sexta-feira, 18 de abril de 2014

Lição 2 - O Propósito dos Dons Espirituais




Com uma série de subsídios do estimado Pastor Ciro Sanches Zibordi, eis a aula de número dois.

Aconselho o amado leitor e aluno a acompanhar a sequência da aula do material didático em paralelo aos subsídios, cujos links estão abaixo:



domingo, 6 de abril de 2014

Lição 1 - E Deu Dons aos Homens





Com o comentário do renomado Pastor Elinaldo Renovato, inicia-se o segundo trimestre da Escola Bíblica Dominical das Assembléias de Deus no Brasil, cujo tema é: Dons Espirituais e Ministeriais - Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário.

A primeira lição trás a definição do que vem a ser dom, sua diversidade e a explicação de que estes foram e são ainda hoje concedidos pela graça de Deus aos homens, através do Espírito Santo, objetivando a edificação da Igreja do Senhor.

Há uma necessidade urgente em se estudar os dons espirituais no presente momento, pois a distorção doutrinária está cada vez mais evidente, tanto por parte dos que creem em sua contemporaneidade (em nosso caso, os pentecostais), quanto por parte dos que creem que os dons cessaram no primeiro século da igreja (os cessacionistas). Perseveremos em estudar com afinco, humildade e temor as lições deste trimestre, que Deus em sua infinita misericórdia esclarecerá os corações desejosos por obedecê-Lo.

Usei como subsídio para a ministração da minha primeira aula o artigo publicado no blog do PastorAltair Germano, excelente por sinal. Destaco um dos trechos:

“Jack Deere é enfático ao tratar sobre as tradições e os dons do Espírito Santo ao escrever que:

Se você trancasse um crente recém-convertido em uma sala, com uma Bíblia, e lhe dissesse para estudar o que as Escrituras dizem sobre curas e milagres, ele jamais sairia daquela sala como um cessacionista. Sei disso por experiência própria. Esse (o cessacionismo) não é um sistema doutrinário que se adota espontaneamente. Foi preciso que me ensinassem que os dons do Espírito haviam passado. [...] Estou absolutamente convencido de que as Escrituras não ensinam que os dons do Espírito passaram com a morte dos apóstolos. Não é o ensino bíblico que tem levado pessoas a desacreditarem no ministério miraculoso contemporâneo. [...] É comum acusar-se os pentecostais de edificarem sua teologia sobre a experiência pessoal. Entretanto, os cessacionistas, em última análise, edificam sua teologia a respeito dos dons miraculosos sobre sua falta de experiência.

Aí está o material didático da primeira aula: 

sábado, 29 de março de 2014

A provisão de Deus




Paz e graça a todos!

Após um período sem publicar neste espaço venho me justificar e contar-lhes as novidades. Mas antes, quero deixar registrado meu pedido de desculpas a alguns internautas por não ter mediado seus comentários, que tão gentilmente me enviaram querendo saber o motivo pelo qual o blog estava parado. Agradeço-lhes o carinho e atenção. A razão de não ter publicado seus comentários se deu pelo fato deles trazerem também perguntas sobre conteúdos que não são tratados neste blog. Agradeço em especial aos amigos que me incentivam na caminhada e pelo apoio oferecido.

Bom, quero esclarecer que a proposta deste blog é compartilhar minhas aulas de Escola Dominical ministradas na Assembleia de Deus onde congrego; mais especificamente sobre as aulas propostas na revista de EBD para adultos da CPAD, até o presente momento.

Tudo teve início quando eu cursava o último período do curso de Computação na Universidade Estadual da Paraíba em 2009, na ocasião, em uma das disciplinas, a professora nos apresentou o gênero textual Blog. Foi paixão à primeira vista! Ela pediu que tudo quanto fizéssemos nas nossas monografias fosse postado em um blog criado por nós para esta finalidade. Criei meu primeiro blog e me impressionei com o potencial desta ferramenta. Logo senti a necessidade de criar outro blog que fosse dar continuidade após minha formatura. E em muitos dos meus anseios, decidi criar um blog para tratar de algo que já fazia desde 2002 e que tinha periodicidade: minhas aulas de EBD. Fazia as apresentações no Power Point para dar aula toda semana e pensei que poderia postá-las na Internet para que, por ventura, quando uma aluna faltasse pudesse ter o conteúdo para acompanhar em casa. Além, é claro, de disponibilizar o conteúdo de boa qualidade que são tratados nas revistas da CPAD para o público em geral como material evangelístico. Pronto, me animei toda!

Porém, duas variáveis não foram levadas em consideração por mim naquele momento: infraestrutura da igreja para uso de recursos audiovisuais e tempo. As aulas de EBD para adultos da nossa congregação, infelizmente, estão sendo ministradas no templo em três salas improvisadas separadas unicamente pela distância de três a quatro metros uma das outras. A luminosidade do local, bem como a localização das salas impede o uso de recurso visual. Graças a Deus que as salas de crianças e adolescentes são bem estruturadas. Então, Pela impossibilidade de usar recursos tecnológicos para ministrar minhas aulas, deixava de planeja-las diretamente em slides e as fazia de maneira tradicional mesmo. Como meu tempo estava bastante restrito, com uma carga horária muito elevada de aulas e projetos como concluinte de Engenharia Civil, eu achei por bem parar por um tempo com o blog, sob pena de não oferecer um material, no mínimo, didático e elucidativo.

Embora a igreja não nos ofereça condições para fazer uso das novas tecnologias nas aulas de EBD e meu tempo tivesse ficado muito escasso, no entanto, nunca deixei de frequentar a Escola Dominial e nem de ministrar minhas aulas, ainda que de modo tradicional, mas sempre com a presença do Professor Espírito Santo que dispensa qualquer recurso limitado. E graças a Deus por isso! Precisei faltar muitas vezes, é verdade, porém o apoio e compreensão dos homens e mulheres dispostos a servirem a Deus com piedade e dedicação naquele lugar foram cruciais para minha permanência na execução da tarefa que o Senhor me incumbiu e que tanto amo. Eis aqui: Pastor Luciano, Pastor Francisco, Diácono Roberto (superintendente) e irmã Patrícia, Diácono Romildo (superintendente), Pastor Flávio e irmã Branca, irmã Alcicleide, Pastor Orlando e irmã Laura.

