).
“Nesta oitava edição, os participantes vão contar com o mesmo zelo na ministração da doutrina bíblica e de matérias de reciclagem para professores e superintendentes de ED, através de preletores munidos de importantes informações, destacando o conhecimento e a aprendizagem a fim de alcançar os objetivos propostos.” Declarou o ir. Ronaldo Rodrigues, diretor Executivo da CPAD. Dentre os preletores confirmados estão o Pr. Antônio Gilberto, Pr. Alexandre Coelho, Pr. Claudionor de Andrade, Pr. César Moisés e, os internacionais, Pr. Stan Toller, Drª Michelle Anthony e  Profª Marlene LeFever.
8º CONGRESSO NACIONAL DE ESCOLA DOMINICAL
“Instruindo para toda a boa obra” 2 Tm 3.17
12 a 15 de Março de 2015
São Paulo/SP 
Plenárias - Seminários - Workshops  
Local do Evento : Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Ministério do Belém
Rua Conselheiro Cotegipe, 273 – Bairro Belém


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Contribuições da Educação Cristã Pentecostal na Transformação da Sociedade

A paz do Senhor a todos!


Eis uma excelente matéria sobre o nascimento da EBD na Europa e sua chegada aqui no Brasil. O artigo trata ainda sobre como a Assembleia de Deus brasileira aderiu a esse método evangelístico eficaz de ganhar almas e educá-las no processo da caminhada cristã.

Nosso sincero agradecimento a todos que fazem a Casa Publicadora das Assembleias de Deus no Brasil. Deus continue abençoando sempre!

A foto acima foi tirada no 5º Congresso Nacional de EBD em Salvador -BA em 2007 na ocasião em que o Pr. Vitorino Silva louvava a Deus. Lembro-me que foi um dos momentos mais marcantes para mim daquele congresso, pois a plateia inteira de servos do Senhor que lotava o teatro do Centro de Convenções de Salvador glorificava a Deus ao ouvir a belíssima mensagem bíblica cantada na voz marcante de Vitorino Silva. Tremendo!


por Ronaldo Rodrigues de Souza


Contribuições da Educação Cristã Pentecostal na Transformação da Sociedade



Resumo 
Para estabelecermos uma Escola Dominical que faça sentido na igreja e em nossa sociedade, precisamos de projetos e investimentos. É preciso dar suporte às Igrejas para que as lideranças continuem investindo na Educação Cristã. Somente por intermédio da Verdade absoluta das Escrituras Sagradas a Igreja poderá avançar e confrontar as verdades relativas dos dias atuais.  


INTRODUÇÃO
Às vezes, o ser humano costuma abrir mão do que Deus tem-lhe concedido. Ao olharmos para a introdução do povo de Israel à terra de Canaã, vemos o Senhor alertando Israel sobre o perigo do esquecimento. E o perigo se tornou realidade. A nação se esqueceu das bênçãos de Deus. Esqueceu que Ele operara de forma maravilhosa, retirando-os do Egito e caminhando com eles durante quarenta anos no deserto, orientando, guiando, cuidando do povo e, por fim, plantando-o na terra de Canaã. A Bíblia diz que se levantou outra geração que não conhecia o Senhor nosso Deus e essa geração deixou de  preservar os princípios que conduziram Israel até Canaã. Essa geração desprezou as bênçãos do Senhor e, por isso, perdeu a proteção divina. Então, Deus permitiu que povos viessem  e dominassem o povo de Israel.
As pessoas têm o hábito de, com o passar do tempo, se esquecer das coisas. Às vezes, esquecemos até porque chegamos onde hoje estamos. Sempre costumo lembrar-me de quando era um garoto de calças curtas, num povoado no interior de São Paulo. Sempre lembro-me disso para não esquecer que se estou na posição que ocupo hoje, é porque o Senhor é quem fez isso em minha vida. E eu permanecerei nessa posição enquanto mantiver esse mesmo espírito de humildade, para que o Senhor Deus continue com a sua mão estendida sobre mim.

O PERIGO DO ESQUECIMENTO
Como dado mais recente sobre o perigo do esquecimento, temos a Europa, que foi berço de grandes avivamentos. Ela foi varrida por Deus, que levantou ali homens poderosos na Palavra, pregadores fervorosos, usados naquele continente por meio de avivamentos espirituais. A transformação daquela sociedade fez com que a Europa chegasse ao ponto que está hoje, um continente próspero, abençoado e rico. Porém, se nós formos hoje à Europa, o que menos vamos encontrar lá são os princípios da Palavra de Deus. Hoje, o europeu é um homem ateu, materialista, quer eliminar a religião da sociedade. A Europa é o local que mais se aproxima daquilo que alguns estudiosos chamam de uma sociedade pós-cristã.
Pós-cristã é uma sociedade que foi cristã, que tinha seus princípios firmados na Palavra de Deus, porém se esqueceu e varreu o cristianismo de suas vidas, de suas escolas, de suas universidades, com literatura contrária à obra de Deus.
A Escola Dominical nasceu na Europa. Porém, hoje, ela despreza tudo o que o Senhor Deus fez por aquele continente. E ao falar sobre a Europa, gostaria de enfatizar acerca do início da Escola Dominical. Vamos relembrar o que aconteceu no ano de 1780, na Inglaterra, na cidade de Gloucester.

O SURGIMENTO DA ESCOLA DOMINICAL NA INGLATERRA
Naquela época, a Europa estava começando o que chamamos de Revolução Industrial, momento em que começavam a descobrir as grandes invenções, com o aparecimento de máquinas. Muitas atividades, que eram essencialmente manuais, passaram a ser feitas de forma mecânica. O homem, muito voltado para a agricultura, começou a registrar um êxodo muito grande para grandes centros, onde essas indústrias estavam sendo estabelecidas.
Gloucester foi uma dessas cidades. Ela começou a ficar cheia de homens em busca de emprego, fugindo do campo, querendo uma vida mais confortável, emprego e salário melhor. Porém, como sempre acontece, o volume de pessoas era superior à quantidade de empregos oferecida naquela cidade. Então, instalou-se a marginalidade, a violência, a bebida. A consequência foi o aumento do número de criminosos, que lotavam os cárceres.
Nesse momento, surge a figura de Robert Raikes, um servo de Deus. O pai dele possuía um jornal e, ali, Raikes sentiu de Deus a necessidade de começar um trabalho nas prisões. Ele passou a pregar aos encarcerados, mas percebeu que o seu trabalho não estava dando resultado. Havia aparente mudança, mas, em seguida, essas pessoas retornavam a cometer os mesmos crimes. Raikes percebeu que precisava fazer uma revolução social e espiritual, naquela cidade. Notou que era necessário algo além do paliativo. Ele deveria dar foco à origem dos problemas, para que aquela sociedade pudesse ser beneficiada.
No mesmo local, havia uma grande quantidade de crianças pelas ruas, porque seus pais não cuidavam das mesmas e nem sequer de si mesmos. Eram crianças carentes, sem nenhum tipo de assistência, nem em casa e tampouco assistência educacional por parte do governo. Robert Raikes, na visão de Deus, estabeleceu um projeto para arrancar aquelas crianças daquela situação. Passou a fazer reuniões para transmitir o ensinamento que deveria ser compromisso do governo. Começou a ensinar matérias básicas como matemática, cidadania, rudimentos sociais e, juntamente com isso, estabeleceu também o ensino da Palavra de Deus.
Ele implementou um projeto de experimento durante o período de três anos, e então conheceu o resultado. A consequência desse trabalho foi a transformação total  e radical, e não somente da vida daquelas crianças. O seu trabalho envolvia reuniões em alguns locais, pois as igrejas daquela época  não aceitaram inicialmente o trabalho que ele estava fazendo. Rejeitaram, porque ele realizava suas atividades no domingo e isso provocou críticas. Mas Raikes não esmoreceu. O servo do Senhor envolvia as famílias em suas atividades. Portanto, desde o início a ED está  atrelada à família, ao lar. Em pouco tempo, Raikes teve um êxito muito grande e publicou o resultado desse trabalho.
No começo, ele lia versículos  bíblicos. Depois, num segundo passo, passou a ler os versículos bíblicos com as crianças, que começaram a recitá-los. Após a leitura e a recitação, seguiu-se a decoração dos mesmos e, por fim, a interpretação dos versículos bíblicos às crianças. Dá para perceber que, desde o início, a ED sempre teve métodos.
Hoje, as conferências e congressos de ED são realizados para mostrar que, para o seu êxito, a ED deve funcionar sob regras estabelecidas. Raikes aplicou metodologia e buscou conhecer os resultados após a aplicação do projeto pelo período de três anos, ou seja, não foi um mês. Às vezes, queremos ver o resultado no mês seguinte. Porém, durante três anos, Raikes se dedicou e orou ao Senhor para que  o seu trabalho pudesse alcançar essa  magnitude, que começou a ganhar forma no século 19. A ED começou a tomar conta de toda a Inglaterra e de toda a Europa. A iniciativa de um único homem, que ousou colocar-se em uma brecha, provocou a solução. Deus confirmou o trabalho de Robert Raikes.
Hoje, temos  a maior ED do mundo, a maior agência de ensino da Palavra de Deus, por causa  de um único homem que se colocou  diante do Senhor para realizar essa obra. Ele a fez com persistência, com dedicação, com responsabilidade, e o Senhor Deus, que olha e vê tudo, estendeu a mão sobre aquele homem e aquelas vidas. Raikes se tornou o homem mais popular  de toda a Inglaterra. Passou a ser o homem mais conhecido daquele país, porque ousou ensinar a Palavra de Deus àquelas crianças.