Pastor Luciano foi o grande incentivador da minha ida ao último Congresso de EBD no Rio de Janeiro. Jamais esquecerei o seu apoio e cuidado dedicados a mim naquela ocasião. Pastor Francisco me deu muitas aulas práticas de humildade, pois embora sendo presbítero da igreja e dividido a turma comigo em 2012, sempre dizia que a professora era eu e que estava ali para aprender comigo e me substituir quando eu precisasse faltar; nunca esquecerei o seu cuidado, atenção e humildade. O superintendente, carinhosamente chamado de irmão Beto por todos, é uma benção na igreja.  É muito atuante e desempenha com maestria seu papel de diácono. É querido por todos e ao lado de sua esposa Patrícia, professora de crianças, me ajuda em tudo que eu possa precisar para desempenhar bem meu papel de professora, e não só a mim, mas a qualquer um que precisar. O diácono Romildo, superintendente também, de igual modo, tem sido bênção na EBD apoiando a cada obreiro com zelo e temor. O Pastor Flávio juntamente com sua esposa, irmã Branca, foram também grandes incentivadores do meu trabalho. A irmã Alcicleide dividiu a sala comigo durante o ano de 2013 como professora iniciante, mas me surpreendeu muito no desenvolver da função, provando mais uma vez que na obra de Deus nós nos disponibilizamos a fazer e Ele é quem capacita.  Quando eu precisei faltar ela estava sempre a postos para assumir a sala com muito zelo e cuidado. O Pastor Orlando, por sua vez, foi um pastor que me ensinou muito, especialmente pelo discernimento espiritual que mostrou ter sobre o conteúdo por ele ensinado, tornando-se para mim uma referência de conhecimento teológico e dedicação à obra de Deus. Sua esposa, irmã Laura, foi de fato uma mãe para mim em cuidado e afeto, uma exemplar esposa de pastor, piedosa e generosa.

Ah, não posso esquecer-me das minhas alunas, servas de Deus, algumas anciãs, inclusive, que deixam suas casas no domingo pela manhã e com grande esforço se propõem, juntamente comigo, a aprender um pouco mais sobre Deus e Sua obra salvadora. A elas meu sincero agradecimento!

Portanto, queridos irmãos e leitores amigos, Deus me deu a bênção de concluir em 2009 o curso de Licenciatura em Computação pela UEPB e em 2013 o curso de Bacharelado em Engenharia Civil pela UFCG, bem como o ingresso no mestrado na área de Recursos Hídricos do curso de Engenharia Civil da mesma instituição. Estou muito feliz e realizada em poder constatar, com convicção, de que Deus providencia o necessário para se viver uma vida piedosa e justa a todo aquele que o coloca como Senhor de sua vida.

Não tenho palavras para expressar a Deus minha gratidão pela a graça salvadora que vem se consolidando dia após dia nos mínimos detalhes da minha vida. A Ele toda honra, glória e louvor para todo sempre, amém!

O homem só se realiza no Criador (Pr. Orlando Leopoldino)

As palavras dos sábios são como aguilhões, e como pregos, bem fixados pelos mestres das assembléias, que nos foram dadas pelo único Pastor. E, demais disto, filho meu, atenta: não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne. De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.
(Eclesiastes 12:11-14)

quarta-feira, 27 de junho de 2012


Paz a todos!
Gente, o que estava faltando no Encontro para a Consciência Cristã: I ENBLOGUE! Vejam!


Com realização entre os dias 06 e 12 de fevereiro de 2013, acontecerá em Campina Grande-PB a 15ª edição da Consciência Cristã, que terá como tema central a passagem escrita em Romanos 12.2a- "E não vos Conformeis com este Mundo".

Durante o Encontro acontecerão vários eventos paralelos que proporcionarão aos participantes uma programação ampla e diversificada. Em parceria com a UBE- União de Blogueiros Evangélicos- a VINACC anuncia que um destes eventos paralelos será o I ENBLOGUE- Encontro Nacional de Blogueiros Evangélicos, que receberá os seguintes preletores: Pr. Renato Vargens (ICNA/RJ), Drª. Norma Braga (IPB/CE), Pr. Carlos Roberto da Silva (AD/SP), Pr. Altair Germano (AD/PE), Valmir Nascimento (AD/MT) e Vinicius Pimentel (Voltemos ao Evangelho/SP).

Veja as temáticas que serão abordadas no I ENBLOGUE:
 
* “Entendendo a Blogosfera Cristã: A Gênese da blogosfera cristã: como tudo começou; A importância de existir uma blogosfera cristã; Como aumentar e melhorar a blogosfera cristã; A necessidade de qualificação dos blogueiros cristãos; Como potencializar a influência da blogosfera cristã?”

* “Blogosfera cristã: Ontem, Hoje e Amanhã: Princípios norteadores que devem reger a blogosfera cristã; A blogosfera cristã e o futuro da igreja brasileira; Qual a influência da blogosfera para a Teologia Cristã (Apologética e Cosmovisão). Blogosfera cristã: Focar o mundo, a igreja ou ambos?

* “Blogosfera cristã: Ontem, Hoje e Amanhã: Princípios norteadores que devem reger a blogosfera cristã; A blogosfera cristã e o futuro da igreja brasileira; Qual a influência da blogosfera para a Teologia Cristã (Apologética e Cosmovisão). Blogosfera cristã: Focar o mundo, a igreja ou ambos?

* “Do blog para a editora: como fazer posts se transformarem em livro: cases de sucesso”.

Dentro da programação do I ENBLOGUE acontecerá também a Mesa de debates  “A realidade dos blogs e a nova liderança intelectual”. Qual de fato é o poder da blogosfera evangélica? E por que os líderes evangélicos devem investir ou apoiar blogs reconhecidamente evangélicos? - que terá a participação de Valmir Nascimento, Altair Germano, Carlos Roberto da Silva, Renato Vargens, Vinicius Pimentel e Norma Braga.
Outra novidade já divulgada pelos organizadores do Encontro, será, em parceria da VINACC com a UBE, o lançamento de mais uma obra da Editora VCP -Visão Cristocêntrica Publicações- O livro “Manual do Blogueiro Cristão”. 
A supervisão do I ENBLOGUE será do Dr. Uziel Santana Dos Santos, e a coordenação de Wallace Sousa- um dos diretores da UBE.

*Para participar do I ENBLOGUE será necessário inscrever-se.


terça-feira, 1 de maio de 2012

7º Congresso Nacional de Escola Dominical

Graça e paz, queridos!