A ESCOLA DOMINICAL  NO BRASIL
A Escola Dominical veio da parte de Deus, e ela chegou ao Brasil em 1855. Os missionários congregacionais Robert e Sara Kalley deram início à ED na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro, com uma única classe e algumas crianças. Esse movimento se alastrou por toda a nossa nação, chegando até as Assembleias de Deus.
Apostila 7⁰ Congresso CPADOs missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren, já no início de suas atividades, lançaram o jornal Boa Semente e, nos primeiros anos desse periódico, publicaram um encarte com estudos bíblicos, denominados “estudos dominicais”. Eram estudos para serem utilizados nos domingos nas igrejas. Foi um princípio, uma semente que deu lugar à revista de ED – as Lições Bíblicas. Esse trabalho cresceu e as Assembleias de Deus adotaram essa metodologia. E, hoje, em todas as igrejas, temos essa bênção, que tem sido um instrumento nas mãos de Deus.
Inicialmente, a ED no Brasil, através das ADs, alcançou somente os adultos. Depois tivemos o trabalho infantil. As nossas revistas infantis são um trabalho que vêm gradativamente se expandindo. Em toda essa obra não podemos deixar de mencionar o pastor Antonio Gilberto, homem conhecido como mestre que o Senhor Deus levantou, em nosso Brasil, colocando em seu coração a área do ensino.
Pastor Antonio Gilberto, para que os irmãos tenham ideia, foi convidado várias vezes para presidir e pastorear igrejas grandes, mas ele mesmo  me confidenciou que orava ao Senhor e sentia sua chamada para o ensino da Palavra de Deus. Louvamos a Deus porque o pastor Antonio Gilberto tem sido fiel e obediente à visão celestial que Deus tem lhe dado. Ele tem feito um grande  trabalho. Em 1974, dentre outras frentes, criou o Curso de Aperfeiçoamento para Professores de Escola Dominical (Caped), um instrumento para a formação de professores de ED. Muitos ministros do Evangelho foram chamados por Deus por meio da ministração de Caped’s.
Gostaria de relatar uma experiência que tivemos na CPAD, nos últimos anos, concernente à ED: tivemos uma mudança radical e abençoada, da parte de Deus, com relação à quantidade de alunos frequentando a Escola Dominical. Temos buscado dois princípios na ED: queremos a qualidade, para que os crentes cresçam em qualidade; e buscamos quantidade. Queremos mais pessoas frequentando a ED. Para isso realizamos um trabalho que tem dado grande resultado. Lançamos o Biênio da ED, período em que a CPAD dedicou-se em fazer um trabalho mais aperfeiçoado, com dedicação e foco direcionado à Escola Dominical. Dedicamos-nos a esse projeto durante dois anos com intensidade. A Casa envolveu com todos os seus setores e colhemos grandes resultados.
Estabelecemos algumas prioridades. A primeira delas foi a conscientização do pastor em relação à Escola Dominical. Elaboramos também uma literatura específica para auxiliar, dentro de um projeto maior, o professor de Escola Dominical.

INVESTIMENTO E CRESCIMENTO 
Realizamos, no Rio de Janeiro, o primeiro encontro nacional de superintendentes de Escola Dominical. Inicialmente, tivemos a preocupação de não termos respostas, mas, para nossa surpresa, registramos a presença de pastores e superintendentes de todo o Brasil. Os interessados tinham o mesmo pensamento e propósito da Casa Publicadora: o de melhorar a Escola Dominical. Esse evento desdobrou-se e chegamos ao primeiro Congresso de Escola Dominical, realizado também no Rio. Tivemos aquele trabalho maravilhoso, poderoso pela manifestação divina, com ensinos preciosos da Palavra de Deus. Os preletores foram usados poderosamente e houve uma grande repercussão, porque cada um saiu para sua cidade, para o seu Estado, dando testemunho do que havia ocorrido no congresso.
De lá para cá, já realizamos sete congressos nacionais e vinte e duas conferências regionais de Escola Dominical, e ainda damos continuidade à realização de Capeds. Tudo isso porque colocamos um foco, uma direção, estabelecemos um projeto e estamos nos dedicando a ele. Falar com o pastor, trabalhar com ele, e falar com o professor de ED, porque, na classe, dentro de uma estrutura de Escola Dominical, o professor é a figura mais importante. É onde pesa a maior responsabilidade. É ele que vai fazer com que o aluno retorne no domingo seguinte para a ED. Treinamos o professor, trabalhamos com ele, e realizamos um forte lançamento de literatura que realmente auxilia o professor de ED. 
Hoje, a CPAD tem um currículo completo de ED, que tem sido distribuído por toda a América Latina.
Investindo na ED, vimos multiplicar o número de alunos na ED. Poderíamos  ficar do jeito que estávamos? Onde é que estavam esses alunos? Estavam dentro de nossas igrejas, estavam participando  dos nossos cultos, porém não participavam de nossa EScola Dominical.
Nesses trabalhos de conferência e congressos, toda a equipe da Casa, com cerca de 30 pessoas, sai da CPAD e abre os ouvidos para saber o que o professor está querendo, precisando, o que não está entendendo, o que está criando dificuldade e em que a Casa pode auxiliá-los. Por isso, hoje milhares de alunos em vez de estarem em casa, estão na igreja com a Bíblia aberta e uma revista de Escola Dominical, ouvindo o professor com preciosos ensinamentos da Palavra de Deus, que vão sustentá-lo a ser uma criatura usada pelo Senhor, um instrumento nas mãos Dele.
Temos relatos surpreendentes. São centenas de testemunhos que recebemos. Igrejas que foram abençoadas, revolucionadas e transformadas através do ensino da Palavra de Deus.
Há dez anos, recebíamos solicitação de patrocínio para diferentes eventos, mas não recebíamos nenhuma solicitação de patrocínio para eventos na área de Escola Dominical. Hoje, a maior solicitação que temos é para eventos relacionados à ED. São igrejas promovendo seminários, congressos e conferências de ED. Ficamos alegres, porque sabemos que todo avivamento da parte de Deus é iniciado pelo ensino da Palavra.

CONCLUSÃO
A Escola Dominical é um instrumento de êxito, aprovado e confirmado pelo Senhor há mais de 200 anos. Se ela fosse um projeto humano, já teria terminado. Cremos que o Senhor Deus está pavimentando a nossa igreja para trazer um grande e poderoso avivamento, como uma arrancada. E a ED faz parte dessa pavimentação, pois ela não é outra coisa, senão a Igreja estudando a Palavra de Deus.


Ronaldo Rodrigues de Souza é o Diretor Executivo da Casa Publicadora das Assembleias de Deus.



Referências Bibliográficas 
COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. O Cristão na Cultura de Hoje: Desenvolvendo uma visão de mundo autenticamente cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 
GANGEL, Kenneth O; HENDRICKS, Howard G. Manual de Ensino para o Educador Cristão: Compreendendo a natureza, as bases e o alcance do verdadeiro ensino cristão. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
LEBAR, Lois E. Educação que é Cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

FONTE: Viva Bons Momentos

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Dons de Poder

A paz do Senhor, queridos.
Com mais um excelente subsídio bibliográfico do estimado Pastor Ciro Sanches Zibordi, deixo-vos a aula de número quatro;

Dons espirituais como manifestações — ao contrário dos dons ministeriais — não são residentes, e sim esporádicos, momentâneos. Eles, que estão à disposição de todos os crentes batizados com o Espírito Santo, podem ser agrupados, para estudo, em três categorias.


A primeira categoria é a dos dons de elocução ou verbais: profecia, variedade de línguas e interpretação das línguas. Por meio da profecia, o crente usado pelo Espírito transmite uma mensagem divina, momentânea e sobrenatural, para a igreja (1 Co 14.4,5,22). Pela variedade de línguas, o salvo apresenta à igreja uma mensagem divina, sobrenatural, em línguas que ele jamais estudou ou aprendeu. Tal mensagem precisa de interpretação, a menos que o Senhor queira falar com pessoas em suas próprias línguas, como ocorreu no dia de Pentecostes (At 2.7-13). E, mediante a interpretação das línguas, os salvos são capacitados, sobrenaturalmente, a interpretarem as tais línguas desconhecidas — isto é, estranhas a quem as pronuncia.


Não se deve confundir as línguas como evidência inicial do batismo com o Espírito Santo com o dom de variedade de línguas. No Novo Testamento, as línguas dadas pelo Espírito Santo são apresentadas com quatro finalidades distintas. Primeiro, como evidência inicial do batismo com o Espírito Santo (At 2.1-8; 10.44-46; 19.6; 9.18; 1 Co 14.18). Segundo, as línguas são dadas pelo Consolador para edificação do próprio crente que as pronuncia (1 Co 14.4). Terceiro, elas são úteis para a oração em espírito ou “pelo Espírito [gr. pneumati]” (1 Co 14.2,14-16; Ef 6.18; Rm 8.26). E, quarto, há línguas que contêm uma mensagem profética, isto é, o dom de variedade de línguas. Quando alguém é usado pelo Espírito com esse dom, dirige-se à igreja em línguas estranhas (1 Co 12.29,30). Contudo, se não houver interpretação, o tal deve se calar (1 Co 14.5,13,27,28).

Na segunda categoria de dons como manifestações momentâneas estão os dons de inspiração ou de saber. A palavra da sabedoria não consiste em sabedoria, em si, mas em um modo sábio de falar. Trata-se de uma capacidade sobrenatural dada pelo Espírito em várias circunstâncias. Apalavra da ciência é um dom ligado ao ministério do ensino, uma capacidade sobrenatural que leva o crente a conhecer as profundezas e os mistérios de Deus (cf. 1 Co 2.9,10). O discernimento dos espíritos, por sua vez, é a capacidade sobrenatural para discernir a natureza, o caráter e a origem dos espíritos (1 Jo 4.1). O termo original denota pluralidade: “discernimentos”. 

É importante observar que a palavra da sabedoria não resulta de qualquer esforço humano; trata-se de um dom de Deus, uma manifestação de sabedoria sobrenatural, pelo Espírito. Na prática, é uma habilidade pela qual se aplica o conhecimento, sendo necessário para o governo da igreja, o pastoreio, a administração, a liderança, etc. (1 Co 2.4-7; Gn 41.38,39; Êx 4.12,15; Dt 34.9; 1 Rs 3.8; 4.29,30; At 4.13; 6.6,10; 1 Co 2.13; Lc 12.11,12). Já a palavra da ciência é um dom pelo qual se manifesta a ciência (ou o conhecimento) sobrenatural, pelo Espírito Santo, possibilitando o conhecimento de fatos, de causas, de ensinamentos, etc. (Êx 31.3; Dn 1.4; 1 Rs 7.14; At 20.23). Quanto ao discernimento de espíritos, trata-se de um dom de saber, de maneira sobrenatural, pelo Espírito, por meio do qual a igreja é protegida de todo engano do Inimigo e dos homens (At 16.7 com 1 Ts 2.16,17; 1 Tm 4.1; Tt 1.10).

Por meio dos aludidos dons de saber, pode-se discernir: a fonte de inspiração, que pode ser divina (At 15.32; 1 Co 14.3), humana (Ez 13.2,3) ou diabólica (1 Rs 22.19-24; Jr 23.13; At 16.17,18; Ap 2.20-24); os espíritos, dos quais provêm falsas doutrinas e fenômenos que geram confusão (1 Jo 4.1; At 16.16-18; 2 Co 11.4; Gl 1.8; 1 Tm 4.1; 2 Ts 2.9); confissões falsas (At 5.1-11); trapaças (2 Rs 5.26,27); intenções (At 8.18-24), etc.

A terceira categoria é a dos dons de poder: fé, operação de maravilhas e dons de curar. Pelo dom da fé, o crente é capacitado, sobrenaturalmente, a crer em Deus. Já a operação de maravilhas é a capacidade sobrenatural para a realização de atos que vão além da capacidade humana. Por meio dos dons de curar, o Senhor cura enfermos e doentes. Os dons de poder são operações extraordinárias realizadas pelo Espírito Santo. O Senhor cura e faz prodígios, hoje, pois não mudou (Hb 13.8).