Desde já convoco a todos a interceder e inscrever-se neste grande evento para professores de EBD de todo país. Tenho certeza que será uma bênção igualmente as duas últimas edições, onde fui impactada pela dimensão que é o evento: palestrantes, estrutura, temas abordados, hinos entoados... Em fim, espero que cada professor e obreiro de EBD possa tirar o máximo proveito deste encontro, bem como maravilhar-se com uma das mais belas capitais brasileira que é o Rio de Janeiro... eu aproveitarei, se Deus quiser!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

As Bênçãos de Israel e o que cabe à Igreja

Queridos irmãos, a paz do Senhor!

Segue abaixo o esboço da aula referente a 5º lição do primeiro trimestre de 2012, cujo tema é: A Verdadeira Prosperidade – A vida Cristã Abundante.
Um tema bastante propício para o momento histórico que vivenciamos, não é mesmo?!

Aos teólogos da prosperidade, o que dizer desta passagem:

São ministros de Cristo? (falo como fora de mim) eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes.
Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um.
Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo;
Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos;
Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez.
Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas.
(2 Coríntios 11:23-28).

Vamos em frente; ainda tem mais oito lições para estudarmos referente a prosperidade!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Meios de graça


Por: Norma Braga

Mesmo quando não estamos totalmente conscientes das implicações de nossas escolhas, nós escolhemos, e muitas vezes escolhemos mal. Essa é uma das extensões possíveis do texto bíblico que diz: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento” (Oseias 4.6). Essa palavra é ordenada por Deus e proferida por Oseias a um povo que, tal como a esposa adúltera do profeta, pecava continuamente contra seu Senhor, prostituindo-se com deuses estranhos e maquinando o mal, mesmo depois de ter sido libertado da escravidão no Egito e de ter testemunhado tantos milagres e providências em seu favor. É uma palavra dura, dirigida tanto ao povo quanto aos sacerdotes, que estavam tão “prostituídos” como o povo. E que “conhecimento” é esse? Não é geral, mas específico: “Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus [grifo meu], também eu me esquecerei de teus filhos” (Oseias 4.7). A lei — os limites de Deus para a formação de um povo não só livre, mas santo — era posta de lado. Não mais honravam a Deus acima de todas as coisas, como ordenado no primeiro mandamento, mas diluíam seu amor e sua adoração em farras e procedimentos “toma-lá-dá-cá”, no melhor estilo pagão, para receber o que desejavam. Por exemplo, realizavam um ritual de fertilidade nos campos que incluía orgias e depois creditavam a esses rituais a colheita abundante, exatamente como a esposa de Oseias recebia do marido seus víveres e presentes, mas atribuía essas dádivas a seus “amantes” (Oseias 2.5-8). Desconheciam tanto ao Deus de seus pais (todo-poderoso, bondoso e disposto a perdoar) quanto a sua lei (cuja obediência em amor é a única resposta humana adequada a esse Deus).

“Ah, eu nunca vou chegar a esse ponto”, você pode pensar. Cuidado: “esquecer” geralmente não é um ato abrupto, “esquece-se e pronto”. O estágio desesperador do povo e dos sacerdotes na época de Oseias é feito de pequenas inconsciências que se acumulam. Sim, o cristão pode se afastar tanto dos meios de graça disponibilizados por Deus que passa a desconhecer Seu caráter e Sua vontade quase que inteiramente. Desses meios de graça, sem dúvida um dos mais poderosos é o contato frequente com a Palavra: leitura da Bíblia, estudo de comentários, pregação fiel por ministros fiéis (se sua igreja não tem uma pregação sólida, talvez seja o momento de deixá-la). Se o cristão não souber a vontade de Deus expressa em Sua Palavra, como poderá fazer boas escolhas, que não o levarão a lamentar-se pelo restante de sua vida? De onde tirará (como de um tesouro) os valores que embasarão suas decisões? Como se orientará em um mundo que mais confunde que esclarece? “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará” (Efésios 5.14). O ressuscitado espiritualmente por Cristo não pode continuar agindo como morto-vivo.

Assim, muitos confundem a salvação pela graça com uma passividade do tipo “eu fico sentado aqui e Deus me abençoa”. Mas viver a fé não é isso. O amor inclui a adoração, que é ativa: Deus disponibiliza os meios de graça e nós O buscamos por esses meios, simplesmente porque O amamos. Imagine uma esposa que nunca demonstra seu amor para com o marido: esse é o cristão que não faz uso dos meios de graça. A esposa não deixa de amar de repente, mas cumpre um pequeno ato de abandono a cada dia: atos externos e internos. Usa de desculpas (excesso de tarefas, cansaço, necessidade de lazer) para deixar de lado as devocionais, faltar à igreja e estudar menos a Palavra. Intimamente, justifica a si mesma pelos pecados cometidos (em vez de reconhecê-los e pedir perdão por eles), e logo nem mais pensa nesses repetidos pecados. Nem ora, nem vigia, mas vive como que levada pelas ondas do mar, ao sabor dos acontecimentos, vulnerável a todas as tentações. É assim que, desprovidos da “armadura de Deus” (Efésios 6.13 ss.), somos inundados sem defesa alguma pelos princípios e preceitos mundanos sobre a vida, o mundo, o sentido das coisas. Então, esquecidos do Deus zeloso e doador de todas as bênçãos, optamos por recorrer a “outros deuses” quando precisamos de algo, preenchendo nosso vazio com aquilo que sabemos não vir de Deus. Logo o esquecimento pode ser completo e o resultado inevitável será o abandono total do único caminho de vida verdadeira.

Idolatria é inconsciência: é preferir tomar decisões com base no desconhecimento de Deus, em vez de buscar ativamente tal conhecimento. É preciso ter consciência da inconsciência, arrepender-se e buscar viver dentro do maravilhoso padrão de Deus, nossa proteção e nossa santidade. O apóstolo Paulo se dirige aos tomados pela inconsciência (que nos espreita a cada dia) quando diz: “Vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, pois os dias são maus. Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor” (Efésios 5.15-17). Não sejamos como o personagem da parábola que meu sogro gosta de contar em suas pregações: tendo recebido de graça um bilhete de navio para uma ilha maravilhosa, passou todo o longo trajeto escondido em sua cabine, comendo os sanduíches de mortadela que tinha levado, porque achava que não estavam incluídas no presente as lautas refeições que eram servidas no salão. No final da viagem, descobre que tudo aquilo estava à sua disposição o tempo todo.