Somente o Espírito de Deus faz milagres, de fato (Êx 3.20; 7.3,4; Jl 2.30; Hb 2.4), e com as seguintes finalidades: autenticar, confirmar e comprovar a pregação do evangelho (Mc 16.15-20; Dt 29.3; Hc 2.4); manifestar a glória do Senhor e levar o povo a crer mais e mais em Jesus, dando cumprimento à Palavra profética (Jo 2.11; Mt 8.17; Êx 8.16-19; Jo 9.1-25; At 3.1-16; 9.36-43; 13.6-12; 14.8-13); desfazer as obras do Diabo (1 Jo 3.8; Lc 13.16; At 10.38); e honrar os verdadeiros servos de Deus (Nm 16.28-32; 1 Rs 17.22; 18.38; 2 Rs 6.5).

Fonte: Blog do Ciro


Material didático:

 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Lição 2 - O Propósito dos Dons Espirituais




Com uma série de subsídios do estimado Pastor Ciro Sanches Zibordi, eis a aula de número dois.

Aconselho o amado leitor e aluno a acompanhar a sequência da aula do material didático em paralelo aos subsídios, cujos links estão abaixo:



domingo, 6 de abril de 2014

Lição 1 - E Deu Dons aos Homens





Com o comentário do renomado Pastor Elinaldo Renovato, inicia-se o segundo trimestre da Escola Bíblica Dominical das Assembléias de Deus no Brasil, cujo tema é: Dons Espirituais e Ministeriais - Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário.

A primeira lição trás a definição do que vem a ser dom, sua diversidade e a explicação de que estes foram e são ainda hoje concedidos pela graça de Deus aos homens, através do Espírito Santo, objetivando a edificação da Igreja do Senhor.

Há uma necessidade urgente em se estudar os dons espirituais no presente momento, pois a distorção doutrinária está cada vez mais evidente, tanto por parte dos que creem em sua contemporaneidade (em nosso caso, os pentecostais), quanto por parte dos que creem que os dons cessaram no primeiro século da igreja (os cessacionistas). Perseveremos em estudar com afinco, humildade e temor as lições deste trimestre, que Deus em sua infinita misericórdia esclarecerá os corações desejosos por obedecê-Lo.

Usei como subsídio para a ministração da minha primeira aula o artigo publicado no blog do PastorAltair Germano, excelente por sinal. Destaco um dos trechos:

“Jack Deere é enfático ao tratar sobre as tradições e os dons do Espírito Santo ao escrever que:

Se você trancasse um crente recém-convertido em uma sala, com uma Bíblia, e lhe dissesse para estudar o que as Escrituras dizem sobre curas e milagres, ele jamais sairia daquela sala como um cessacionista. Sei disso por experiência própria. Esse (o cessacionismo) não é um sistema doutrinário que se adota espontaneamente. Foi preciso que me ensinassem que os dons do Espírito haviam passado. [...] Estou absolutamente convencido de que as Escrituras não ensinam que os dons do Espírito passaram com a morte dos apóstolos. Não é o ensino bíblico que tem levado pessoas a desacreditarem no ministério miraculoso contemporâneo. [...] É comum acusar-se os pentecostais de edificarem sua teologia sobre a experiência pessoal. Entretanto, os cessacionistas, em última análise, edificam sua teologia a respeito dos dons miraculosos sobre sua falta de experiência.

Aí está o material didático da primeira aula: 

sábado, 29 de março de 2014

A provisão de Deus




Paz e graça a todos!

Após um período sem publicar neste espaço venho me justificar e contar-lhes as novidades. Mas antes, quero deixar registrado meu pedido de desculpas a alguns internautas por não ter mediado seus comentários, que tão gentilmente me enviaram querendo saber o motivo pelo qual o blog estava parado. Agradeço-lhes o carinho e atenção. A razão de não ter publicado seus comentários se deu pelo fato deles trazerem também perguntas sobre conteúdos que não são tratados neste blog. Agradeço em especial aos amigos que me incentivam na caminhada e pelo apoio oferecido.

Bom, quero esclarecer que a proposta deste blog é compartilhar minhas aulas de Escola Dominical ministradas na Assembleia de Deus onde congrego; mais especificamente sobre as aulas propostas na revista de EBD para adultos da CPAD, até o presente momento.

Tudo teve início quando eu cursava o último período do curso de Computação na Universidade Estadual da Paraíba em 2009, na ocasião, em uma das disciplinas, a professora nos apresentou o gênero textual Blog. Foi paixão à primeira vista! Ela pediu que tudo quanto fizéssemos nas nossas monografias fosse postado em um blog criado por nós para esta finalidade. Criei meu primeiro blog e me impressionei com o potencial desta ferramenta. Logo senti a necessidade de criar outro blog que fosse dar continuidade após minha formatura. E em muitos dos meus anseios, decidi criar um blog para tratar de algo que já fazia desde 2002 e que tinha periodicidade: minhas aulas de EBD. Fazia as apresentações no Power Point para dar aula toda semana e pensei que poderia postá-las na Internet para que, por ventura, quando uma aluna faltasse pudesse ter o conteúdo para acompanhar em casa. Além, é claro, de disponibilizar o conteúdo de boa qualidade que são tratados nas revistas da CPAD para o público em geral como material evangelístico. Pronto, me animei toda!

Porém, duas variáveis não foram levadas em consideração por mim naquele momento: infraestrutura da igreja para uso de recursos audiovisuais e tempo. As aulas de EBD para adultos da nossa congregação, infelizmente, estão sendo ministradas no templo em três salas improvisadas separadas unicamente pela distância de três a quatro metros uma das outras. A luminosidade do local, bem como a localização das salas impede o uso de recurso visual. Graças a Deus que as salas de crianças e adolescentes são bem estruturadas. Então, Pela impossibilidade de usar recursos tecnológicos para ministrar minhas aulas, deixava de planeja-las diretamente em slides e as fazia de maneira tradicional mesmo. Como meu tempo estava bastante restrito, com uma carga horária muito elevada de aulas e projetos como concluinte de Engenharia Civil, eu achei por bem parar por um tempo com o blog, sob pena de não oferecer um material, no mínimo, didático e elucidativo.

Embora a igreja não nos ofereça condições para fazer uso das novas tecnologias nas aulas de EBD e meu tempo tivesse ficado muito escasso, no entanto, nunca deixei de frequentar a Escola Dominial e nem de ministrar minhas aulas, ainda que de modo tradicional, mas sempre com a presença do Professor Espírito Santo que dispensa qualquer recurso limitado. E graças a Deus por isso! Precisei faltar muitas vezes, é verdade, porém o apoio e compreensão dos homens e mulheres dispostos a servirem a Deus com piedade e dedicação naquele lugar foram cruciais para minha permanência na execução da tarefa que o Senhor me incumbiu e que tanto amo. Eis aqui: Pastor Luciano, Pastor Francisco, Diácono Roberto (superintendente) e irmã Patrícia, Diácono Romildo (superintendente), Pastor Flávio e irmã Branca, irmã Alcicleide, Pastor Orlando e irmã Laura.

Pastor Luciano foi o grande incentivador da minha ida ao último Congresso de EBD no Rio de Janeiro. Jamais esquecerei o seu apoio e cuidado dedicados a mim naquela ocasião. Pastor Francisco me deu muitas aulas práticas de humildade, pois embora sendo presbítero da igreja e dividido a turma comigo em 2012, sempre dizia que a professora era eu e que estava ali para aprender comigo e me substituir quando eu precisasse faltar; nunca esquecerei o seu cuidado, atenção e humildade. O superintendente, carinhosamente chamado de irmão Beto por todos, é uma benção na igreja.  É muito atuante e desempenha com maestria seu papel de diácono. É querido por todos e ao lado de sua esposa Patrícia, professora de crianças, me ajuda em tudo que eu possa precisar para desempenhar bem meu papel de professora, e não só a mim, mas a qualquer um que precisar. O diácono Romildo, superintendente também, de igual modo, tem sido bênção na EBD apoiando a cada obreiro com zelo e temor. O Pastor Flávio juntamente com sua esposa, irmã Branca, foram também grandes incentivadores do meu trabalho. A irmã Alcicleide dividiu a sala comigo durante o ano de 2013 como professora iniciante, mas me surpreendeu muito no desenvolver da função, provando mais uma vez que na obra de Deus nós nos disponibilizamos a fazer e Ele é quem capacita.  Quando eu precisei faltar ela estava sempre a postos para assumir a sala com muito zelo e cuidado. O Pastor Orlando, por sua vez, foi um pastor que me ensinou muito, especialmente pelo discernimento espiritual que mostrou ter sobre o conteúdo por ele ensinado, tornando-se para mim uma referência de conhecimento teológico e dedicação à obra de Deus. Sua esposa, irmã Laura, foi de fato uma mãe para mim em cuidado e afeto, uma exemplar esposa de pastor, piedosa e generosa.

Ah, não posso esquecer-me das minhas alunas, servas de Deus, algumas anciãs, inclusive, que deixam suas casas no domingo pela manhã e com grande esforço se propõem, juntamente comigo, a aprender um pouco mais sobre Deus e Sua obra salvadora. A elas meu sincero agradecimento!

Portanto, queridos irmãos e leitores amigos, Deus me deu a bênção de concluir em 2009 o curso de Licenciatura em Computação pela UEPB e em 2013 o curso de Bacharelado em Engenharia Civil pela UFCG, bem como o ingresso no mestrado na área de Recursos Hídricos do curso de Engenharia Civil da mesma instituição. Estou muito feliz e realizada em poder constatar, com convicção, de que Deus providencia o necessário para se viver uma vida piedosa e justa a todo aquele que o coloca como Senhor de sua vida.

Não tenho palavras para expressar a Deus minha gratidão pela a graça salvadora que vem se consolidando dia após dia nos mínimos detalhes da minha vida. A Ele toda honra, glória e louvor para todo sempre, amém!

O homem só se realiza no Criador (Pr. Orlando Leopoldino)

As palavras dos sábios são como aguilhões, e como pregos, bem fixados pelos mestres das assembléias, que nos foram dadas pelo único Pastor. E, demais disto, filho meu, atenta: não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne. De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.
(Eclesiastes 12:11-14)

quarta-feira, 27 de junho de 2012


Paz a todos!
Gente, o que estava faltando no Encontro para a Consciência Cristã: I ENBLOGUE! Vejam!


Com realização entre os dias 06 e 12 de fevereiro de 2013, acontecerá em Campina Grande-PB a 15ª edição da Consciência Cristã, que terá como tema central a passagem escrita em Romanos 12.2a- "E não vos Conformeis com este Mundo".