O “bilhete” que nosso Deus nos dá não inclui somente a salvação. O caminho com Deus é feito de múltiplas e maravilhosas alegrias, não só materiais, afetivas, vocacionais etc., mas sobretudo espirituais. Uma igreja íntegra, um pastor firme, irmãos com quem podemos contar e orar, e principalmente os tesouros inesgotáveis da Palavra. Como negligenciar tudo isso? “Ah! Todos vós que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares. Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá” (Isaías 55.1-3).

Fonte: http://normabraga.blogspot.com/2011/06/meios-de-graca.html?spref=fb

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Sinais e Maravilhas na Igreja

Graça e paz a todos!

É com muita alegria e gratidão a Deus que posto mais esta aula.
Tenho comigo um costume de sempre que estudamos algo na EBD procurar vivê-lo, praticá-lo. E com esta lição não foi diferente, glória a Jesus!

Eu sou intolerante à lactose (proteína do leite) e não podia ingerir nada que contivesse leite ou fosse derivado dele, sob pena de forte reação alérgica.
Sexta-feira dia 28/01, fui ao shopping e me deu a maior vontade de tomar um milk shake de morango, ou seja, leite puro! Comentei com a amiga que estava comigo que de forma alguma poderia tomar leite, ainda mais 500 ml (risos), mas era um desejo forte. Então, eu só me lembro que fiz o pedido e quando eu peguei a bebida disse assim com o copo (copãoooo!) nas mãos: “Ó Senhor peço-te que este copo de milk shake não me faça mal”. É só o que lembro. Passaram-se as horas da reação e nada! Um dia, dois dias, três dias... uma semana completa e NADA! Como eu sou fã número um de leite, passei a semana toda tomando mais leite, comendo queijo e etc. e... NADA!
Logo, para honra e glória do Senhor Jesus Cristo, estou CURADA de uma enfermidade que há tempos me fazia infeliz! Por este motivo posto esta aula com uma semana depois, convicta de mais um milagre que o Senhor realiza na minha vida!

Material didático:



quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O poder irresistível da comunhão na igreja

Cada vez mais devemos amar e honrar esse ministério que o Senhor Jesus nos outorgou: a educação cristã.
Não haverá uma igreja sadia e poderosa se não houver a unidade entre irmãos e isso só é possível se todos gozarem da mesma doutrina fundamental do Cristianismo e para isto o papel do professor é de grande importância. É bem verdade que haverá sempre divergências teológicas, mas seu alicerce precisa está bem fundamentado na Rocha que é Cristo, senão todo o edifício não resistirá e irà à ruína.

Material didático:

RENÚNCIA

Por: Pr. Carlos Roberto Silva

Renúncia, é quando se abre mão da própria vontade, em favor da vontade do Eterno.

Renúncia, é quando desviamos nosso olhar daquilo que queremos, porque já sabemos que Deus não quer.
Renúncia, é quando mesmo gostando de algo, consideramos esterco, exatamente porque o Senhor não gosta.
Renúncia, é quando decidimos desagradar a todos, ainda que seja pai, mãe ou irmãos, pelo sincero desejo de agradar o Altíssimo.
Renúncia, é quando viramos as costas para o garantido fácil, porém de fonte duvidosa, acreditando pela fé no impossível, mas procedente da provisão divina.
Renúncia, é quando cremos que mesmo Deus podendo fazer, pode decidir não fazê-lo, simplesmente porque nos ama e quer o melhor para as nossas vidas, e ainda assim glorificamos o seu santo nome, sem murmurações.
Renúncia, é trocarmos as iguarias de Faraó no Egito, pelo maná no deserto, na esperança de uma terra ainda prometida por Jeová.
Renúncia é abrir mão do conforto da própria terra e parentela, e partir para uma terra ainda a ser mostrada pelo Senhor.

"Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas, todavia, eu me alegrarei no SENHOR, exultarei no Deus da minha salvação." Habacuque 3: 17 e 18

"Então, disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me." Mateus 16:24

FONTE: http://pointrhema.blogspot.com/2011/01/renuncia.html?spref=fb

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Os 4 degraus da queda de Pedro

Por: Pr Marcelo Oliveira

Antes de Pedro tornar-se um apóstolo cheio do Espírito Santo, um pregador ungido e um líder eficaz, revelou sua fraqueza e chegou ao ponto de negar a Jesus. Pedro caiu, suas lágrimas foram amargas, mas sua restauração foi completa. A queda de Pedro passou por alguns estágios. A seguir, mostraremos os 4 degraus de sua queda.


1. Autoconfiança (Lc 22.33)
Quando Jesus alertou Pedro acerca do plano de Satanás de peneirá-lo como trigo, Pedro respondeu que estava pronto a ir com Ele tanto para a prisão como para a morte. Pedro subestimou a ação do inimigo e superestimou a si mesmo. Ele pôs exagerada confiança no seu próprio “eu”, e aí começou sua derrocada espiritual. Este foi o primeiro degrau de sua queda.
Estamos vivendo o apogeu da psicologia de autoajuda. As livrarias estão abarrotadas de obras que nos ensinam a confiar em nós mesmos. O cristianismo diz exatamente o contrário. Somos fracos e limitados. Não podemos andar escorados no bordão da autoconfiança. Precisamos mais da ajuda do alto do que a autoajuda.

2. Indolência (Lc 22.45)
O mesmo Pedro que prometeu fidelidade a Cristo e a disposição de ir com ele para a prisão e a morte, agora está cativo do sono no jardim do Getsemani no auge da batalha. Faltou-lhe a percepção da gravidade do momento. Faltou-lhe vigilância espiritual. Estava entregue ao sono em vez de guerrear com Cristo contra as hostes do mal. A fraqueza espiritual de Pedro fê-lo dormir e, ao dormir, fracassou no teste da vigilância espiritual.
As palavras de Pedro eram de confiança, mas suas atitudes, trôpegas. Promessas desprovidas de poder evaporam na hora da crise. O sono substituiu a autoconfiança. O fracasso se estabeleceu no palco da arrogância.


3. Precipitação (Lc 22.50)
Quando os soldados romanos, liderados por Judas Iscariotes e pelos principais sacerdotes, prenderam a Jesus, Pedro sacou sua espada e cortou a orelha do sumo sacerdote. Sua valentia era carnal. Porque dormiu e não orou, entrou na batalha errada, com as armas erradas e a motivação errada. Pedro deu mais um passo na direção da queda. Ele deslizou mais um degrau rumo ao chão. Nossa luta não é contra carne e sangue. Precisamos lutar não com armas carnais, mas sim com armas espirituais.
Precisamos entrar nessa guerra com os olhos no céu e os joelhos no chão. Precisamos despojar-nos da autoconfiança para recebermos o socorro que vem do alto.


4. Seguia a Jesus de longe (Lc 22.54)
Depois que Cristo foi levado para a casa do sumo sacerdote, Pedro mergulhou nas sombras da noite e seguia a Jesus de longe. Sua coragem desvaneceu. Sua valentia tornou-se covardia. Seu compromisso de ir com Jesus para a prisão e a morte foi quebrado. Sua fidelidade incondicional ao Filho de Deus começou a enfraquecer. Não queria perder Jesus de vista, mas também não estava disposto a assumir os riscos de sua ligação com Ele.
Ainda hoje há muitos crentes seguindo Jesus de longe. Ainda guardam certo temor de Deus, mas ao mesmo tempo anestesiam a consciência vivendo em práticas erradas. Dizem-se seguidores de Cristo, mas seus pés estão fincados nas sendas sinuosas que desviam do caminho da verdade. Dizem amar a Deus, mas suas atitudes e obras provam o contrário. Estão na igreja, mas ao mesmo tempo, estão no mundo. Freqüentam os cultos, mas o coração está longe do Senhor.
Ao olharmos para a vida de Pedro, estamos diante do espelho. Muitas vezes somos como Pedro. Mostramos autoconfiança, não oramos, somos precipitados e, seguimos Jesus de longe. Todavia, não podemos perder o foco. O Eterno não desiste de nós, assim como não desistiu de Pedro. Como diz o lindo cântico: “Eu quero voltar ao primeiro amor”! Que seja assim, para a glória Dele. Amém!

Fonte: http://www.davarelohim.com.br/

O Derramamento do Espírito Santo no Pentecostes

Paz e graça, amados!


"Porque na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias" (At 1.5).

Mais uma lição de nosso trimestre de EBD que trata de um assunto muito relevante para a igreja do Senhor dos nossos dias: o batismo com o Espírito Santo.

Muitos editores de blog já falaram sobre o tema com profundidade e responsabilidade; os amados alunos e leitores podem verificar no meu perfil uma série de blogs que sigo e procurar em seus conteúdos o assunto em questão, bastando para isso digitar, por exemplo, “Batismo com Espírito Santo” em PESQUISAR, uma ferramenta do próprio Google que está em praticamente todos os blogs.


Material didático:

domingo, 9 de janeiro de 2011

A Ascensão de Cristo e a Promessa de Sua Vinda

Graça e paz queridos irmãos!

Iniciamos mais um ano e com ele mais um trimestre de nossa Escola Bíblica Dominical.
Louvamos a Deus por mais um ano que Ele nos concede de trabalharmos em prol do Reino nesta área que amo muito: Educação Cristã, pois não somos apenas só mais um educador, mas sim um mordomo de Deus capacitado por Ele para fazer Teologia enquanto ensinamos as Sagradas Escrituras.


Material didático:

sábado, 4 de dezembro de 2010

Evangelização: uma tarefa de consequências eternas

Por: Pr. Marcelo Oliveira

“Não dizeis vós faltarem quatro meses para a colheita? Mas eu vos digo: Levantai os olhos e vede os campos já prontos para a colheita” (Jo 4.35)


O propósito de Deus é o evangelho todo, pregado por toda a igreja, em todo o mundo, a cada criatura. A visão de Deus é o mundo todo, o método de Deus é a igreja toda, e o tempo de Deus é agora. A evangelização é uma tarefa imperativa, intransferível e impostergável. A evangelização é uma tarefa inacabada e de conseqüências eternas. Em Jo 4.31-35, Jesus nos dá três princípios sobre a evangelização como uma tarefa de conseqüências eternas.

1. Precisamos ter visão (Jo 4.35)

“… Levantai os olhos e vede os campos já prontos para a colheita”.

Precisamos ter visão de que o homem sem Cristo está perdido. Desde o ateu ao religioso, do doutor ao analfabeto, dos homens das grandes metrópoles ao homem do campo. Precisamos ter visão de que as falsas religiões proliferam celeremente como um rastilho de pólvora. Nos últimos 50 anos, o islamismo cresceu 500%; o hinduísmo, 161%; o budismo, 147%; e o cristianismo, só 47%.

Precisamos ter a visão de que oportunidades não aproveitadas hoje podem se tornar portas fechadas amanhã. Precisamos ter visão de que na mesma medida de que a igreja evangélica patina no cumprimento da sua missão, cresce de forma assustadora um evangelho híbrido, heterodoxo e sincrético, que distorce a verdade e sonega ao povo o Pão da Vida. Precisamos ter a visão de que a ignorância não é um caminho alternativo para o céu, uma vez que aqueles que sem lei pecam, sem lei perecerão (Rm 2.12).

A mulher samaritana abandonou seu cântaro e correu à cidade para proclamar que havia encontrado o Messias. A cidade foi impactada com sua palavra. Quando a multidão veio ao encontro de Jesus, Ele disse para seus discípulos: “Levantai os olhos e vede os campos já prontos para a colheita” (Jo 4.35)

2. Precisamos ter urgência (Jo 4.34)

“Disse-lhes Jesus: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e completar a sua obra”. Jesus estava com fome, mas tinha algo mais urgente para fazer do que se alimentar. Seu propósito era dar a água da vida à mulher samaritana. Precisamos ter a mesma urgência de Jesus.

O que nos impede de evangelizar não é tanto falta de método, mas falta de paixão. Precisamos clamar como Raquel: “Dá-nos filhos, senão morrerei” (Gn 30.1). Precisamos chorar como John Knox: “Dá-me a Escócia para Jesus, senão eu morro”. Precisamos clamar como Paulo: “… E ai de mim, se não anunciar o evangelho!” (1Co 9.16).

Muitas vezes, ouvimos a Palavra de Deus, freqüentamos a EBD anos e mais anos, fazemos treinamento e até participamos de congressos, todavia, não atravessamos a rua para falar de Jesus ao nosso vizinho. É tempo de falarmos de Cristo, e isso com um profundo senso de urgência.

3. Precisamos ter compromisso (Jo 4.35)

“… os campos já estão prontos para a colheita”. Um campo maduro para a ceifa exige do agricultor o compromisso de uma ação imediata. A evangelização é uma ordem, e não uma opção. È um mandamento, e não uma recomendação.

A evangelização só pode ser feita pela igreja. Nenhuma outra instituição na terra pode cumprir essa tarefa. A igreja é o método de Deus. Se a igreja falhar, Deus não tem outro método. Se o ímpio morrer na sua impiedade, Deus cobrará de nós o seu sangue.

A evangelização não pode esperar. Ela é impostergável. Se não ganharmos para Cristo esta geração, nesta geração, teremos fracassado vertiginosamente.

Pense Nisso: “Uma igreja que não evangeliza, precisa ser evangelizada” Pr Marcelo Oliveira.

Bibliografia: Lopes, Hernandes Dias. Mensagens Selecionadas. Ed. Hagnos
Carson, D.A. O comentário de João. Shedd publicações
Hendriksen, William. João. Ed. Cultura Cristã

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Não confunda hinos ispirativos com canções de autoajuda e que exprimem sentimento de vingança

Assim começa o Salmo 20: “O SENHOR te ouça no dia da angústia; o nome do Deus de Jacó te proteja” (v.1). Não vemos aqui propriamente um hino de louvor a Deus, mas uma mensagem para o rei. Mesmo assim, a grandeza do Senhor é o que mais se destaca nesse salmo.

No Salmo 37, a letra da composição também é um estímulo para o justo: “Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniquidade. Porque cedo serão ceifados como a erva e murcharão como a verdura” (vv.1,2). No entanto, nota-se, nos quarenta versículos desse salmo, que a ênfase recai na Ajuda do Alto para os servos do Senhor.

A Harpa Cristã — hinário oficial das Assembleias de Deus, editado pela CPAD —, a despeito de não ser perfeita, segue o estilo contido nos Salmos. A maioria das suas composições é de louvor a Deus, mas também possui hinos com mensagens inspirativas para os servos de Deus. Assim começa, por exemplo, o hino 4: “Não desanimes, Deus proverá; Deus velará por ti; sob suas asas te acolherá; Deus velará por ti”.

Não é de hoje que existem hinos cuja letra é uma mensagem animadora, confortante para o crente, em vez de conterem palavras de louvor dirigidas diretamente a Deus. A despeito disso, boa parte dos Salmos bíblicos começam com ordens expressas, como “Louvai” e “Cantai”. Se tomarmos como base esse livro veterotestamentário, a maioria dos nossos hinos deveria ser de enaltecimento ao nome do Senhor, posto que apenas uma pequena parte dos Salmos é de composições com mensagens de exortação, de estímulo para o justo.

Bem, como vimos, não há problema algum em uma parte dos hinos evangélicos conterem mensagens inspirativas, em que se menciona o cuidado de Deus para com os seus servos fiéis. Mas o que é preocupante é o fato de, hoje, a maioria (quase todas) das composições evangélicas não pertencer à modalidade louvor e adoração.

Além disso, é preciso fazer uma distinção entre os hinos inspirativos e as canções de autoajuda ou que contêm sentimento de vingança. Estas, aliás, apesar de serem as que fazem mais sucesso no meio evangélico, não podem sequer ser consideradas hinos cristocêntricos, e sim canções antropocêntricas, posto que a sua ênfase recai nas necessidades e na vitória do ser humano, em detrimento da grandeza de Deus e da obra redentora.

Já citei aqui o caso do hit Faz um milagre em mim — que enfatiza mais as supostas virtudes de Zaqueu (como subir em um sicômoro para chamar a atenção de Jesus, intenção esta que não consta da Bíblia) —, o qual é um sucesso no meio evangélico, mas não pode ser considerado um hino de louvor a Deus, tampouco uma mensagem que enfatiza a grandeza do Senhor, primacialmente.

O mesmo ocorre com a canção Sabor de Mel, cujos vídeos no YouTube já atingem a casa dos milhões. Ela até começa bem, mencionando o agir de Deus na vida do crente fiel. Entretanto, ao longo da composição, não se vê menção clara e prioritária aos atributos do Senhor. Pelo contrário, o que se sobressai são bordões de autoajuda e que contêm sentimento de vingança.

É claro que há também erros de construção frasal na aludida canção, mas não vou mencionar isso para que os leitores não se desviem do foco. Observe como o sentimento de vingança se evidencia neste trecho: “Quem te viu passar na prova e não te ajudou, quando ver você na benção vão se arrepender; vai estar entre a platéia, e você no palco...” Esse tipo de sentimento, que leva o cristão a querer mostrar aos outros que ele é vencedor, e os seus inimigos derrotados, não combina com a vida cristã. Seria bom que todos os compositores lessem as palavras de Jesus registradas em Mateus 5-7.

Ainda sobre o hit Sabor de Mel, o refrão, à luz do contexto da composição, dá a ideia de que o crente está, como um jogador de futebol que conquista um campeonato, comemorando de modo provocativo, como que alfinetando os derrotados: “Mas minha vitória hoje tem sabor de mel, tem sabor de mel, tem sabor de mel. A minha vitória hoje tem sabor de mel”. Ou seja, é como se o servo de Deus tivesse a necessidade de mostrar a todos que ele venceu, e os seus inimigos perderam. Isso, definitivamente, não combina com a vida cristã.

Que Deus cuida do justo não há dúvidas. Mas não cabe a nós a vingança nem o sentimento de vingança. Em Romanos 12.19,20 está escrito: “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira [de Deus], porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o SENHOR. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça”.

Por: Pr. Ciro Sanches Zibordi


sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A Responsabilidade dos Professores da Escola Dominical

Por: Altair Germano

A responsabilidade no processo seletivo de professores para a Escola Dominical, geralmente recai sobre o superintendente/dirigente/gestor e o pastor da congregação, enquanto que a de dirigente/superintendente/gestor geralmente é de competência dos pastores de congregações ou presidentes de igrejas. Alguns critérios precisam ser observados neste momento, para que problemas dos mais diversos não surjam depois.

Em primeiro lugar, é essencial que o candidato à direção/docência na Escola Dominical seja alguém vocacionado por Deus. Títulos acadêmicos e cursos podem ajudar, mas, para a docência cristã, sozinhos não produzirão os frutos desejáveis. Quem foi vocacionado por Deus sabe que foi, e manifesta sinais de sua vocação, tais como o amor pelo ensino, dedicação no estudo da Bíblia, prazer de estar em sala de aula e habilidades próprias para a função. O candidato à direção/ensino na Escola Dominical precisa passar por um tempo de observação, onde a percepção de sua vocação se consolidará ou não. É preciso ter experiência prática no chão da escola (sala de aula), para somente depois ser efetivado na função.

Outra questão fundamental no caso de docentes é direcionar o candidato para uma faixa etária de alunos, na qual ele se identifique. Nem todos os professores se acham habilitados ou inclinados para ensinar crianças. Há também aqueles que evitam as salas com adolescentes e jovens. Existem também professores que não se enquadram no perfil da docência para a terceira idade. Uma boa conversa com o candidato à docência, seguida de um breve estágio se faz necessário.

Durante muitos anos, o departamento infantil da Escola Dominical sofreu com a falta de critérios na seleção de professores. Geralmente se achava que “qualquer um” estaria apto para ensinar crianças. Nos novos tempos, tal postura é inadmissível. As descobertas científicas no campo psicopedagógico, as facilidades de acesso a cursos especializados, os recursos literários disponíveis, tudo isso contribui para que professores devidamente qualificados tecnicamente, assumam o trabalho com as crianças e com as demais faixas etárias.

Lembro-me que certa vez, ao passar em frente a uma sala de aula infantil, as crianças estavam todas de joelhos orando. Num primeiro momento achei louvável a atitude do professor em proporcionar um momento de oração. Só depois da aula, quando fui parabenizar o referido “mestre”, foi que o mesmo me falou que a oração era uma ação punitiva e disciplinar, visto que os alunos estavam dando muito trabalho naquela manhã. Por aí se tira o despreparo do professor. No mínimo, alguns alunos passarão a associar a oração com castigo. Dá para imaginar as conseqüências negativas deste ato? Acontece que estamos citando apenas um dos inúmeros casos que envolvem professores não vocacionados ou despreparados na Escola Dominical.

Atenção e critérios rígidos no processo seletivo de dirigentes/docentes para a Escola Dominical, não é mera “inovação desnecessária”, é atitude prudente, desejável e esperada de líderes comprometidos com a qualidade e com a excelência no processo de administração, ensino e aprendizagem nos novos tempos.

Fonte: O Galileo

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Liderança: Uma Necessidade de Confirmação

Há muitos líderes que deveriam estar em outra posição, menos na liderança. Os líderes não são apenas escolhidos por homens, mas pela vontade soberana de Deus. Temos visto em muitas igrejas, líderes que não possuem nenhuma capacidade para liderar pessoas. Alcançaram a liderança por seu alto dízimo, ou pela morte do pai, ou por alguma influente família que há na igreja. É a vontade de Deus, e não a nossa, que deve ser feita assim na terra como no céu.
O ilustre escritor Michael Yossef, em seu livro O estilo de liderança de Jesus, escreve sobre a necessidade do líder ser confirmado antes de exercer a sua liderança. Para fundamentar sua tese, cita o clássico exemplo da liderança de Jesus. O evangelho de João mostra que Jesus estava sempre dando provas daquilo que afirmava acerca de Si mesmo.
Aplicaremos esse principio à liderança espiritual na igreja, observando o nosso maior exemplo, a liderança de Jesus.

1) O testemunho de João Batista (Jo 1.29) - João Batista foi o precursor de Jesus. Ele viu o Espírito Santo descer sobre Ele no Jordão. Vendo que Jesus se aproximava, disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! É este a favor de quem eu disse: após mim vem um varão que tem a primazia, porque já existia antes de mim” (Jo 1.29,30). João compreendia claramente sua missão e não quis ir além daquilo que lhe foi designado. Logo que Jesus se manifestou, João saiu de cena. Ele disse, com absoluta certeza: “Convém que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3.30). O papel de João foi como o de uma telefonista: logo que introduz a pessoa com quem precisamos falar, sai de cena.

2) O testemunho do Espírito (Jo 1.32,34) – O Espírito Santo abençoou Jesus na ocasião do seu batismo, quando desceu sobre Ele. E o Espírito permaneceu Nele (Jo 1.32-34). A presença do Espírito Santo deu a Jesus autoridade para falar e realizar milagres (Lc 4.36). Jesus não abriu mão do poder do Espírito Santo em sua vida e ministério. O Espírito desceu sobre Ele no batismo (Lc 3.21,22). Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo diabo (Lc 4.1,2). Jesus, no poder do Espírito, regressou para a Galiléia (Lc 4.14). Ele entrou na sinagoga de Nazaré, tomou o rolo do livro de Isaías em suas mãos e leu: “O Espírito do Senhor está sobre mim….” (Lc 4.18). A Bíblia é clara quando diz: “Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder….” (At 10.38).

3) O testemunho do Pai (Jo 5.37) – O próprio Pai que enviou a Jesus é quem deu testemunho a seu respeito: “O Pai que me enviou, esse mesmo é que tem dado testemunho de mim” (Jo 5.37). No Jordão, quando Jesus foi batizado, de forma pública o Pai deu testemunho acerca Dele. O evangelista Mateus registra as palavras do Pai: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.17). No monte da transfiguração, o Pai demonstra a singularidade do seu Filho e sua supremacia sobre Moisés e Elias, dizendo: “…. este é o meu Filho, o meu eleito; a ele ouvi” (Lc 9.35).

4) O testemunho das Escrituras (Jo 5.39) – O Antigo Testamento confirma o ministério de Jesus. Os patriarcas falaram Dele. Os profetas apontaram para Ele. Seu nascimento, seu ministério, sua morte e sua ressurreição foram profetizados. Jesus mesmo disse: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5.39). Jesus é o centro das Escrituras. O A.T o profetizou; o N.T falou de sua vida, de seu ministério, de sua morte e de sua ressurreição. A Bíblia começa com a promessa de sua vinda (Gn 3.15) e termina com a promessa de sua volta gloriosa, sua vitória triunfante e seu reino eterno (Ap 19.11-21).

5) O testemunho dos discípulos (Jo 6.68) – Os discípulos acompanharam Jesus, ouviram seus ensinamentos, viram seus milagres, creram Nele, foram transformados por Ele. A seu respeito, disse Pedro: “…. Tu tens as palavras da vida eterna” (Jo 6.68). Pedro também disse: “…Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt 16.16). Os líderes de hoje, certamente, não lideram com as mesmas qualificações singulares de Jesus. Mas o principio permanece: a chamada para a liderança precisa ser confirmada. Um líder é vocacionado por Deus, escolhido pelo povo de Deus e deve ser um referencial para os que estão de fora.
O apostolo Paulo instruindo a Timóteo sobre a ordenação dos oficiais da igreja, disse: “É necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo” (1 Tm 3.7).

Que analisemos nossas vidas e, principalmente nossas lideranças, se estas passam no crivo da Palavra de Deus. Nossa liderança foi confirmada por Deus, pela sua Palavra, pelo Espírito e pelos nossos irmãos? É tempo de revermos nossas lideranças e ver se estamos verdadeiramente fazendo o que Deus nos mandou, ou se estamos “trocando os pés pelas mãos” e assim, tomando o lugar que é do próximo.

Por: Pr. Marcelo Oliveira


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Mal(ben)dita Cidade

Na Bíblia, o tema da cidade é um dos mais relevantes. O nascimento da cidade tem origem na arrogância humana e na independência do homem em relação a Deus. É a linhagem de Caim que dá início à cidade: “Depois Caim fundou uma cidade, à qual deu o nome do seu filho Eno­que” (Gn 4.17b). Caim representa a auto-suficiência humana. Tendo perdido o Éden, o homem está diante da ruptura ecológica da terra que agora produzirá “espinhos e ervas daninhas” (Gn 3.18). A solução humana é apostar em Caim, que não só se revela ingrato para com Deus, mas comete o primeiro assassinato da história bíblica. Caim amplia a ruptura com Deus, com o próximo e com a terra. A solução para os seus problemas é uma só: “fundar uma cidade”. Portanto, a cidade surge como a marca maior da arrogância humana contra Deus. Acompanham a cidade, o surgimento da ciência, da economia e da arte (Gn 4.20-22). O ápice desse progresso perverso aparece quando o texto de Gênesis afirma que o sétimo depois de Adão, pela linhagem de Caim, é Lameque, o primeiro bígamo da história, grande “precursor dos filmes de ‘ação’ de Hollywood”. Os “efeitos especiais” até fazem parte do discurso dele: “Ada e Zilá, ouçam-me; mulheres de Lameque, escutem minhas palavras: Eu matei um homem porque me feriu, e um menino, porque me machucou.” O quadro é simplesmente assustados e apavorante!

Não muito tempo depois, a situação da cidade piora ainda mais. Em Gênesis 11, os homens querem construir uma cidade que pudesse invadir o céu. No mesmo espírito de Caim, eles agora aprofundam a arrogância humana, dizendo: “Vamos construir uma cidade, com uma torre que alcance os céus. Assim nosso nome será famoso ­e não seremos espalhados pela face da terra” (Gn 11.4). A gramática hebraica permite que a expressão “cidade, com uma torre” seja traduzida por “cidade que cresce para o alto”. Como os antigos achavam que o céu estava a cerca de dois quilômetros da terra, a idéia era “invadir o céu”. Era uma espécie de movimento dos “sem céu”, ou dos “invasores do condomínio celestial”. Os homens já “sem terra” e “sem céu”, tornam-se agora “sem comunicação”! De fato, o movimento inicial das cidades cresceu desordenadamente e foi um grande desastre.

Mais uma vez, só Deus para salvar o enredo humano. De forma inesperada, Deus surge da maneira como ninguém poderia esperar. Deus resolve dar início à redenção da cidade por meio de sua própria iniciativa. Por incrível que pareça, Deus constrói e age a partir da mais soberba rebeldia humana. A ação redentora e salvífica de Deus na história tem seu grande centro na monarquia davídica. A própria figura do rei surgira também como sinal da rebeldia e arrogância humana contra Deus (1Sm 8.5-7). Ao querer um rei, imitando os demais povos pagãos, o povo de Israel estava rejeitando a Deus. No entanto, Deus, surpreendentemente não só escolhe um rei, Davi, como também elege uma cidade, Jerusalém. Os símbolos maiores da auto-suficiência e independência humanas tornam-se símbolos da intervenção redentora divina. A suprema derrota transforma-se em vitória absoluta! Os textos bíblicos são inequívocos: “Darei uma tribo ao seu filho a fim de que o meu servo Davi sempre tenha diante de mim um descendente no trono em Jerusalém, a cidade onde eu quis pôr o meu nome (1Re 11.36)” e: “Não jurem de forma alguma: nem pelos céus, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o estrado de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei (Mt 5.34,35). Como podemos ver, a monarquia davídica e a cidade de Jerusalém tornam-se o principal palco da intervenção divina na história em favor do homem pecador.

Todavia, a história ainda não termina aqui. O mais surpreendente de tudo aparece no Apocalipse, quando o desfecho da história humana traz de novo a figura da cidade. O texto sagrado é de “parar a respiração”: “Então vi novos céus e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham passado; e o mar já não existia. Vi a Cidade Santa, a nova Jerusalém, que descia dos céus, da parte de Deus, preparada como uma noiva adornada para o seu marido. Ouvi uma forte voz que vinha do trono e dizia: “Agora o tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais ele viverá. Eles serão os seus povos; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus. Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou” (Ap 21.1-5). Que coisa! A Nova Jerusalém parece o Éden “urbanizado”. Parece que o antigo jardim passou por um projeto de “arquitetura celestial”. O Éden da redenção é melhor do que o da criação! A cidade que marcou o início do pecado humano é agora marca máxima da redenção. A cidade humana sobe do chão, a cidade de Deus desce dos céus. A cidade humana é efêmera, a de cidade de Deus é eterna. A cidade humana trouxe fragmentação e dor, a cidade de Deus traz união e cura. Deus faz questão de mostrar sua vitória a partir do símbolo máximo do poderio e independência humanos. É surpreendente e verdadeiro: Deus traz a redenção a partir da pior desgraça humana. Diante dessa palavra de esperança e de vitória, olhe lá fora e veja como o sol está mais brilhante, o céu está mais azul, e o ar está menos poluído. Amém!!!

Luiz Sayão – Teólogo. Hebraísta. Coordenador Geral de Tadução da Bíblia NVI.