Durante o Encontro acontecerão vários eventos paralelos que proporcionarão aos participantes uma programação ampla e diversificada. Em parceria com a UBE- União de Blogueiros Evangélicos- a VINACC anuncia que um destes eventos paralelos será o I ENBLOGUE- Encontro Nacional de Blogueiros Evangélicos, que receberá os seguintes preletores: Pr. Renato Vargens (ICNA/RJ), Drª. Norma Braga (IPB/CE), Pr. Carlos Roberto da Silva (AD/SP), Pr. Altair Germano (AD/PE), Valmir Nascimento (AD/MT) e Vinicius Pimentel (Voltemos ao Evangelho/SP).

Veja as temáticas que serão abordadas no I ENBLOGUE:
 
* “Entendendo a Blogosfera Cristã: A Gênese da blogosfera cristã: como tudo começou; A importância de existir uma blogosfera cristã; Como aumentar e melhorar a blogosfera cristã; A necessidade de qualificação dos blogueiros cristãos; Como potencializar a influência da blogosfera cristã?”

* “Blogosfera cristã: Ontem, Hoje e Amanhã: Princípios norteadores que devem reger a blogosfera cristã; A blogosfera cristã e o futuro da igreja brasileira; Qual a influência da blogosfera para a Teologia Cristã (Apologética e Cosmovisão). Blogosfera cristã: Focar o mundo, a igreja ou ambos?

* “Blogosfera cristã: Ontem, Hoje e Amanhã: Princípios norteadores que devem reger a blogosfera cristã; A blogosfera cristã e o futuro da igreja brasileira; Qual a influência da blogosfera para a Teologia Cristã (Apologética e Cosmovisão). Blogosfera cristã: Focar o mundo, a igreja ou ambos?

* “Do blog para a editora: como fazer posts se transformarem em livro: cases de sucesso”.

Dentro da programação do I ENBLOGUE acontecerá também a Mesa de debates  “A realidade dos blogs e a nova liderança intelectual”. Qual de fato é o poder da blogosfera evangélica? E por que os líderes evangélicos devem investir ou apoiar blogs reconhecidamente evangélicos? - que terá a participação de Valmir Nascimento, Altair Germano, Carlos Roberto da Silva, Renato Vargens, Vinicius Pimentel e Norma Braga.
Outra novidade já divulgada pelos organizadores do Encontro, será, em parceria da VINACC com a UBE, o lançamento de mais uma obra da Editora VCP -Visão Cristocêntrica Publicações- O livro “Manual do Blogueiro Cristão”. 
A supervisão do I ENBLOGUE será do Dr. Uziel Santana Dos Santos, e a coordenação de Wallace Sousa- um dos diretores da UBE.

*Para participar do I ENBLOGUE será necessário inscrever-se.


terça-feira, 1 de maio de 2012

7º Congresso Nacional de Escola Dominical

Graça e paz, queridos!

Desde já convoco a todos a interceder e inscrever-se neste grande evento para professores de EBD de todo país. Tenho certeza que será uma bênção igualmente as duas últimas edições, onde fui impactada pela dimensão que é o evento: palestrantes, estrutura, temas abordados, hinos entoados... Em fim, espero que cada professor e obreiro de EBD possa tirar o máximo proveito deste encontro, bem como maravilhar-se com uma das mais belas capitais brasileira que é o Rio de Janeiro... eu aproveitarei, se Deus quiser!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

As Bênçãos de Israel e o que cabe à Igreja

Queridos irmãos, a paz do Senhor!

Segue abaixo o esboço da aula referente a 5º lição do primeiro trimestre de 2012, cujo tema é: A Verdadeira Prosperidade – A vida Cristã Abundante.
Um tema bastante propício para o momento histórico que vivenciamos, não é mesmo?!

Aos teólogos da prosperidade, o que dizer desta passagem:

São ministros de Cristo? (falo como fora de mim) eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes.
Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um.
Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo;
Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos;
Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez.
Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas.
(2 Coríntios 11:23-28).

Vamos em frente; ainda tem mais oito lições para estudarmos referente a prosperidade!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Meios de graça


Por: Norma Braga

Mesmo quando não estamos totalmente conscientes das implicações de nossas escolhas, nós escolhemos, e muitas vezes escolhemos mal. Essa é uma das extensões possíveis do texto bíblico que diz: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento” (Oseias 4.6). Essa palavra é ordenada por Deus e proferida por Oseias a um povo que, tal como a esposa adúltera do profeta, pecava continuamente contra seu Senhor, prostituindo-se com deuses estranhos e maquinando o mal, mesmo depois de ter sido libertado da escravidão no Egito e de ter testemunhado tantos milagres e providências em seu favor. É uma palavra dura, dirigida tanto ao povo quanto aos sacerdotes, que estavam tão “prostituídos” como o povo. E que “conhecimento” é esse? Não é geral, mas específico: “Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus [grifo meu], também eu me esquecerei de teus filhos” (Oseias 4.7). A lei — os limites de Deus para a formação de um povo não só livre, mas santo — era posta de lado. Não mais honravam a Deus acima de todas as coisas, como ordenado no primeiro mandamento, mas diluíam seu amor e sua adoração em farras e procedimentos “toma-lá-dá-cá”, no melhor estilo pagão, para receber o que desejavam. Por exemplo, realizavam um ritual de fertilidade nos campos que incluía orgias e depois creditavam a esses rituais a colheita abundante, exatamente como a esposa de Oseias recebia do marido seus víveres e presentes, mas atribuía essas dádivas a seus “amantes” (Oseias 2.5-8). Desconheciam tanto ao Deus de seus pais (todo-poderoso, bondoso e disposto a perdoar) quanto a sua lei (cuja obediência em amor é a única resposta humana adequada a esse Deus).

“Ah, eu nunca vou chegar a esse ponto”, você pode pensar. Cuidado: “esquecer” geralmente não é um ato abrupto, “esquece-se e pronto”. O estágio desesperador do povo e dos sacerdotes na época de Oseias é feito de pequenas inconsciências que se acumulam. Sim, o cristão pode se afastar tanto dos meios de graça disponibilizados por Deus que passa a desconhecer Seu caráter e Sua vontade quase que inteiramente. Desses meios de graça, sem dúvida um dos mais poderosos é o contato frequente com a Palavra: leitura da Bíblia, estudo de comentários, pregação fiel por ministros fiéis (se sua igreja não tem uma pregação sólida, talvez seja o momento de deixá-la). Se o cristão não souber a vontade de Deus expressa em Sua Palavra, como poderá fazer boas escolhas, que não o levarão a lamentar-se pelo restante de sua vida? De onde tirará (como de um tesouro) os valores que embasarão suas decisões? Como se orientará em um mundo que mais confunde que esclarece? “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará” (Efésios 5.14). O ressuscitado espiritualmente por Cristo não pode continuar agindo como morto-vivo.

Assim, muitos confundem a salvação pela graça com uma passividade do tipo “eu fico sentado aqui e Deus me abençoa”. Mas viver a fé não é isso. O amor inclui a adoração, que é ativa: Deus disponibiliza os meios de graça e nós O buscamos por esses meios, simplesmente porque O amamos. Imagine uma esposa que nunca demonstra seu amor para com o marido: esse é o cristão que não faz uso dos meios de graça. A esposa não deixa de amar de repente, mas cumpre um pequeno ato de abandono a cada dia: atos externos e internos. Usa de desculpas (excesso de tarefas, cansaço, necessidade de lazer) para deixar de lado as devocionais, faltar à igreja e estudar menos a Palavra. Intimamente, justifica a si mesma pelos pecados cometidos (em vez de reconhecê-los e pedir perdão por eles), e logo nem mais pensa nesses repetidos pecados. Nem ora, nem vigia, mas vive como que levada pelas ondas do mar, ao sabor dos acontecimentos, vulnerável a todas as tentações. É assim que, desprovidos da “armadura de Deus” (Efésios 6.13 ss.), somos inundados sem defesa alguma pelos princípios e preceitos mundanos sobre a vida, o mundo, o sentido das coisas. Então, esquecidos do Deus zeloso e doador de todas as bênçãos, optamos por recorrer a “outros deuses” quando precisamos de algo, preenchendo nosso vazio com aquilo que sabemos não vir de Deus. Logo o esquecimento pode ser completo e o resultado inevitável será o abandono total do único caminho de vida verdadeira.

Idolatria é inconsciência: é preferir tomar decisões com base no desconhecimento de Deus, em vez de buscar ativamente tal conhecimento. É preciso ter consciência da inconsciência, arrepender-se e buscar viver dentro do maravilhoso padrão de Deus, nossa proteção e nossa santidade. O apóstolo Paulo se dirige aos tomados pela inconsciência (que nos espreita a cada dia) quando diz: “Vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, pois os dias são maus. Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor” (Efésios 5.15-17). Não sejamos como o personagem da parábola que meu sogro gosta de contar em suas pregações: tendo recebido de graça um bilhete de navio para uma ilha maravilhosa, passou todo o longo trajeto escondido em sua cabine, comendo os sanduíches de mortadela que tinha levado, porque achava que não estavam incluídas no presente as lautas refeições que eram servidas no salão. No final da viagem, descobre que tudo aquilo estava à sua disposição o tempo todo.

O “bilhete” que nosso Deus nos dá não inclui somente a salvação. O caminho com Deus é feito de múltiplas e maravilhosas alegrias, não só materiais, afetivas, vocacionais etc., mas sobretudo espirituais. Uma igreja íntegra, um pastor firme, irmãos com quem podemos contar e orar, e principalmente os tesouros inesgotáveis da Palavra. Como negligenciar tudo isso? “Ah! Todos vós que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares. Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá” (Isaías 55.1-3).

Fonte: http://normabraga.blogspot.com/2011/06/meios-de-graca.html?spref=fb

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Sinais e Maravilhas na Igreja

Graça e paz a todos!

É com muita alegria e gratidão a Deus que posto mais esta aula.
Tenho comigo um costume de sempre que estudamos algo na EBD procurar vivê-lo, praticá-lo. E com esta lição não foi diferente, glória a Jesus!

Eu sou intolerante à lactose (proteína do leite) e não podia ingerir nada que contivesse leite ou fosse derivado dele, sob pena de forte reação alérgica.
Sexta-feira dia 28/01, fui ao shopping e me deu a maior vontade de tomar um milk shake de morango, ou seja, leite puro! Comentei com a amiga que estava comigo que de forma alguma poderia tomar leite, ainda mais 500 ml (risos), mas era um desejo forte. Então, eu só me lembro que fiz o pedido e quando eu peguei a bebida disse assim com o copo (copãoooo!) nas mãos: “Ó Senhor peço-te que este copo de milk shake não me faça mal”. É só o que lembro. Passaram-se as horas da reação e nada! Um dia, dois dias, três dias... uma semana completa e NADA! Como eu sou fã número um de leite, passei a semana toda tomando mais leite, comendo queijo e etc. e... NADA!
Logo, para honra e glória do Senhor Jesus Cristo, estou CURADA de uma enfermidade que há tempos me fazia infeliz! Por este motivo posto esta aula com uma semana depois, convicta de mais um milagre que o Senhor realiza na minha vida!

Material didático: